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    O GATO COMO ELE É...

    "Se você nunca conviveu com um gato e quer saber o que está perdendo, O Gato Como Ele É pode lhe dizer. Através de depoimentos de veterinários, psicólogos ou simplesmente felizes companheiros desses pequenos felinos, você vai saber um pouco mais sobre sua história, suas características e temperamento. E quem sabe, depois de compreender melhor os gatos, você já poderá ser adotado por um..."

    Para saber mais... visite www.institutoninarosa.org.br 

     

    " O GATO COMO ELE É..." ASSISTA OS VÍDEOS

     PARTE 1

    PARTE 2

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    Paz e amor, bicho (leia matéria da Revista Vida Simples >>> AQUI)

    Blog dos Projetos *SOS Felinos* & *SOS Caninos*

    Iniciativas da Associação Vigilantes da Vida

    E leia também a matéria "ANIMAL NÃO É BRINQUEDO" - Arte Brasilis 2 >>> http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/animal_nao_e_brinquedo



    Escrito por artebrasilis às 09h44
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    TREM DE FERRO

    Trem de ferro

    (Tom Jobim e Manuel Bandeira)

    Café com pão
    Café com pão
    Café com pão
    Virge Maria que foi isso maquinista?
    Agora sim
    Café com pão
    Agora sim
    Voa, fumaça
    Corre, cerca
    Ai seu foguista
    Bota fogo
    Na fornalha
    Que eu preciso
    Muita força
    Muita força
    Muita força
    (trem de ferro, trem de ferro)
    Oô...
    Foge, bicho
    Foge, povo
    Passa ponte
    Passa poste
    Passa pasto
    Passa boi
    Passa boiada
    Passa galho
    Da ingazeira
    Debruçada
    No riacho
    Que vontade
    De cantar!
    Oô...
    (café com pão é muito bom)
    Quando me prendero
    No canaviá
    Cada pé de cana
    Era um oficiá
    Oô...
    Menina bonita
    Do vestido verde
    Me dá tua boca
    Pra matar minha sede
    Oô...
    Vou mimbora vou mimbora
    Não gosto daqui
    Nasci no sertão
    Sou de Ouricuri
    Oô...
    Vou depressa
    Vou correndo
    Vou na toda
    Que só levo
    Pouca gente
    Pouca gente
    Pouca gente...

     


     

    ... "Trenzinho Caipira" de Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, na voz de André. E a  cidade de Paranapiacaba (SP), com áudio do poema de Manuel Bandeira "Trem de ferro", na voz de César Magalhães Borges



    Escrito por artebrasilis às 09h12
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    CAFÉ TAMBÉM É CULTURA

    Vai um cafezinho aí?

    Por Revista RAIZ.
    18 de março de 2007

    Livro "CAFÉ - UM GRÃO DE HISTÓRIA", conta a fábula do "descobrimento" do café na Etiópia até os nossos dias.

    Por Thereza Dantas
     
    O livro é luxuoso e conta a história de um dos melhores e mais queridos produtos brasileiros. Café - Um Grão de História, editado pela Dialeto, chega às livrarias do país com um destaque notável: representa uma nova referência de leitura para os amantes do café. Com ineditismo, a publicação revela histórias saborosas sobre esse grão que se espalhou pelo mundo, levando riquezas; provocando conflitos e admiração; promovendo mudanças econômicas e culturais por onde passou.

    O livro traz fotos produzidas especialmente para este trabalho e imagens históricas até então nunca publicadas. O texto é de Sérgio Túlio Caldas e as fotografias são de Vito D'Aléssio.

    Se o café não é originário das terras brasileiras, com certeza gerou mudanças significativas na nossa cultura. A origem do café ainda está perdida em um labirinto de suposições. Porém, evidências botânicas sugerem que o cafeeiro é originário da atual Etiópia. Com o passar do tempo, a planta desceu aos vilarejos da planície costeira daquele país para transformar-se em uma bebida muito apreciada pela gente local. Dali, o café alcançou os portos do Mar Vermelho, onde ganhou interesse particular de governos e de agricultores. A disseminação do grão dava naquele instante seus primeiros passos para conquistar o mundo árabe.
    Após conquistar o oriente médio e gerar muita riqueza, as sementes ganharam as terras do Egito, Síria, Turquia e Grécia. Na Turquia, Europa e países  árabes, as casas de café consagravam-se como ponto de encontro de comerciantes, intelectuais, religiosos e artistas. No outro lado do Atlântico, o grão conquistava os Estados Unidos, dando combustão para sua independência - mais tarde, o país se tornaria o maior consumidor de café do planeta. Através de caminhos clandestinos, as sementes alcançaram a Guiana Francesa. E foi da colônia da França, nas proximidades da linha do  equador, que o café seria trazido também por "vias ocultas" para brotar em solo brasileiro.

