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    A DIVERSIDADE DA FÉ

    A Força da Fé

    Ela é um dos caminhos para atingir o equilíbrio. E cada líder religioso tem suas recomendações para que nossa vida seja melhor

    Suzane Frutuoso

    REVISTA ÉPOCA 21/03/2007 | Edição nº 459 [LINK-MATÉRIA]



    Não importa quais são os rituais. Nem mesmo a quem são dirigidas as orações. Embora não haja consenso científico sobre o assunto, vários estudos revelam que a prática religiosa ajuda as pessoas a atingir níveis mais altos de tranqüilidade. Provavelmente, há outros mecanismos em ação além da fé. O exercício da espiritualidade traz atitudes e posturas benéficas para si e para os outros - como mostram os depoimentos de líderes religiosos.

    Todos eles recomendam meios de chegar ao equilíbrio. Um dos principais é a meditação. Seja em forma de prece, caminhando, na posição de lótus, no trânsito congestionado ou enquanto se toma banho. Os resultados desse método são comprovados. Em janeiro (2007), o Centro da Espiritualidade e da Mente da Universidade da Pensilvânia divulgou uma pesquisa que compara a atividade cerebral durante a meditação de budistas tibetanos e monges franciscanos. Nos dois grupos houve um aumento de neurotransmissores que proporcionam sensação de bem-estar e disposição. O centro inclui a meditação no tratamento de pacientes de câncer e dores crônicas. Além da meditação, a fé leva as pessoas a envolver-se com a comunidade, evitar excessos físicos, aprender a respirar... Atividades que por si só podem mover montanhas de cortisol. 
     

    Exercite sua paciência
    DOM GERALDO MAJELLA AGNELO é bispo primaz da Igreja Católica no Brasil
    As pessoas devem aprender a exercitar a paciência diariamente. É com ela que se transmite confiança e é possível espalhar a delicadeza. Devemos também procurar fazer o bem. O aconselhamento ao próximo é importante para a paz de espírito. Em relação ao mundo de hoje, é necessário saber administrar o que se tem materialmente. Planeje. Gaste apenas o que tem de certo. Não se endivide."

    Limpe o espírito
    As pessoas devem lembrar que são matéria e espírito. E, se o corpo físico está sujeito a influências do meio ambiente, o espírito também sofre uma transmutação. Limpar o espírito é tão importante como a higiene diária do corpo. Essa limpeza interna acontece quando há cuidado com a fé. A umbanda recomenda defumar a casa com incensos. E banhos com ervas para descarregar a negatividade do dia-a-dia."
    RUBENS SARACENI é médium e diretor do Colégio de Umbanda Sagrada, em São Paulo

    Pratique a reflexão
    DIVALDO PEREIRA FRANCO é médium kardecista e divulgador do espiritismo
    Crie o hábito da reflexão mental. Reserve um tempo para meditar sobre os objetivos da vida. É o começo para tranqüilizar nosso mundo íntimo das perturbações cotidianas. É o primeiro passo para a busca da paz. O ideal é fazer essa harmonização pela manhã, enquanto se prepara para o dia de trabalho ou estudo. Repita frases positivas, num trabalho de auto-afirmação: "Hoje vou saldar meu dia em paz, aconteça o que acontecer."

    Trate os outros com delicadeza
    Há coisas que afetam a alma e o corpo, como bebidas alcoólicas e cigarros. O que é ruim para o corpo é ruim para a alma. Não adianta fazer pedidos a Deus se não se levar uma vida de acordo com o que se almeja. Ter paz é amar ao próximo, ser sincero nas atitudes. Tratar os demais com delicadeza."
    XEQUE ALI ABDUNE é presidente
    da Assembléia da Juventude
    Islâmica da América Latina

    Atinja a paz com solidariedade
    CARLOS ALBERTO BEZERRA
    é presidente do Conselho de
    Pastores e Ministros Evangélicos
    do Estado de São Paulo
    É no interior do coração do homem que se inicia a paz expressa em seus atos. Só atinge a paz quem se esforça para manter bons relacionamentos na família e na sociedade. Famílias saudáveis produzem sociedades saudáveis. Não queira pagar o mal com o mal. Combata a violência com justiça. Não com agressividade. Manifeste sua paz com solidariedade."

