"Se você nunca conviveu com um gato e quer saber o que está perdendo, O Gato Como Ele É pode lhe dizer. Através de depoimentos de veterinários, psicólogos ou simplesmente felizes companheiros desses pequenos felinos, você vai saber um pouco mais sobre sua história, suas características e temperamento. E quem sabe, depois de compreender melhor os gatos, você já poderá ser adotado por um..."
Café com pão Café com pão Café com pão Virge Maria que foi isso maquinista? Agora sim Café com pão Agora sim Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força (trem de ferro, trem de ferro) Oô... Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho Da ingazeira Debruçada No riacho Que vontade De cantar! Oô... (café com pão é muito bom) Quando me prendero No canaviá Cada pé de cana Era um oficiá Oô... Menina bonita Do vestido verde Me dá tua boca Pra matar minha sede Oô... Vou mimbora vou mimbora Não gosto daqui Nasci no sertão Sou de Ouricuri Oô... Vou depressa Vou correndo Vou na toda Que só levo Pouca gente Pouca gente Pouca gente...
... "Trenzinho Caipira" de Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, na voz de André. E a cidade de Paranapiacaba (SP), com áudio do poema de Manuel Bandeira "Trem de ferro", na voz de César Magalhães Borges
Livro "CAFÉ - UM GRÃO DE HISTÓRIA", conta a fábula do "descobrimento" do café na Etiópia até os nossos dias.
Por Thereza Dantas
O livro é luxuoso e conta a história de um dos melhores e mais queridos produtos brasileiros. Café - Um Grão de História, editado pela Dialeto, chega às livrarias do país com um destaque notável: representa uma nova referência de leitura para os amantes do café. Com ineditismo, a publicação revela histórias saborosas sobre esse grão que se espalhou pelo mundo, levando riquezas; provocando conflitos e admiração; promovendo mudanças econômicas e culturais por onde passou.
O livro traz fotos produzidas especialmente para este trabalho e imagens históricas até então nunca publicadas. O texto é de Sérgio Túlio Caldas e as fotografias são de Vito D'Aléssio.
Se o café não é originário das terras brasileiras, com certeza gerou mudanças significativas na nossa cultura. A origem do café ainda está perdida em um labirinto de suposições. Porém, evidências botânicas sugerem que o cafeeiro é originário da atual Etiópia. Com o passar do tempo, a planta desceu aos vilarejos da planície costeira daquele país para transformar-se em uma bebida muito apreciada pela gente local. Dali, o café alcançou os portos do Mar Vermelho, onde ganhou interesse particular de governos e de agricultores. A disseminação do grão dava naquele instante seus primeiros passos para conquistar o mundo árabe. Após conquistar o oriente médio e gerar muita riqueza, as sementes ganharam as terras do Egito, Síria, Turquia e Grécia. Na Turquia, Europa e países árabes, as casas de café consagravam-se como ponto de encontro de comerciantes, intelectuais, religiosos e artistas. No outro lado do Atlântico, o grão conquistava os Estados Unidos, dando combustão para sua independência - mais tarde, o país se tornaria o maior consumidor de café do planeta. Através de caminhos clandestinos, as sementes alcançaram a Guiana Francesa. E foi da colônia da França, nas proximidades da linha do equador, que o café seria trazido também por "vias ocultas" para brotar em solo brasileiro.
A publicação é bilíngüe em português e inglês, e representa uma nova referência para o ambiente editorial brasileiro. Em uma parceria inovadora no mercado, o livro já está a disposição na maior rede de cafeteiras do Brasil, o 'Fran's Café'.
A seguir uma pequena entrevista com os autores do livro Café- Um Grão de História, o fotografo e jornalista Vito D'Aléssio, coordenador da Editora Dialeto e do jornalista adepto ao pé na estrada, Sérgio Túlio Caldas, concedida a Thereza Dantas.
O livro Café - Um grão de História deu muito trabalho na parte da pesquisa iconográfica? Vito D'Aléssio: A pesquisa cobriu todos os acervos do Brasil diretamente relacionados ao café, além de todos os principais acervos do eixo Rio - São Paulo. Como resultado, tivemos imagens absolutamente inéditas, datadas do século 17 até os dias de hoje que foram identificadas em documentos que a primeira vista não se relacionavam com o tema. Por exemplo: a imagem do porto de Moka, no Iemem, do desenhista holandês Vander Aa.
O público tem acolhido com interesse os lançamentos dos chamados "livros de arte"? Vito D'Aléssio: Existe uma lacuna na identificação do que hoje é um livro de arte. O fato de um livro buscar o requinte no acabamento não significa que ele deva abrir mão do conteúdo. Os livros da Dialeto priorizam sempre a questão documental e seu papel como obras de referência para o público interessado e trabalhos de pesquisa, porém estimular a percepção dos leitores através de um projeto editorial arrojado, linguagem poética, ergonomia adequada à leitura, é absolutamente adequado a exigência desta nova sociedade em plena revolução da comunicação ( que convive com uma super oferta de informação )e que espera sempre mais dos produtos relacionados aos temas com os quais se identificam.
