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    ARTISTAS ARTESÃOS DO BRASIL

    Em Nome do Autor - dica de leitura para conhecer a arte popular

    [link texto]

    Em Nome do Autor - Artistas Artesãos do Brasil de Beth Lima e Valfrido Lima

    110 mil quilômetros percorridos, 4 anos passados, 320 artistas e artesãos entrevistados. Chega até nós um livro muito interessante"Em Nome do Autor-Artistas Artesãos do Brasil" . Percorrendo o Brasil de carro, de barco ou de avião, quando chegavam a uma cidade dirigiam-se logo à praça principal para fazer o que chamavam de "garimpo". Ali conseguiam informações sobre algum artesão e saíam a sua busca. Beth Lima e Valfrido Lima tinham como objetivo reunir informações sobre esses artistas que, diferente daqueles que produziam peças em série, para atender pedidos do mercado, criavam somente peças únicas, cada qual com uma inspiração distinta. E ao escolher esses artesãos em especial, eu entendo que os autores do livro meio que fizeram cair por terra a idéia de que essa arte popular e primitiva não está apta a fazer parte do que se costuma chamar artes plásticas. Quando lemos o livro e observamos as obras selelcionadas por eles, percebemos que essa separação entre arte popular e arte erudita pode ser muito tênue, pois observamos o elevado valor estético que algumas obras atingem, apesar da extrema ingenuidade do artista e de nenhuma formação profunda na área.

    O livro é também um catálogo e trás nomes dos artistas e formas de contato, pois mais que mostrar o que existe por esse país afora a intenção é de aproximar-nos de todos eles, que vivem nas mais simples casas, nas cidades mais distantes, esculpindo, modelando e dando forma a um imaginário que, indiscutivelmente, faz parte do nosso patrimônio cultural. Não percam a oportunidade de olhar mais atentamente para essa fonte de pesquisa e conhecimento...


    QUEM LÊ ESTE LIVRO TAMBÉM LÊ >>>>> : http://artebrasilis.blog.terra.com.br/dicionario_da_arte_do_povo_brasileiro

     



    Escrito por artebrasilis às 19h33
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    DIAS MELHORES

     Supertramp, uma banda britânica de rock progressivo que obteve grande sucesso nos anos 70 e início dos anos 80, reuniu nesta canção o clima de uma época, reinterpretado a cada geração.

    BETTER DAYS (TRADUÇÃO)

    S U P E R T R A M P

     

    Trust me, I can help you 
    Feel free, we can save you 
    Join us in the good life 
    And better days, better days 
    Campaign for a new life 
    Champagne and the bright lights 
    Make way for the right way 
    And better days, better days 
    You didn't realize about the other life that we can give you 
    We'll open up your eyes and make you see the light that's all around you 
    We'll help you work it out and then you'll never doubt 
    Our intuition, our vision, our decision, our mission, so listen 
    No war, no inflation 
    No more desperation 
    You'll see we can show you 
    Better days, much better days 
    More food, higher wages 
    Good schools, smiling faces 
    Make way for the new way 
    Better days, better days 
    We're going to lead you down to where the sun is always brightly shining 
    We'll push away the clouds and show you there's a gold and silver lining 
    We'll take away the pain, you'll want to try again 
    You won't be sorry, so don't worry, don't worry, so hurry and join me

     

     

    Dias Melhores
    Confie em mim, eu posso ajuda-lo  
    Sinta livre, nós podemos salva-lo
    Nos una na vida boa 
    E dias melhores, dias melhores.
    Faça campanha para uma vida nova 
    Champagne e luzes brilhantes
    Dê lugar ao jeito certo 
    E dias melhores, dias melhores.
    Você não percebeu sobre a outra vida que podemos lhe dar 
    Nós abriremos seus olhos e o faremos ver a luz que está ao seu redor 
    Nós ajudaremos a colocá-la para fora e então você nunca duvidará 
    Nossa intuição, nossa visão, nossa decisão, nossa missão, escute assim
    Nenhuma guerra, nenhuma inflação, 
    Nenhum desespero mais
    Você verá, nós podemos mostrar-lhe 
    Dias melhores, dias muito melhores 
    Mais comida, salários mais altos, 
    Escolas boas, faces sorridentes. 
    Dê lugar ao modo novo 
    Dias melhores, dias melhores, 
    Nós vamos conduzi-lo até onde o sol brilha intensamente
    Nós afastaremos as nuvens e mostraremos para você uma faixa de ouro e prata 
    Nós tiraremos a dor, você irá tentar novamente 
    Assim não será difícil, não se preocupe, apresse-se e junte-se a nós.