    Respire fundo e devagar
    Se começarmos a perceber como nossa respiração se altera com nossas emoções, conseguiremos resultados interessantes. É importante ter uma respiração consciente para alcançar paz de espírito. Não posso dizer 'fique calma' se não sei o que é estar calma. Preste atenção no que acontece em seu corpo quando você sente raiva, rancor, ciúme, inveja. Acelera o batimento cardíaco? Contrai a musculatura? Fique consciente das sensações e respire profundamente. Os resultados nem sempre são imediatos."
    MONJA COEN é fundadora da comunidade zen-budista de São Paulo

    Integre-se à comunidade
    SÉRGIO MARGULIES é rabino
    da Associação Religiosa Israelita
    do Rio de Janeiro
    Temos paz na medida em que nos sentimos completos. Por isso, é preciso se integrar ao mundo. Não adianta criar uma bolha de isolamento, como se a partir daí os problemas fossem eliminados. Isso não é viver. É deixar de assumir seu papel. A interação com o outro mostra nossa missão. Não está a nosso alcance salvar a humanidade sozinhos. Mas cada um tem capacidade de fazer o melhor dentro de seu limite. Uma das coisas que o judaísmo valoriza é a convivência comunitária. O grupo é um mecanismo de transformação. E para isso a convivência é fundamental."

     

    Fotos: Marcelo Min/ÉPOCA, Leonardo Wen/ Folha Imagem, Claudio Rossi/ÉPOCA, Daniel Aratangi/Quem, Felipe Varanda/ÉPOCA, Celso Junior/AE e Frederic Jean/ÉPOCA



    Escrito por artebrasilis às 18h35
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    "MANIFESTE SUA PAZ!"

    "CONVÍVIO PACÍFICO, EXEMPLO ANIMAL"

    FOTO ENVIADA POR EDUARDO SANTOS.

    VISITE O BLOG DO AMIGO E ASSISTA O VÍDEO

    "A POMBA DA P.A.Z. - UM ORIGAMI PACIFISTA..."

    A Q U I



    Escrito por artebrasilis às 18h27
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    ARTE E TRADIÇÃO: IKEBANA


    O termo ikebana começou a ser utilizado no século XVII. Muito antes, porém, quando começaram a surgir, os arranjos de flores eram denominados tatehana.

    A partir do século XVI, o ikebana tomou forma definida e passou a se chamar
    Rikka. Àquela época, pois, rikka era um sinônimo de ikebana, bem diferente de hoje, quando é um dos estilos do ikebana.

    Ainda no século XVI, com a difusão do
    Chadô (Cerimônia do Chá), foi criado um estilo de arranjo próprio para os ambientes em que a cerimônia era realizada. Este estilo passou a ser conhecido simplesmente por hana, que significa flor.

    A partir do século XVIII foram dados nomes específicos para cada estilo de arranjo: moribana, nageire, shoka, jiyuka (estilo livre), guendai-bana (arranjo moderno), zen-eibana (arranjo de vanguarda), entre outros. Quanto aos termos para designar arranjo floral, as denominações mais comuns são ikebana, kadô e sôka.

    Conforme já mencionado, a estrutura definida do ikebana remonta ao século XVI. Mas, antes de começarem a surgir registros escritos a respeito, já apareciam, em diversas artes, indícios de manifestações de apreço pelas flores. Isto, naturalmente, serviu de base para o surgimento do ikebana.

    O estilo de vida do povo japonês sempre esteve intimamente ligado à natureza e isso, com certeza, em muito contribuiu para um rápido e firme desenvolvimento do ikebana. As primeiras manifestações de arranjo de flores eram bem livres e naturais, sem qualquer regra definida. Dizia-se simplesmente "colocar uma flor" (hana o sasu).