    A publicação é bilíngüe em português e inglês, e representa uma nova referência para o ambiente editorial brasileiro. Em uma parceria inovadora no mercado, o livro já está a disposição na maior rede de cafeteiras do Brasil, o 'Fran's Café'.

    A seguir uma pequena entrevista com os autores do livro Café- Um Grão de História, o fotografo e jornalista Vito D'Aléssio, coordenador da Editora Dialeto e  do jornalista adepto ao pé na estrada,  Sérgio Túlio Caldas, concedida a Thereza Dantas.

    O livro Café - Um grão de História deu muito trabalho na parte da pesquisa iconográfica?
    Vito D'Aléssio: A pesquisa cobriu todos os acervos do Brasil diretamente relacionados ao café, além de todos os principais acervos do eixo Rio - São Paulo. Como resultado, tivemos imagens absolutamente inéditas, datadas do século 17 até os dias de hoje que foram identificadas em documentos que a primeira vista não se relacionavam com o tema. Por exemplo: a imagem do porto de Moka, no Iemem, do desenhista holandês Vander Aa.
     
    O público tem acolhido com interesse os lançamentos dos chamados "livros de arte"?
    Vito D'Aléssio: Existe uma lacuna na identificação do que hoje é um livro de arte. O fato de um livro buscar o requinte no acabamento não significa que ele deva abrir mão do conteúdo. Os livros da Dialeto priorizam sempre a questão documental e seu papel como obras de referência para o público interessado e trabalhos de pesquisa, porém estimular a percepção dos leitores através de um projeto editorial arrojado, linguagem poética, ergonomia adequada à leitura, é absolutamente adequado a exigência desta nova sociedade em plena revolução da comunicação ( que convive com uma super oferta de informação )e que espera sempre mais dos produtos relacionados aos temas com os quais se identificam.
     
    O café é uma bebida quase brasileira, mas sua história é pouco conhecida de quem o aprecia. No Brasil, apesar de sermos exportadores, as variedades na forma de tomá-lo ainda é pouco sofisticada. Você acredita que isso está mudando?
    Sérgio Túlio Caldas: Não tenho dúvida alguma de que o café, nosso tão agradável cafezinho, está ganhando status, tornando-se cada vez mais uma bebida para ser apreciada e degustada -- e com todo o merecimento! Vamos recordar que até recentemente o café era lembrado principalmente como um dos mais importantes produtos de exportação do país. No entanto, a partir da entrada do século 21, ele "cresceu": surge como café gourmet, feito com grãos selecionados, blends e por meio de processos de alta qualidade. O resultado é que temos então uma bebida para ser degustada com prazer. Pode até ser um pouquinho de exagero (apesar de ter muito apaixonado por café afirmar que não...), mas ele tornou-se uma bebida para ser apreciada como um bom vinho.
    Outro fenômeno que prova que nosso cafezinho virou "gente grande" são as cafeterias especializadas que se espalham pelas grandes cidades brasileiras. Ali, além dos melhores cafés que são servidos (e em opções variadíssimas e saborosas no cardápio), os ambientes convidam a leituras e encontros com amigos -- um velho hábito na Europa e na vizinha Argentina. Sem falar, claro, das tradicionais casas de café no Oriente, como na Turquia.
    O café, definitivamente, amadureceu...  
     
    Você contou a história do café como uma pequena fábula. Existe uma magia em torno dessa bebida para você?
    Sérgio Túlio Caldas: O próprio descobrimento da bebida, conforme a lenda, já é pura magia. A história do pastor etíope, que descobre os potenciais da bebida por meio das cabras que comem bagas de café, estimula a curiosidade de quem a ouve. O café tem um incrível poder de magia, e há muitos fatos em torno disso. O livro "Café - Um Grão de Histórias", narra muitas delas. Há, por exemplo, um caso muito interessante a respeito do café em Meca, a cidade sagrada do mundo muçulmano. Quando ele ficou conhecido ali, no início do século 16, tornou-se um incrível "pólo" de atração: em torno de um bule e de xícaras de café, músicos, sábios e filósofos se reuniam noites a fio para conversar e discutir os mais diversos assuntos. Tal hábito acabou provocando a ira dos muçulmanos mais radicais, que consideraram a bebida como algo pernicioso. Muitas cafeterias, na época, acabaram devastadas pela fúria religiosa. Outra magia: pergunte a um mineiro se ele não daria seu reino por um pão-de-queijo acompanhado de um café bem quentinho passado no coador. Mais uma: você conseguiria resistir ao cheiro inebriante de cafezinho sendo feito numa cozinha de fazenda do interior do Rio de Janeiro? Só pode ser coisa de magia.
     
