SÃO PAULO - Difícil encontrar evento mais adequado para celebrar o 60.º aniversário do Museu de Arte Moderna (MAM) do que a exposição Marcel Duchamp: Uma Obra Que Não é Uma Obra ‘de Arte’. Além de lançar um olhar atento e iluminador sobre a obra de um dos artistas mais importantes do século 20, a mostra (...) é uma boa ocasião para refletir sobre alguns aspectos essenciais da modernidade, tema que a instituição pretendia acompanhar desde sua fundação. Aliás, poucos sabem, mas Marcel Duchamp desempenhou um papel curioso - mesmo que infrutífero - na elaboração dos projetos para a primeira exposição realizada pelo museu.
Concebida como uma parceria entre a instituição brasileira e a Fundação Proa, de Buenos Aires - para onde segue em novembro -, a mostra procura encontrar um equilíbrio entre a difícil tarefa de introduzir o pensamento de Duchamp (1887-1968) a um público amplo e a busca de uma visão capaz de elucidar o caráter muitas vezes contraditório e provocativo de seu trabalho. Lançando mão de uma certa organização cronológica e de uma cenografia curvilínea, que procura simular espacialmente o caráter cíclico de sua produção, estão dispostos ao longo da grande sala do museu aproximadamente 120 itens, que vão desde pequenos objetos até aqueles trabalhos considerados suas grandes obras-primas.
"Não vamos rebaixá-lo a uma versão light, mas também não desejamos uma opacidade total, compreensível apenas para um pequeno grupo de iniciados", explica a curadora Elena Filipovic. Especialista em Duchamp, ela procurou colocar em destaque alguns aspectos importantes em sua trajetória, que ficam ricocheteando ao longo de sua trajetória. São como nichos ou constelações de idéias, entre as quais é possível citar a questão da perspectiva, a transparência, o erotismo, o consumismo, a reprodutibilidade, etc...
Transversalmente a todos esses fios condutores destaca-se o caráter bastante paradoxal dessa obra, que não raro espantou e afastou inclusive admiradores. Duchamp era alguém capaz de jogar por terra a noção de obra de arte (ao assinar objetos prontos, industriais; criando os readymades - objetos ‘prontos para usar’; elevando reproduções ao status de objeto de arte ou subvertendo acidamente ícones como a Mona Lisa, a quem adiciona bigodes) e que ao mesmo tempo passou os últimos 20 anos de sua vida construindo escondido de todos, a "pintura viva" Etant Donnés: 1.º La Chute d'Eau; 2.º Le Gaz d’Eclairage, (Sendo Dados: 1.º A Cascata; 2.º O Gás de Iluminação). Definida pela curadora como "uma das obras de arte mais inusitadas e enigmáticas do século 20", a instalação explora de maneira surpreendente as convenções da perspectiva ótica que ele tanto atacou.
Uma reconstrução aproximada da obra pode ser vista na exposição. Não se trata de uma réplica (como no caso dos readymades e de outras obras destruídas e recriadas por Duchamp), mas de uma reprodução virtual que recria a obra mas não a ilusão de que estamos diante dela. Etant Donnés, obra que se tornou conhecida apenas após a morte do artista, em 1967, encerra a mostra do MAM.
A exposição também tem um início preciso: o ano de 1913. É nessa data que Duchamp torna-se uma celebridade nos EUA, quando sua pintura Nu Descendo a Escada é exposta, com grande escândalo. Datam também desse período seus primeiros readymades - nome que adota apenas em 1915, quando muda-se para a América. Também são deste ano os primeiros estudos de La Mariée mise à nu par ses Célibataires, même (A Noiva despida por seus Celibatários, mesmo), também conhecida como O Grande Vidro.
Ponto de inflexão maior, mas não o único de uma carreira plena de avanços e retomadas. "Ele era um homem de ruptura, que mudaria a história da arte e sua própria arte, mas que vai sempre caminhar em círculos, numa espécie de turbilhão", procura sintetizar Elena. O tempo todo, os limites são esfacelados. Duchamp ressignifica a noção de autoria ao dar a objetos banais o status de obra de arte; critica acidamente as instituições mas se envolve ativamente em importantes projetos curatoriais; ignora a importância da obra original ao reproduzir novamente seus próprios trabalhos e ao mesmo tempo dá a eles um estatuto novo ao criar suas célebres caixas, que ‘repertoriam’ todo o universo duchampiano. Numa espécie de síntese entre contrários, Duchamp constrói com uma mão o que destrói com a outra, questionando na prática as definições e limites da arte.