    Os japoneses, na antigüidade, acreditavam que para se invocar os deuses era necessário determinar um local para recebê-los e este era indicado por uma flor ou árvore disposta, preferencialmente, de forma perpendicular à sua base. Segundo a crença, os deuses se guiavam por esses símbolos e ali se instalavam. É por isso que, até hoje, nas festas religiosas são colocados adornos encimados por folhas de árvores sagradas (nobori). Não se tem registro de quando ou quem teria dado início a tais costumes, mas essas manifestações surgiram, de modo espontâneo, dos ditames de vida do povo japonês.

    O ikebana também contém, em sua essência, esse aspecto de crença popular. Por exemplo, o rikka do período Muromachi (1350-1573) originou-se do hábito de colocar as flores perpendicularmente à sua base. E muitos são os estudiosos que acreditam que a própria origem do ikebana está ligada ao kuge, o ato de colocar flores no altar de
    Buda. Mas, por outro lado, não podemos esquecer que antes do Budismo ser introduzido no Japão, já havia o costume de se oferecer flores aos deuses.

    No século XIV é que começa a aparecer a expressão "fixar a flor". Isto pode ser entendido como o início do estabelecimento de limites na concepção livre de se colocar uma flor. A partir daí, temos o desenvolvimento das técnicas para os arranjos florais.

    No século XIV, o kuge passou a ser chamado tatehana. A justificativa para a mudança é que o arranjo, que tinha cunho apenas religioso, passa também a ter cunho estético, sendo apreciado por muitas pessoas. O evento que marcou essa passagem foi a presença de arranjos de ikebana na festa das estrelas (tanabata). Os arranjos que tinham por objetivo a oferenda para as estrelas foram expostos à apreciação das classes dominantes (nobreza e clero).


    Texto extraído do livro:
    Ikebana- Arte e Criação no Estilo IKENOBO
    Aliança Cultural Brasil-Japão


    I - Noções de Ikebana

    Ikebana é a arte japonesa do arranjo floral, tendo como base certos princípios de arte reconhecido mundialmente.

    A princípio foi uma arte apreciada pelos aristocratas no período Heian (794-1192) e espalhou-se para as outras classe sociais nos séculos XIV e XVI.

    O ikebana apresenta o amor pela linha, e também apreciação pela forma e cor, o que destaca a diferença do arranjo floral japonês com relação aos outros arranjos.

    O ikebana tradicional em sua forma mais simples, representa o céu, a terra e o homem.

    O ikebana simbolizava certos conceitos filosóficos budistas, mas com o passar do tempo, esta arte foi se adaptando ao gênio peculiar do povo japonês, aos poucos, muito da conotação religiosa foi desaparecendo, dando ênfase ao ensino do naturalismo.

    O arranjo é linear na composição, com galhos comuns, no entanto dá-se ênfase a perfeição linear e ao ensino do naturalismo, tentando passar o ensinamento da compreensão do crescimento natural do material utilizado e demonstrar o amor pela natureza em todas as suas fases.

    O arranjo floral deve seguir de alguma forma, o tempo e a estação em que se encontra.

    Exemplos quanto ao material utilizado:

      O passado: flores integralmente desabrochadas, vagens ou folhas secas.
      O presente: folhas perfeitas ou flores semi desabrochadas.
      O futuro: botões, que sugerem o crescimento futuro.

    Quanto ao tipo de arranjo conforme a estação:

      Primavera: arranjo vital com curvas vigorosas.
      Verão: arranjo em expansão e completo.
      Outono: arranjo esparso e delgado.
      Inverno: arranjo dormente e algo melancólico.

    O simbolismo do ikebana está muito associado a certas formas florais com a literatura, tradição e costume. Tanto é que cada feriado nacional possui seu arranjo floral, assim como muitas celebrações familiares tem seu arranjo floral prescrito.

    É notável que qualquer arranjo floral japonês é composto de três grupos triangulares de flores ou ramos. Um grupo erecto central, um grupo

    intermediário que parte em direção inclinada ao da estrutura erecta, e um outro grupo em triângulo invertido, que parte em direção inclinada ao grupo central e oposto ao intermediário.