    Escrito por artebrasilis às 20h21
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    SENTIDOS APURADOS

    Na Espanha, deficientes visuais têm a oportunidade de atuar como provadores de vinhos, utilizando o paladar e o olfato apurados. Um mercado de trabalho inédito acabou sendo criado.


    Conheça o Museu do Perfume, em Gramado (RS)



    Escrito por artebrasilis às 18h58
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    MEMÓRIA OLFATIVA

    O cheiro da memória
    Essa curiosa característica, que relaciona os aromas a imagens e emoções do passado, tem sua razão de ser: a classificação dos cheiros é feita no sistema límbico, responsável também pelo deflagrar das emoções e pelos registros da memória. É por isso que um aroma sempre provoca uma associação relacionada ao passado e a uma reação emocional.

    Um dos maiores escritores do século 19, o francês Marcel Proust descreveu com maestria o que ocorre no cérebro a partir de um cheiro ou de um sabor. Proust percebeu que o gosto de baunilha de uma única madeleine (bolinho fofo servido com chá, também conhecido como "madalena") era capaz de detonar uma profusão de imagens e sentimentos vindos do passado. Escreveu ele ao experimentar sua madeleine: "De onde vinha esse prazer poderoso? Todas as flores de nosso jardim e as do parque de Swann, e as ninfas do rio Vivonne, e a gente simples da aldeia com suas casinhas, e toda a cidade de Combray e seus arredores - tudo aquilo que toma corpo e se torna sólido saiu, cidades e jardins, de minha xícara de chá".  Proust percebeu claramente que o sabor da madeleine estava associado a seu passado. Hoje a ciência sabe que o gosto é formado muito mais pelos aromas (mais de 70%) do que pelo paladar. Portanto, foi basicamente o aroma de baunilha que detonou as imagens de infância que desfilaram diante de Proust. Ele nos demonstrou como as imagens e sentimentos que os cheiros despertam podem enriquecer o prazer da vida.

    Identidade olfativa
    Essa qualidade de associação a uma imagem ou a um sentimento que uma fragrância é capaz de provocar já está sendo usada para influenciar nossas escolhas de consumo. Lojas e spas estão criando suas próprias "identidades olfativas". A monja budista coreana Soon Hee, por exemplo, criou um perfume especial para ser usado nas instalações das unidades do spa criado por ela, o Shishindo. Assim, toda vez que uma cliente senti-lo, imediatamente vai associá-lo ao prazer de uma massagem ou ao relaxamento provocado por um banho perfumado que experimentou no spa. Lojas sofisticadas também costumam ter seu perfume ambiental característico. Especula-se que em dez anos o computador poderá liberar cheiros a partir de um software.

    Se o mundo do século 20 foi da imagem, o do século 21 parece estar associado aos aromas. Já se fala de utilizar o cheiro de cada pessoa como forma de identificação, pois ele é tão pessoal e único quanto uma marca digital. No futuro, a carteira de identidade pode dispensar a marca do dedão e identificar uma pessoa por seu cheiro, sua mais indiscutível marca pessoal.

    Um bem para a saúde
    David Crow é outro habitante inesperado do mundo dos aromas. Sua paixão pelos óleos essenciais determinou seu futuro e sua escolha de vida. Nascido nos Estados Unidos e criado na Grécia, David aprendeu o emprego terapêutico dos óleos no Nepal, onde morou por nove anos estudando medicina indiana e tibetana (na época, ele já era um especialista em medicina chinesa). Seu principal interesse é a saúde comunitária e a recuperação do sistema imunológico com base no uso dos aromas. Com David, é possível aprender que os óleos essenciais são a própria expressão do sistema imunológico das plantas. "Os óleos geralmente exalam bons perfumes. Essa é maneira como as plantas se defendem de vírus, micróbios e bactérias patogênicas que proliferam em ambientes pútridos e malcheirosos", diz ele. Isso quer dizer que a maioria dos óleos essenciais (naturais) são antibacterianos, antimicrobianos e antivirais. E que beneficiam o sistema imunológico do ser humano, pois combatem os microorganismos prejudicais à nossa saúde.