    O café une o popular e o erudito?
    Sérgio Túlio Caldas: Está nos quatro cantos do mundo, servido bem quentinho (às vezes, gelado) e saboreado democraticamente: não importa se nos velhos copos americanos dos balcões de padaria do Brasil, ou nas xícaras de fina porcelana chinesa nos salões do Palácio de Buckingham, na Inglaterra -- a monarquia britânica "inventou" o hábito de tomar chá (depois de conhecer os sabores da bebida na Índia), mas é o cafezinho que estimula (também) a realeza.


    SERVIÇO
    Livro: Café - Um Grão de História
    Texto de Sérgio Túlio Caldas e fotos de Vito D'Alessio
    Editora: Dialeto Latin American Documentary (
    www.dialeto.com)
    120 páginas
    Preço: R$ 98,00

     link com a  matéria



    Escrito por artebrasilis às 08h34
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    O PODER DA IMAGEM

    O Poder da Imagem

    Abertura do Seminário sobre O Poder da Imagem realizado dia 8/11/2006. UCSAL - Comunicação Social - Publicidade e Propaganda.



    Escrito por artebrasilis às 22h27
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    PERO VAZ DE CAMINHA

    CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA AO REI DOM MANUEL

    PROPAGANDAS GENIAIS - ANUNCIANTE: CORREIOS



    Escrito por artebrasilis às 22h21
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    --- TIO SAM NUMA BATUCADA BRASILEIRA ---

    CHICLETE COM BANANA - Gilberto Gil e Marjorie Estiano 

    ( versão estúdio e versão show )

     


    Chiclete Com Banana


    Eu só ponho bi-bop no meu samba
    Quando o Tio San pegar um tamborim
    Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
    Quando ele entender que o samba não é rumba
    Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
    Chicletes eu misturo com banana
    E o meu samba vai ficar assim

    Quero ver a grande confusão
    É o samba-rock meu irmão

    É mas em compensação
    Eu quero ver o bugui ugui de pandeiro e violão
    Quero ver o Tio San de frigideira
    Numa batucada brasileira

        Zé Carioca (Walt Disney)

     


    Homenagem a Gordurinha - Waldeck Artur Macedo

     

    Quem é esse até hoje desconhecido Gordurinha? Waldeck Artur Macedo, Compositor. Cantor. Radialista nasceu em 10/8/1922 em  Salvador, Bahia. Com 16 anos aprendeu a tocar violão. Cursou até o segundo ano de Medicina, mas abandonou os estudos para seguir a carreira artística. Ganhou o apelido de Gordurinha dos amigos de rádio por sua magreza. Em 1964 desagradado com o golpe militar, fugiu de casa deixando com os familiares a determinação para que destruíssem tudo o que parecesse comprometedor, especialmente uma foto em que aparecia tocando violão para o presidente João Goulart e o governador Leonel Brizola. Maltrapilho e doente, só reapareceu meses depois. Faleceu em 1969 de infarto provocado por uma overdose.

    Começou a carreira artística aos 16 anos, apresentando-se em um programa de calouros na Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador. Na época participou do grupo vocal "Caídos do Céu". Em 1951 começou a produzir e apresentar programas na Rádio Tamandaré do Recife, em Pernambuco. Em 1952 foi para o Rio de Janeiro para dar continuidade à carreira artística. Pouco depois mudou-se para Recife onde atuou nas Rádios Jornal do Comércio e Tamandaré. Em 1954 teve sua primeira composição gravada por Jorge Veiga, o baião "Quero me casar". No mesmo ano, a dupla Venâncio e Corumba gravou o baião "Cadeia da vila". Em 1955 gravou com Leo Villar seu primeiro disco, interpretando a marcha "Soldado da rainha", dele e João Grimaldi, e "Sonhei com você", de Roberto Martins e Mário Vieira, com vistas ao carnaval do ano seguinte. Em 1957 apresentou na Rádio Nacional o programa "Varandão da casa grande". Apresentou ainda os programas "Café sem concerto" na Rádio Tupi e "Boate Ali Babá", na TV Tupi. Em 1958, Ari Lobo gravou o coco "Quixeramobim". No mesmo ano, gravou um de seus grandes sucessos,  o coco "Vendedor de caranguejo".