    É raro observar um arranjo floral desprovido de folhagem natural, geralmente são poucos ramos de uma árvore ou arbusto e algumas flores.

    As flores mais utilizadas são as que crescem naturalmente no jardim ou no campo, e geralmente são escolhidos botões fechados e folhas que não estejam totalmente desenvolvidas.

    As razões são duas: enquanto o ramo está em botão, a beleza da linha da haste não é obscurecida e também porque será possível observá-lo desabrochar lentamente.

    O ikebana quer transmitir a idéia de crescimento contínuo na vida e vitalidade.


    II - Tipos de Arranjo

    a- O arranjo clássico

    Foi no século VI que os primeiros grupos florais foram vistos, em ambos os lados dos altares dos templos budistas. Tendo por intuito harmonizar-se com a imponência de prédio do tempo, eram chamados de "Rikka", que significa " flores erectas", onde as extremidades de seus ramos e flores apontavam em direção do céu, tentando indicar a Fé.

    Este tipo de arranjo Rikka era complicado, mas foi se tornando flexível pouco a pouco, e era a forma de arranjo predominante nos templos e palácios, até o estabelecimento do governo Kamakura no fim do século XII.

    A montanha sagrada de todos os devotos do
    Budismo é chamado Shumisen, simbolizando o universo, e os arranjos Rikka surgiram com o intuito de serem dispostas de forma a simbolizar esta montanha.

    Formas de representação:

      1- Materiais de plantas => para representar diversos objetos naturais.
      2- Crisântemos brancos => representam as águas do rio e pequenos córregos.
      3- Ramos de pinheiro => simbolizam rochas e pedras.
      4- Colocação de plantas em seus lugares apropriados => representam a luz solar, sombras e cores de cada estação, dependendo desta colocação.

    No arranjo Rikka sempre existirá um pinheiro, no centro do vaso. O pinheiro representa a beleza da paisagem japonesa, presente nas praias arenosas ou de montanha, principalmente nos cenários montanhosos de Kyoto. Depois do pinheiro, outras árvores utilizadas para o arranjo Rikka são: cedro, bambu e ciprestes.

    Antigamente era muito utilizado para datas festivas e cerimoniais, mas atualmente não é muito empregado.

    b- O arranjo naturalista

    As maiores modificações no desenvolvimento do arranjo floral ocorreram durante o século XV, no governo do Shogun Ashikawa Yoshimasa (1436-1490).

    As construções de Yoshimasa expressavam seu amor pela simplicidade, tanto nos grandes como também nos pequenos prédios.

    Além da simplicidade arquitetônica, ele também simplificou as normas do arranjo floral, com colaboração do artista Somai, tornando a arte do arranjo floral acessível a todas as classes sociais. Este mais simples tipo de arranjo foi chamado "Seiwa".

    Ao fim do século XVI, durante o período Momoyama, houve a criação das casas de chá onde os mestres davam uma expressão mais informal quanto à composição dos arranjos florais. Surgia um estilo mais livre, o "Nageire" que significa "lançado para dentro".

    No estilo clássico, os três grupos triangulares são fixados com firmeza no recipiente, impedindo que qualquer parte do arranjo o toque, já no Nageire, há maior liberdade, onde as flores podem repousar na borda do receptáculo.

    O naturalismo e a habilidade do arranjador compor um arranjo que sugira o crescimento natural do material floral utilizado é enfatizado pelo estilo Nageire, dispondo as flores de maneira natural, independente de quais sejam os materiais florais, tentando evitar a artificialidade.

    Inovações do estilo Nageire:

    1- Haste de cada flor fica isolada, a fim de mostrar seu crescimento natural.

    2- Ramos e hastes podem se entrecruzar, se houver necessidade de realçar as características naturais das flores.

    3- Grande importância a cada parte individual do arranjo, assim como do todo.