    David Crow, que deve vir ao Brasil em maio, tem um projeto ambicioso chamado "imunidade comunitária". Baseado nos princípios da medicina social preventiva e implantado em algumas regiões dos Estados Unidos, o projeto propõe a utilização de difusores de óleos essenciais em ambientes amplos, como escolas e hospitais. "Além de manter o ambiente limpo de germes, determinados óleos, como os de alecrim e de lavanda, promovem a concentração das crianças. E a dispersão da atenção infantil é hoje um dos maiores problemas educacionais americanos", diz ele.

    O uso terapêutico dos óleos essenciais é hoje aplicado também em áreas como a psicologia. "Os aromas naturais dos óleos estão associados às emoções. Podemos utilizá-los para ajudar a promover a cura durante a terapia", diz Júlia Nunes, terapeuta carioca com especialização em psicologia psicossomática. Existe até uma corrente de psicologia nos Estados Unidos, a aromacologia (nascida em 1989 no Institute of Smell, que faz pesquisas científicas com o olfato), que propõe a união formal da psicologia com o uso de aromas.

    Mais prazer, mais amor
    Se Proust nos revela que os aromas nos fazem lembrar do passado, se lojas e spas nos mostram que eles influenciam nossas escolhas futuras, o amor e o sexo dizem que as fragrâncias são indispensáveis no momento presente. A perfumista Mandy Aftel é uma das especialistas nesse assunto. No seu livro, Essências e Alquimia, ela descreve longamente como os odores animais e a suposta capacidade afrodisíaca de certas plantas provocam nossa libido. Porque um perfume não é nada mais do que um poderoso atrativo sexual. "As mulheres não querem cheirar como flores; elas querem que seus perfumes irradiem uma aura sexualmente sedutora", escreveu ela com todas as letras. E as experiências nessa área talvez sejam as mais complexas já feitas nos campo dos aromas. Já se sabe, por exemplo, que são as notas animálicas de um perfume que podem despertar o desejo sexual. São justamente as substâncias mais caras e as quem têm o cheiro mais surpreendente quando inaladas sozinhas: de curral, urina, suor. Essas substâncias, extraídas de animais ou também de certas flores ou raízes, são adicionadas a um perfume com muita parcimônia, mas são absolutamente essenciais. "A verdadeira mensagem de um perfume não está nas manchetes, mas sim nas letras bem pequenininhas", diz, com bom humor, o zoólogo Michel Stoddart, pioneiro da biologia olfativa. O aprendizado com os aromas pode se iniciar com essa simples sabedoria: o momento presente pode se tornar muito mais vivo, até mais apimentado, com a ajuda dos aromas. Que tal então tentar identificar com mais precisão os perfumes e cheiros que chegam nesse exato momento até o seu nariz?  

    Para saber mais

    Livros
    - A Aromacologia, uma Ciência de Muitos Cheiros, Sonia Corazza, Senac
    - Aromaterapia e Emoções, Shirley Price, Bertrand

    FONTE: PLANETA SUSTENTÁVEL (AQUI)


    SAIBA MAIS.... SOBRE A HISTÓRIA DOS PERFUMES

     

    Um passeio pela História dos Perfumes

    Por Valéria Trigueiro*

    A inteligência das plantas então precisou criar aromas cada vez mais fortes e sofisticados. Da raiz às flores se encontrava substâncias fungicidas, bactericidas e a cicatrização ficou por conta das resinas.