    Em 1959, o samba "Chiclete com Banana", parceria com Almira Castilho, foi gravado com grande sucesso por Jackson do Pandeiro. Este samba, além de peça de teatro, foi tema de uma tira de histórias em quadrinhos, do desenhista Angeli e é nome de uma banda de música baiana. Ainda no mesmo ano, fez grande sucesso com o baião "Baiano burro nasce morto", que geraria um famoso bordão nas televisões da época. Em 1960 gravou mais um grande sucesso, o baião-toada "Súplica cearense", composto em parceria com Nelinho, composição considerada pela crítica como sua obra-prima e uma das músicas mais pungentes em solidariedade aos miseráveis da seca nordestina. No mesmo ano, o cantor Antônio Martins gravou o tango "Ribalta". Teve diversas composições gravadas pelo cantor Jorge Veiga, entre as quais os sambas "Caixa alta em Paris", "O marido da vedete" e "Quando o divórcio chegar". Ari Lobo gravou os cocos "Paulo Afonso" e "Pedido a padre Cícero".

    Em 1962 lançou o LP "A Bossa do Gordurinha", com destaque para "Baiano não é palhaço". Em 1963 lançou pela Copacabana o LP "Gordurinha...um espetáculo", com destaque para "Fornalha" e "Baião bem". Como produtor musical ajudou a fazer os melhores discos do Trio Nordestino. Em 1968, Augusto Boal dirigiu no Teatro de Arena de São Paulo o musical "Chiclete com banana", inspirado na música de Gordurinha, criticando as relações desiguais entre a música brasileira e a música estrangeira, particularmente a norte-americana. Em 1972, Gilberto Gil, em disco lançado após seu retorno do exílio em Londres, regravou "Chiclete com banana". Em 1974, o cantor Macalé gravou "Orora analfabeta" e "Mambo da cantareira", no LP "Aprender a andar".

    Em 1997, o Trio Nordestino, em sua nova versão, regravou o "Mambo da cantareira". Em 1999 o selo "Sons da Bahia" sob o patrocínio do Governo do Estado e com lançamento comercial pela Warner Music gravou o disco "A confraria do Gordurinha", com 16 faixas de sua autoria interpretadas por Gilberto Gil, que cantou "Baianada" e mais três músicas, Confraria da Bazófia e ainda Marta Millani. Em 2000, a Warner Music na série "Enciclopédia Musical Brasileira", lançou o CD "Jackson do Pandeiro e Gordurinha", no qual o cantor e compositor baiano aparece interpretando sete composições de sua autoria, entre as quais, "Oito da Conceição", "Vendedor de carangueijo" e "Qual é o pó?"

    FONTE: CLUBE DO SAMBA



    Escrito por artebrasilis às 13h47
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    --- QUE PAÍS É ESSE QUE A GENTE NUNCA VÊ ---

    Baque Virado
    Fernanda Porto


    Ouço batuques e maracatus na TV
    Que país é esse que a gente nunca vê?
    A não ser na CNN em Espanhol
    Em fevereiro tudo vira show
    Isso não é uma tribo aborígine...

    São negros sim, que falam Português
    Pau-Brasil, bola da vez
    De antenas ligadas do Sudeste
    De frente do prédio da FIESP
    Numa distância de anos-luz
    Escuto batuques e maracatus...

    Se vira, meu
    Baque virado não é virado à paulista
    Não é um samba, samba, samba não...

    Ouço batuques e maracatus na TV
    Que país é esse que a gente nunca vê?...

    É um baque urbano que ouço daqui
    As alfaias tocando pra quem quer ouvir
    É um batuque rural de canavial
    Com chocalhos nas costas do Recife
    Realeza vestida de pano de chita...

    São negros sim, que falam Português
    Pau-Brasil, bola da vez
    São pretos, marrons em tela plana
    São filhos e netos de dona Santa
    Então por que essa dança tribal
    A gente só pode ver na TV?

    Se vira, meu
    Baque virado não é virado à paulista
    Não é um samba, samba, samba não...

    Ouço batuques e maracatus na TV
    Que país é esse que a gente nunca vê?



    Escrito por artebrasilis às 13h40
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