    O principal objetivo e finalidade do Nageire é encontrar e exprimir a beleza natural de tudo aquilo que estiver em mãos. É a forma simples e natural do arranjo floral.

    c- O arranjo Moribana

    Os arranjos Rikka e Nageire tornaram-se insatisfatórias para as casas de estilo europeu que surgiram na segunda metade do século XIX. E nos últimos 50 anos, os arranjos florais Moribana que se desenvolveram mostram a influência do contato ocidental até certo ponto.

    Estes arranjos são feitos em recipientes mais baixos e achatados, contendo as mesmas posições relativas e proporções, apresentando pelo menos dois grupos triangulares de material floral.

    O arranjo Moribana combina o estilo Rikka e o Nageire, e adiciona um terceiro elemento, que é a sugestão de alguma paisagem e cenário natural tendo por fim transmitir um efeito cênico.

    Este arranjo procura, em miniatura, transmitir a visão de uma vista ou jardim.

    O Moribana pode ser utilizado tanto em ambientes formais como informais, podendo ser apreciado onde quer que seja colocado, devendo sempre estar em harmonia com o ambiente.


    III - Observações importantes sobre o ikebana

    O ikebana deseja alcançar a recriação do crescimento floral, baseando-se na importância da linha, ritmo e cor. É importante citar que os ocidentais dão maior importância à quantidade e cores do material, apreciando a beleza das flores; já os japoneses dão ênfase à linha do arranjo, desenvolvendo a arte com objetivo de incluir hastes, folhas, ramos assim como flores.

    A haste principal é que forma a linha central do arranjo, chamado de "Shin", e simboliza o Céu, devendo-se escolher o exemplar mais forte que o arranjador tiver em mãos.

    A haste secundária ou "Soe" representa o Homem, parte da linha central é colocada de maneira a produzir o efeito de crescimento lateral,

     

    devendo ter cerca de dois terços da altura da haste principal.

    A haste terciária ou "Hikae" simboliza a Terra. É a mais curta e é colocada à frente ou ligeiramente no lado oposto ao das raízes das duas outras.

    É de grande importância a posição correta de cada haste, podendo-se acrescentar flores para preencher o arranjo. Todas são colocadas de forma firme no recipiente, para dar a impressão de que crescem de uma mesma haste.

    A escolha do recipiente é muito importante, pois a disposição do arranjo dependerá muito do tamanho, profundidade e largura desse.

    Após a escolha do material e das plantas, o passo seguinte é a poda, para adaptar a flor, ramo ou galho ao arranjo.

    São empregados recursos físico e químico a fim de manter as flores frescas e vivas. O Mizukiri ou corte da haste em água é o mais simples, evitando a exposição ao ar da extremidade podada da haste, evitando a deficiência de sucção de água pelas plantas.

    O recurso químico é a utilização de um pouco de ácido clorídrico ou sulfúrico, que diluídos em água, irão refrescar e dar vitalidade às plantas.

    Outro recurso é esfregar uma pitada de sal na extremidade das hastes.

    Para obter maior equilíbrio e firmeza, o arranjador poderá fazer uma curva na extremidade da haste ou ramo, devendo torcê-la com cuidado, utilizando ambas as mãos para evitar que se quebre.

    Os princípios básicos da arte do ikebana são respeitadas e preservadas. Poderá existir diferenças de opinião e concepção dependendo das escolas de arranjo floral, mas os princípios básicos são comuns a todas elas.

    [link texto]

     

    VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS VÍDEOS

     

    O Origami e o Ikebana são técnicas que o Brasil herdou dos orientais. Duas artesãs, que vivem em São Paulo, juntaram os dois conhecimentos para recriar a Natureza. (Programa Bom dia São Paulo, 16/05/2008)

     

    Origem do Ikebana atual - História do monge que mostrou a todos a arte do ikebana.