     

    Para falar sobre perfumes temos que voltar um pouquinho no tempo, a fim de conhecermos melhor o que exatamente estamos fazendo quando usamos um perfume. Tudo tem uma história e esta tem uma razão. Assim, devemos lembrar que no início do mundo não havia muita variedade de plantas e aromas. Este último foi criado como um sistema de defesa das plantas contra o ataque de insetos, juntamente com outros recursos, como o surgimento de pêlos, cascas mais grossas e resinas.

    Como a Natureza é realmente um exemplo perfeito e completo de adaptação, os insetos por sua vez criaram seu próprio sistema de adequação. Alguns se viciaram em determinados aromas, passando então a fazer o que conhecemos como polinização, levando de um lado para outro, sementes, criando novas espécies. A inteligência das plantas então precisou criar aromas cada vez mais fortes e sofisticados. Da raiz às flores se encontrava substâncias fungicidas, bactericidas e a cicatrização ficou por conta das resinas.

    Chegamos ao Antigo Egito, quando o homem através da observação das plantas aprende a honrar os deuses, envenenar armas, criar rituais religiosos e de sedução, curar, embalsamar e perfumar. Nesta época a saúde física e espiritual era una.

    Na Grécia Antiga já se valorizava a higiene e a beleza, e é dali que vem o costume, mantido até hoje, de jogarem-se pétalas de rosas nas tumbas como símbolo de vida eterna. Quanto à arte da perfumaria já se usa olíbano, mirra, canela, cravo, benjoim e sândalo com o intuito de sedução no século IV a.C. Entretanto, na Roma Antiga é que tais usos se perpetuam e o hábito de tomar banho se estabelece como ritual cotidiano de limpeza física e espiritual. Surge o sabonete, que naquela época chamava-se "sapo" - uma mistura de gordura de carneiro, cinzas de ervas queimadas e óleos essenciais.

    Nesta época fica bem clara a relação das ervas e plantas como remédio através de "Tratados Médicos" atribuindo poderes curativos ao sândalo, ao cardamomo e à rosa, em poder da burguesia. Ao passo que se estabelece o uso cosmético, com a manufatura de pomadas, talcos e águas aromáticas, diminui o simbolismo místico e religioso. Surgem os recipientes de vidro, que substituem os de cerâmica usados até então. Têm vantagem soberana, já que não deixam odores, as resinas não são absorvidas pela porosidade da cerâmica e ainda podem imitar os recipientes gregos em suas formas e cores.

    Na Idade Média Yakub al Kindi (803-870) escreve o "The Book of Chemistry", onde faz alusão aos óleos essenciais. É quando também se dá a descoberta e o desenvolvimento da destilação, creditada ao poeta, matemático, médico e alquimista Avicenna (980-1037).

    Historicamente, a primeira destilação bem sucedida foi a da rosa, que merece um livro inteiro sobre o assunto. Santa Hildegarde von Bingen escreve quatro tratados de medicina herbal (Causae et Curare), sendo a ela também creditada a criação da Água de Lavanda, sua favorita. Entretanto, não só a Água de Lavanda é usada nesta época, surgem a Água de Carmelita e a Água Milagrosa que são fórmulas secretas, guardadas a sete chaves pelos padres e freiras europeus por serem preciosas pelo poder curativo, inclusive contra "problemas de visão", melancolia, memória, dor e febre. Apesar de todo o segredo, sabe-se que dentre as ervas, havia três flores: lavanda, angélica e camomila.

    Neste ponto já é possível notar alguns conhecidos nossos - fórmulas secretas, poder da Igreja e tratados médicos em poder da burguesia. Sabemos que isto é apenas o começo. Controle e monopólio não são "privilégio" de nossos tempos. Já nos Séculos XIII e XIV a Itália monopoliza as rotas comerciais do Oriente. Há o controle das especiarias e do perfume, com o intuito de debelar a praga, a Igreja restringe o uso das ervas apenas aos palácios e monastérios sendo seu uso fora deles totalmente proibido, com conseqüências que seria redundância mencionar.

    Nas Cruzadas (1096-1291) desenvolve-se o comércio entre o Oriente e a Europa, com o incremento da utilização das especiarias e das essências. Volta-se a valorizar a higiene, trazendo o perfume, desta vez aliado à arte. Na França se estabelece a união entre os herbalistas e os boticários, estes, por sua vez, por possuírem maior cultura, assumem o papel de médicos e perfumistas.