O café é uma bebida quase brasileira, mas sua história é pouco conhecida de quem o aprecia. No Brasil, apesar de sermos exportadores, as variedades na forma de tomá-lo ainda é pouco sofisticada. Você acredita que isso está mudando? Sérgio Túlio Caldas: Não tenho dúvida alguma de que o café, nosso tão agradável cafezinho, está ganhando status, tornando-se cada vez mais uma bebida para ser apreciada e degustada -- e com todo o merecimento! Vamos recordar que até recentemente o café era lembrado principalmente como um dos mais importantes produtos de exportação do país. No entanto, a partir da entrada do século 21, ele "cresceu": surge como café gourmet, feito com grãos selecionados, blends e por meio de processos de alta qualidade. O resultado é que temos então uma bebida para ser degustada com prazer. Pode até ser um pouquinho de exagero (apesar de ter muito apaixonado por café afirmar que não...), mas ele tornou-se uma bebida para ser apreciada como um bom vinho. Outro fenômeno que prova que nosso cafezinho virou "gente grande" são as cafeterias especializadas que se espalham pelas grandes cidades brasileiras. Ali, além dos melhores cafés que são servidos (e em opções variadíssimas e saborosas no cardápio), os ambientes convidam a leituras e encontros com amigos -- um velho hábito na Europa e na vizinha Argentina. Sem falar, claro, das tradicionais casas de café no Oriente, como na Turquia. O café, definitivamente, amadureceu...
Você contou a história do café como uma pequena fábula. Existe uma magia em torno dessa bebida para você? Sérgio Túlio Caldas: O próprio descobrimento da bebida, conforme a lenda, já é pura magia. A história do pastor etíope, que descobre os potenciais da bebida por meio das cabras que comem bagas de café, estimula a curiosidade de quem a ouve. O café tem um incrível poder de magia, e há muitos fatos em torno disso. O livro "Café - Um Grão de Histórias", narra muitas delas. Há, por exemplo, um caso muito interessante a respeito do café em Meca, a cidade sagrada do mundo muçulmano. Quando ele ficou conhecido ali, no início do século 16, tornou-se um incrível "pólo" de atração: em torno de um bule e de xícaras de café, músicos, sábios e filósofos se reuniam noites a fio para conversar e discutir os mais diversos assuntos. Tal hábito acabou provocando a ira dos muçulmanos mais radicais, que consideraram a bebida como algo pernicioso. Muitas cafeterias, na época, acabaram devastadas pela fúria religiosa. Outra magia: pergunte a um mineiro se ele não daria seu reino por um pão-de-queijo acompanhado de um café bem quentinho passado no coador. Mais uma: você conseguiria resistir ao cheiro inebriante de cafezinho sendo feito numa cozinha de fazenda do interior do Rio de Janeiro? Só pode ser coisa de magia.
O café une o popular e o erudito? Sérgio Túlio Caldas: Está nos quatro cantos do mundo, servido bem quentinho (às vezes, gelado) e saboreado democraticamente: não importa se nos velhos copos americanos dos balcões de padaria do Brasil, ou nas xícaras de fina porcelana chinesa nos salões do Palácio de Buckingham, na Inglaterra -- a monarquia britânica "inventou" o hábito de tomar chá (depois de conhecer os sabores da bebida na Índia), mas é o cafezinho que estimula (também) a realeza.
SERVIÇO Livro: Café - Um Grão de História Texto de Sérgio Túlio Caldas e fotos de Vito D'Alessio Editora: Dialeto Latin American Documentary (www.dialeto.com) 120 páginas Preço: R$ 98,00
CHICLETE COM BANANA - Gilberto Gil e Marjorie Estiano
( versão estúdio e versão show )
Chiclete Com Banana
Eu só ponho bi-bop no meu samba Quando o Tio San pegar um tamborim Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba Quando ele entender que o samba não é rumba Aí eu vou misturar Miami com Copacabana Chicletes eu misturo com banana E o meu samba vai ficar assim
Quero ver a grande confusão É o samba-rock meu irmão
É mas em compensação Eu quero ver o bugui ugui de pandeiro e violão Quero ver o Tio San de frigideira Numa batucada brasileira
Zé Carioca (Walt Disney)
Homenagem a Gordurinha - Waldeck Artur Macedo
Quem é esse até hoje desconhecido Gordurinha? Waldeck Artur Macedo, Compositor. Cantor. Radialista nasceu em 10/8/1922 em Salvador, Bahia. Com 16 anos aprendeu a tocar violão. Cursou até o segundo ano de Medicina, mas abandonou os estudos para seguir a carreira artística. Ganhou o apelido de Gordurinha dos amigos de rádio por sua magreza. Em 1964 desagradado com o golpe militar, fugiu de casa deixando com os familiares a determinação para que destruíssem tudo o que parecesse comprometedor, especialmente uma foto em que aparecia tocando violão para o presidente João Goulart e o governador Leonel Brizola. Maltrapilho e doente, só reapareceu meses depois. Faleceu em 1969 de infarto provocado por uma overdose.