    Escrito por artebrasilis às 19h00
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    GAL MUSICAL

    Teco, teco, teco, teco, teco
    Na bola de gude era o meu viver
    Quando criança no meio da garotada
    Com a sacola do lado 
    Só jogava p'rá valer
    Não fazia roupa de boneca nem tão pouco convivia
    Com as garotas do meu bairro que era natural
    Subia em postes, soltava papagaio
    Até meus quatorze anos era esse meu mal
    
    Com a mania de garota folgazã
    Em toda parte que passava 
    Encontrava um fã
    Quando havia festa na capela do lugar
    Era a primeira a ser chamada para ir cantar
    Assim vivendo eu vi meu nome ser falado
    Em todo canto, em todo lado
    Até com quem nunca me viu
    E hoje a minha grande alegria
    É cantar com cortesia
    Para o povo do Brasil


    Escrito por artebrasilis às 18h31
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    PAULISTANO EQUILIBRISTA

    A CIDADE DE SÃO PAULO APONTOU, HOJE, CONGESTIONAMENTOS INCRÍVEIS, INACREDITÁVEIS, INVENCÍVEIS...

    O MOTORISTA NECESSITOU FAZER USO DE GRANDES RESERVAS DE PACIÊNCIA E HABILIDADES AO VOLANTE.

    DE REPENTE, NO ALTO DE UM EDIFÍCIO, SURGIU A SOLUÇÃO, TÃO ESPERADA !

    A BICICLETA VOADORA, DO PALHAÇO PETELECO !

    (IMAGEM REGISTRADA POR ARTEBRASILIS, EM 27/08/08)

    REPRODUÇÃO PERMITIDA PARA FINS EDUCATIVOS, CITANDO-SE A FONTE E AUTORIA DA INVENÇÃO !

    Marcos Valle - "Bicicleta" (1984)



    Escrito por artebrasilis às 18h20
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    HERÓIS DA RESISTÊNCIA

     

    EMBORA SEM BOA DEFINIÇÃO, A IMAGEM REVELA O JOÃO-DE-BARRO SOBRE A SUA CASA

    INSTANTE CAPTURADO POR ARTEBRASILIS, EM 26/08/08

    ESTE PEQUENO HERÓI, HABITANTE ANÔNIMO DE UMA PRAÇA DE SÃO PAULO, INICIA SEU DIA EM INCANSÁVEL LABUTA, NOS ARREDORES DO LAR. SUA VIDA É CANTAR E CISCAR. ALÉM DE PLANEJAR A GRACIOSA ARQUITETURA, ENCANTA OS TRANSEUNTES, SEM NOTAR QUE A CIDADE DIMINUI, DIA-A-DIA, SEU ESPAÇO.

     OBSERVANDO DE PERTINHO...

     

    OUVINDO SEU CANTO...

    João de Barro - Furnarius rufus

    É um dos pássaros mais populares do Brasil e bastante comum em Minas Gerais. É conhecido pelo seu ninho feito de barro em forma de forno, sendo um a cada ano, embora as vezes reforme um velho ninho. Utiliza barro úmido e um pouco de esterco misturado a palha. Fixa-o nos galhos das árvores, em postes de eletricidade, em beiras de casas abandonadas e outros locais. Às vezes, podemos observar duas, três e até mesmo seis ou mais casas juntas ou conjugadas.

    O casal trabalha em conjunto na construção da casa de barro, sendo que cada um assenta o material que traz. Põe de três a quatro ovos de cor branca.

    Sua plumagem é parda, com cor ferrugem nas costas e na cauda: de asas abertas, aparece uma faixa amarelada na base da rêmiges. Anda pelo chão a procura de alimento, na maioria das vezes, insetos.

    É fácil sua observação em locais lamacentos, em áreas abertas ou próximo a habitações. Pode ser encontrado em praticamente todo o estado de Minas Gerais, a não ser na mata fechada e nos campos de altitude, ocorre no norte da Bahia, ao sul de São Paulo e de Goiás Até o Rio Grande do Sul, Paraguai, Bolívia e Argentina.

    Obs.: esse encantador pássaro, tem um incrível senso no que se refere a meteorologia, pois ao construir sua casa ( ninho) ele o faz da seguinte forma:
    - Se o ano for com predominância de sol (ano seco) e menos chuva, ele o constrói com as “costas” da casa virada para o sol.
    - Se o ano for um ano chuvoso, ele o constrói com a entrada do ninho voltada para o sol.