    Com a chegada do Século XVIII não é mais necessário mascarar odores fortes, e em conseqüência modifica-se o senso olfativo fazendo surgir os aromas florais. Registra-se o surgimento da primeira fragrância sintética, isto é, produzida em laboratório, em 1868, sendo que no ano anterior já havia ocorrido algo que viria modificar a história efetivamente. Foi o fato de que na Feira Internacional de Paris os perfumes e sabonetes foram expostos em uma seção à parte da farmacêutica. Estava estabelecido um setor industrial independente. Os perfumes deixam de ser considerados curativos e naturais, tornando-se apenas acessórios.

    Porém, nem tudo está perdido, já que em 1928, Maurice Gattefossé nos traz de presente a Aromaterapia, e com o advento da II Guerra Mundial (1939-1945) Jean Valnet lança como recurso extremo, a fim de amenizar a dor e curar as feridas de seus soldados, os óleos essenciais, sendo muito bem sucedido.A partir disto, continua seus estudos, desta vez testando os óleos essenciais para curar distúrbios de ordem psiquiátrica, podendo comprovar sua eficácia.

    Assim, a partir deste ponto, poderemos começar a falar sobre PERFUMETERAPIA, que ficará para o próximo artigo.

    Valéria Trigueiro - Perfumes Personalizados - e-mail:

     

    Valéria Trigueiro é aromaterapeuta, mestre em Reiki e perfumeterapeuta - criação de perfumes personalizados "seu perfume - sua marca registrada".
    valeriaromerotrigueiro@gmail.com

    FONTE: http://www.jardimdeflores.com.br/sinergia/S12histperfumes.htm



    Escrito por artebrasilis às 17h46
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    OLHAR DIGITAL NAS FÉRIAS !

    CAPTURA EM JANEIRO 2009 - OLHAR DIGITAL ARTE BRASILIS



    Escrito por artebrasilis às 21h00
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    MEU AMIGO CÃO !

    Elefante apresenta seu melhor amigo, um cão

    A amizade entre um elefante e um cachorro é um dos vídeos sobre animais mais vistos da semana no Youtube. Tarra, que vive em um santuário de elefantes no Tennessee, adotou Bella, um cãozinho vira-lata, há alguns anos sem qualquer encorajamento humano. A dupla inusitada foi parar em um programa de televisão da rede americana CBS.

    Fonte: Blog Animal

     



    Escrito por artebrasilis às 20h56
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    A NOVA GERAÇÃO DA INCLUSÃO !

    Mamãe é Down

    Há no mundo cerca de 30 casos documentados de mulheres com a síndrome que deram à luz. Uma delas é Maria Gabriela, mulher de Fábio e mãe da pequena Valentina

    Solange Azevedo (texto) e Rogério Albuquerque (fotos), de Socorro (SP)

    Rogério Albuquerque 

    EM FAMÍLIA
    Valentina não herdou a deficiência intelectual do pai, Fábio, nem a síndrome de Down da mãe, Gabriela

    Tio, a barriga da Gabriela está dando socos. "Foi assim, no meio de um bate-papo inocente, que o estudante Fábio Marchete de Moraes, de 28 anos, deixou escapar que ele e a mulher brincavam de "examinar" o ventre dela. Fábio não imaginava que as pancadinhas partiam de uma criança em gestação. Maria Gabriela Andrade Demate, a dona da barriga, também de 28 anos, não fazia idéia de que estava grávida. Embora estivessem juntos havia três anos, dividindo o mesmo teto e a mesma cama, Fábio e Gabriela acreditavam que o sexo entre eles fosse proibido. Seus pais nunca tinham dito, de maneira explícita, que permitiam esse tipo de intimidade. Gabriela tem síndrome de Down. Fábio é deficiente intelectual.