Na mostra, preste atenção
...nas três caixas realizadas por Duchamp com reproduções de suas anotações e trabalhos, como se fossem pequenos museus, que questionam e ao mesmo tempo reafirmam e desmistificam noções como a de autoria e de obra única. A primeira é conhecida como Caixa de 1914. A segunda, de 1936, é conhecida como Caixa Verde e contém facsimiles das notas e fotos relativas à obra La Mariée mise à nu... A obsessão é tanta que ele chega a contratar seu porteiro em Paris para rasgar as réplicas exatamente da mesma maneira em que estavam os originais. Por último vem a célebre Caixa Branca, de 1967, na qual copia o restante de suas notas e que possui uma versão luxo (presenteada a amigos e que incluíam obras originais, além de reproduções e miniaturas) e uma normal. Há uma de cada tipo na exposição.
...na réplica de Mariée mise a nu... - O Grande Vidro, na qual recria de maneira extremamente cifrada e com forte influência dadaísta uma história de amor fracassado e de forte teor erótico entre uma noiva (representada pelas nuvens) e nove celibatários, que tentam atingi-la sem êxito. Uma das curiosidades da obra é a utilização de elementos estranhos como canhões de brinquedo para determinar o lugar das perfurações no vidro, além de pigmentos heterodoxos como a poeira, o chumbo e o óleo.
FOTOS TIRADAS NO LOCAL - CAPTURA E MONTAGEM: ARTEBRASILIS
Ao contrário das formigas e das abelhas, os seres humanos geralmente vivem em grupos pequenos, familiares, bem isolados uns dos outros. E aí você pergunta: como assim? E as cidades? E as metrópoles ao redor do mundo, uma mais imensa que a outra, aquelas enormes manchas de eletricidade visíveis do espaço onde milhões de pessoas se amontoam umas nas outras? Ora bolas, as cidades. Cidades são exceções na história humana. Desde que o primeiro humano pisou a Terra num canto esquecido da África, 100 mil anos atrás, a enorme maioria dos Homo sapiens viveu na roça, no mato, no campo. A enorme maioria das pessoas que já existiram teve uma existência rural ou selvagem e viveu a vida produzindo sua comida, dormindo e acordando ao sabor da luz do sol, convivendo com apenas um punhado de pessoas, sempre as mesmas, a vida inteira.
O ser humano é, como regra, uma espécie rural. Foi só nos últimos milênios que descobrimos o conforto de viver numa cidade. E, mesmo então, gente "da cidade", como eu e muito provavelmente você, sempre fomos uma exceção nesta nossa espécie rural. Sempre fomos minoria. Na verdade, ao longo de dezenas de milhares de anos, a população urbana nunca passou de um terço do total de pessoas. Em 1950, ela era de 30%. Mas, de lá para cá, ela não parou de aumentar. A ONU calcula que, depois de 100 mil anos de maioria rural, a população urbana chegou a 50% em maio de 2007. E agora, pela primeira vez desde o Big Bang, somos maioria. Há mais gente vivendo em cidades que no campo neste mundão. Mas isso não apaga o fato de que somos uma espécie mais dada à vida rural que à urbana.
A evolução nos construiu para plantar, capinar, colher, caçar, fofocar, coçar o dedão. Não para googlar, dirigir e falar no celular - isso aí ainda estamos aprendendo. Nossa vida tecnológica e urbana é uma raridade na história da humanidade. Mesmo assim, é nas cidades que os lances mais emocionantes da história humana acontecem. É que cidades são lugares incríveis. Nelas, as coisas ficam perto umas das outras. As pessoas ficam perto umas das outras. Isso permite que tenhamos vidas riquíssimas, que seriam impossíveis num meio de mato.
Podemos aprender com milhares de pessoas diferentes, circular entre culturas, trocar idéias. Podemos mudar de interesses um trilhão de vezes, em vez de passar décadas submetidos ao mesmo monótono calendário ditado pelas estações do ano, que determinam o plantio e a colheita. Tudo isso é fascinante.