Começou a carreira artística aos 16 anos, apresentando-se em um programa de calouros na Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador. Na época participou do grupo vocal "Caídos do Céu". Em 1951 começou a produzir e apresentar programas na Rádio Tamandaré do Recife, em Pernambuco. Em 1952 foi para o Rio de Janeiro para dar continuidade à carreira artística. Pouco depois mudou-se para Recife onde atuou nas Rádios Jornal do Comércio e Tamandaré. Em 1954 teve sua primeira composição gravada por Jorge Veiga, o baião "Quero me casar". No mesmo ano, a dupla Venâncio e Corumba gravou o baião "Cadeia da vila". Em 1955 gravou com Leo Villar seu primeiro disco, interpretando a marcha "Soldado da rainha", dele e João Grimaldi, e "Sonhei com você", de Roberto Martins e Mário Vieira, com vistas ao carnaval do ano seguinte. Em 1957 apresentou na Rádio Nacional o programa "Varandão da casa grande". Apresentou ainda os programas "Café sem concerto" na Rádio Tupi e "Boate Ali Babá", na TV Tupi. Em 1958, Ari Lobo gravou o coco "Quixeramobim". No mesmo ano, gravou um de seus grandes sucessos, o coco "Vendedor de caranguejo".
Em 1959, o samba "Chiclete com Banana", parceria com Almira Castilho, foi gravado com grande sucesso por Jackson do Pandeiro. Este samba, além de peça de teatro, foi tema de uma tira de histórias em quadrinhos, do desenhista Angeli e é nome de uma banda de música baiana. Ainda no mesmo ano, fez grande sucesso com o baião "Baiano burro nasce morto", que geraria um famoso bordão nas televisões da época. Em 1960 gravou mais um grande sucesso, o baião-toada "Súplica cearense", composto em parceria com Nelinho, composição considerada pela crítica como sua obra-prima e uma das músicas mais pungentes em solidariedade aos miseráveis da seca nordestina. No mesmo ano, o cantor Antônio Martins gravou o tango "Ribalta". Teve diversas composições gravadas pelo cantor Jorge Veiga, entre as quais os sambas "Caixa alta em Paris", "O marido da vedete" e "Quando o divórcio chegar". Ari Lobo gravou os cocos "Paulo Afonso" e "Pedido a padre Cícero".
Em 1962 lançou o LP "A Bossa do Gordurinha", com destaque para "Baiano não é palhaço". Em 1963 lançou pela Copacabana o LP "Gordurinha...um espetáculo", com destaque para "Fornalha" e "Baião bem". Como produtor musical ajudou a fazer os melhores discos do Trio Nordestino. Em 1968, Augusto Boal dirigiu no Teatro de Arena de São Paulo o musical "Chiclete com banana", inspirado na música de Gordurinha, criticando as relações desiguais entre a música brasileira e a música estrangeira, particularmente a norte-americana. Em 1972, Gilberto Gil, em disco lançado após seu retorno do exílio em Londres, regravou "Chiclete com banana". Em 1974, o cantor Macalé gravou "Orora analfabeta" e "Mambo da cantareira", no LP "Aprender a andar".
Em 1997, o Trio Nordestino, em sua nova versão, regravou o "Mambo da cantareira". Em 1999 o selo "Sons da Bahia" sob o patrocínio do Governo do Estado e com lançamento comercial pela Warner Music gravou o disco "A confraria do Gordurinha", com 16 faixas de sua autoria interpretadas por Gilberto Gil, que cantou "Baianada" e mais três músicas, Confraria da Bazófia e ainda Marta Millani. Em 2000, a Warner Music na série "Enciclopédia Musical Brasileira", lançou o CD "Jackson do Pandeiro e Gordurinha", no qual o cantor e compositor baiano aparece interpretando sete composições de sua autoria, entre as quais, "Oito da Conceição", "Vendedor de carangueijo" e "Qual é o pó?"
Ouço batuques e maracatus na TV Que país é esse que a gente nunca vê? A não ser na CNN em Espanhol Em fevereiro tudo vira show Isso não é uma tribo aborígine...
São negros sim, que falam Português Pau-Brasil, bola da vez De antenas ligadas do Sudeste De frente do prédio da FIESP Numa distância de anos-luz Escuto batuques e maracatus...
Se vira, meu Baque virado não é virado à paulista Não é um samba, samba, samba não...
Ouço batuques e maracatus na TV Que país é esse que a gente nunca vê?...
É um baque urbano que ouço daqui As alfaias tocando pra quem quer ouvir É um batuque rural de canavial Com chocalhos nas costas do Recife Realeza vestida de pano de chita...
São negros sim, que falam Português Pau-Brasil, bola da vez São pretos, marrons em tela plana São filhos e netos de dona Santa Então por que essa dança tribal A gente só pode ver na TV?
Se vira, meu Baque virado não é virado à paulista Não é um samba, samba, samba não...
Ouço batuques e maracatus na TV Que país é esse que a gente nunca vê?