    Foi por desconfiar do abdome saliente de Gabriela que o amigo de Fábio procurou a mãe da jovem. "Os dois vêm a minha choperia quase todos os dias e me chamam de tio", diz Vlademir Cypriano. "Eles me contam coisas que não falam para mais ninguém." Um teste de farmácia, comprado às pressas, não foi suficiente para eliminar a suspeita. "Mesmo vendo as duas listrinhas do exame, não acreditava que a minha filha estivesse grávida", afirma Laurinda Ferreira de Andrade. "Levei Gabriela a três ginecologistas e nenhum deu certeza de que ela pudesse ter um bebê. Percebi que estava ficando mais gordinha. Mas achei que fosse por comer demais". A gestação avançada, descoberta aos seis meses, gerou pânico e encheu a família de dúvidas. Até o nascimento prematuro de Valentina, transcorreram cerca de 60 dias. "Foram os mais longos da minha vida", diz Laurinda. "Minha filha não tinha feito o pré-natal desde o início, como é recomendado. Por causa da síndrome de Down, ela poderia ter problemas cardíacos. A gravidez era de risco".

    Apesar de o processo de inclusão dos deficientes na sociedade estar distante da perfeição, Gabriela representa uma geração que tem desbravado caminhos. Quando ela nasceu, em 1980, não era comum avistar crianças Downs nos arredores de Socorro - município paulista de 33 mil habitantes fincado na divisa com Minas Gerais, onde Gabriela cresceu - nem pelas ruas de grande parte das cidades brasileiras. "Na hora do parto, perguntei ao médico: 'Doutor, a minha filha é perfeita?'", diz Laurinda. "Ele me respondeu: 'O que é ser perfeita? É ter braços? Pernas? Então ela é perfeita'".

    Embora desconfiassem do diagnóstico, nenhum profissional do hospital revelou à família a deficiência de Gabriela. Afirmaram apenas que ela tinha algum "problema genético". Ao deixar a maternidade, Laurinda procurou ajuda. "Foi um choque descobrir que a minha filha era Down. O médico me contou da pior forma possível. Disse que ela ia ter um monte de doenças, ter problemas cardíacos e ia morrer. Até que uma amiga me alertou que eu teria de escolher entre fechá-la dentro de casa ou abri-la para o mundo. Vesti a Gabriela com a melhor roupa e saí."

    A desinformação - que em parte se deve aos próprios profissionais de saúde - perpetua um mito que a ciência já derrubou. É raro, mas mulheres Downs podem engravidar. "No mundo todo, há apenas cerca de 30 casos documentados de mulheres Downs que tiveram filhos", diz Siegfried M. Pueschel, geneticista do Rhode Island Hospital, nos Estados Unidos, um dos maiores estudiosos da síndrome.

    Os homens são quase sempre estéreis. Na literatura médica, há só três casos descritos de pais Downs. Com as mulheres é diferente. "Um terço delas é fértil. Um terço ovula irregularmente. E um terço não ovula", afirma o geneticista Juan Llerena Junior, do Instituto Fernandes Figueira, uma unidade da Fiocruz. "Hoje, os jovens que têm a síndrome estão mais expostos à vida social e ao sexo. Muitos deles trabalham, têm amigos, saem para se divertir. Antes não era assim. Eles ficavam mais reclusos", diz Pueschel.

    A postura positiva de Laurinda, mãe de Gabriela, foi determinante no desenvolvimento da filha. Gabriela deu os primeiros passos sozinha aos 2 anos e 8 meses. Na infância, tinha medo de água e de andar de bicicleta. Afogava-se na piscina, mas pulava de novo até aprender a nadar. Ao andar de bicicleta, caía. Ralava as pernas. Subia de volta e pedalava. Apesar dos hematomas que ganhava nas aulas de judô, lutou para chegar à quarta faixa. Gabriela resistiu aos golpes - e revidou -, a ponto de pendurar uma medalha no peito. Dançou balé. Foi rainha de bateria de escola de samba e tocou tamborim numa ala dominada por homens. Gabriela fica indignada por não dirigir. "Se todo mundo pode, por que eu não posso?", diz. Em Socorro, cidade do interior paulista onde vive, ela é mais popular que o prefeito. Todo mundo conhece um pouco de sua história.

    leia as  próximas páginas da matéria: 

    >>>> link revista Época AQUI

     



    Escrito por artebrasilis às 20h34
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