Mas não faz sentido viver numa cidade se não formos aproveitar o que ela tem de bom. Se formos nos trancar em nossas casas, e não andarmos nas ruas, não vamos encontrar os outros, aprender com eles. Se nos dispersarmos com a quantidade de informação, não vamos nos concentrar em nada, e o que a cidade tem de fantástico vira ruído. Se formos nos domesticar por um empreguinho e nos acomodarmos com o fato de que precisamos do salário, toda essa riqueza desaparece de nossas vidas. Se entupirmos as ruas com carros e lixo, com câmeras de segurança e muros, aí ninguém se encontra, ninguém troca. E a cidade não serve para nada.
Denis Russo Burgierman é jornalista e queria que o mundo mudasse, mas não sabe bem o quê. mundolivre@abril.com.br
(São Paulo, 22 de janeiro de 1979) é uma cantora e compositora brasileira.
Carreira
Desde os seis anos Luciana vem cantando sem parar, gravando ao lado do pai Jair Rodrigues a canção "O Filho do Seu Menino", de Rildo Hora. Depois participou de um disco infanto-juvenil com o Fofão, personagem gorducho que fez sucesso na TV nos anos 80. Quatro anos depois, já com 10 anos, participou de um pout-porri - junto com Jair - da lendária canção "Dois na Bossa", gravada por seu pai e Elis na década de 60.
Aos 12 anos montou uma banda com o irmão Jairzinho intitulada "Jairzinho e a Patrulha do Barulho". Durou apenas um ano, mas apesar disso, pôde lançar um disco e viajar para vários lugares. Embora a banda tenha terminado, Jairzinho e Luciana decidiram continuar a fazer shows pelo Brasil, cantando músicas da própria banda, a Turma do Balão Mágico. A parceria com o irmão durou três anos.
Primeiro disco
Aos quinze anos, Luciana decidiu gravar seu primeiro disco solo com a participação de Emilio Santiago. Depois participou do projeto Artistas Reunidos em 1999, ao lado do irmão, Wilson Simoninha, Max de Castro e Pedro Mariano. Fez seu segundo trabalho solo, que foi a gravação do álbum "Assim que se faz".
Em 2002, já na Universal Musi, Luciana Mello lança o cd "Olha Pra Mim", também produzido pelo irmão. Esse disco traz pela primeira vez canções compostas por Luciana, sendo uma em parceria com o Jair. "Olha Pra Mim" também conta com duas participações de Ed Motta e Pedro Mariano.
L.M.
Luciana lançou "L.M.", um CD recheado de canções que passeiam pelo samba, baladas e músicas para a pista. Chamou mais uma vez o irmão Jair Oliveira, que naturalmente conhece o trabalho da irmã melhor que qualquer um. "L.M." tem canções do amigo Claudio Lins como "Impaciência e Camicaze", essa úlitma especialmente feita para a voz de Luciana; "Grande Amor" e "Mansas Manhãs" de Jair Oliveira, a dançante "Só Vale Com Você" de Lupa Mabuze e "Vida Melhor" de Alexandre Lucas, Humberto Tavares e André Lima entre outras. Entre elas, há também as canções conhecidas do grande público, que são os temas homônimos do filme "Sexo, Amor e Traição" e da novela da Globo "Da Cor do Pecado".
Discografia
1995: Luciana Rodrigues
2000: Assim que Se Faz
2002: Olha pra Mim
2004: L.M.
2007: Nêga
Outros álbuns
1998:Projeto Artistas Reunidos
2002:Assim Que Se Faz - Remixes
(WIKIPÉDIA)
Deixe isso pra lá - Lulu Santos
(REGRAVAÇÃO - DO ORIGINAL DE JAIR RODRIGUES )
Deixa que digam Que pensem Que falem
Deixa isso pra lá Vem pra cá O que que tem ? Eu não estou fazendo nada Você tambem Faz mal bater um papo Assim gostoso com alguém ?
Vai, vai, por mim Balanço de amor, é assim Mãozinhas com mãozinhas pra lá Beijinhos e beijinhos pra cá
Vem balançar Amor é balanceio, meu bem Só vai no meu balanço quem tem Carinho para dar