    Como esses pássaros adquirem essa capacidade de percepção, é um fato a ser devidamente estudado, porém, com certeza, temos muito a aprender com a mãe natureza. [LINK]



                     

     

    MÚSICA "JOÃO DE BARRO" - SÉRGIO REIS

     

    CASAL DE PÁSSAROS - JOÃO DE BARRO

    CONSTRÓI UMA CASA NA ÁRVORE, EM SÃO PAULO

    CRÔNICA DE NEIDE DUARTE. FONTE: SPTV REDE GLOBO (4'10'')



    Escrito por artebrasilis às 18h49
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    O LIVRO NA ERA ELETRÔNICA

     O futuro do livro será multimídia?

    Segundo pesquisa, 7% dos leitores baixam livros na web; Bienal mostra tendência tecnológica

    Bruno Galo - Jornal da Tarde [link]

     

    Cícero não abre mão do papel. Já Alessandro é um entusiasta dos e-books. Enquanto Carlos Alberto adora ler no PlayStation Portátil (PSP). E Nelson prefere o seu Palm TX. Silvia, por sua vez, apaixonou-se pelo Kindle. E Laurentino gosta de “ouvir” um bom livro no iPod.

    Todos têm em comum o amor pela literatura, mas cada um a consome por meio de uma tecnologia diferente. A mais antiga delas, o livro de papel, não dá sinais de esgotamento, como aconteceu com o CD. Mas, aos poucos, novas formas de ler e fazer literatura começam a ganhar força.

    Apontada como incômoda por muitas pessoas, a leitura de livros em equipamentos eletrônicos não pensados para esse fim já é uma realidade. As pessoas lêem e-books no laptop, no Palm, no PSP e até no celular (o iPhone, por exemplo, possui um aplicativo para esse fim). Isso sem contar os audiobooks e os dispositivos específicos, os “e-books readers”, como o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader.

    “As pessoas se adaptam à mudança com uma velocidade muito grande. Enquanto o meio demora a percebê-la”, pondera José Alcides Ribeiro, professor do curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em comunicação e semiótica. É uma revolução silenciosa. Mas que promete transformar o modelo de negócios das editoras. Aqui no Brasil elas parecem pouco se preocupar com essa nova realidade e afirmam que estão bem das pernas.

    Aproveitando a
    20ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que terminou ontem no Anhembi, o Jornal da Tarde foi conferir de perto como anda a relação entre literatura e tecnologia.

    E, por falar em Bienal, ela refletiu as possibilidades abertas pela web. Quem nos conta a novidade é Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o megaevento. “Criamos para essa edição o
    Livro de Todos, com o objetivo de aproximar os internautas, especialmente os jovens, da leitura e da escrita, além de desmistificar a idéia de que internet e livros não combinam”, conta. O resultado final, que contou com a colaboração de 173 autores, pode ser lido no próprio site. A versão em papel será lançada durante a Bienal.

    Aprender com o erro

    “A indústria do livro não pode repetir o erro da indústria fonográfica”, afirma o jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller 1808, que narra de forma jornalística a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, há 200 anos.

    Mas, afinal, qual o erro a que Laurentino se refere? Em poucas palavras: subestimar a internet e as novas tecnologias. Nos últimos anos o mercado de música vem sendo obrigado a reinventar o seu modelo de negócio para sobreviver na era da música digital.

    Para o diretor-geral da editora Ediouro, Luis Fernando Pedroso, ainda não é a hora de investir em e-books no País. E quando será o momento? “Esperamos estar atentos para identificá-lo”, diz. “Não acredito na leitura de livros tradicionais pelo computador ou celular”, afirma Pedroso, que prepara para a Bienal o lançamento de um novo selo de audiobooks.

    Já o diretor-geral da editora Objetiva, Roberto Feith, afirma que “a venda de livros via download é uma possibilidade interessante, que no futuro não muito distante vai conquistar uma fatia do mercado”.

    Enquanto as editoras brasileiras estudam o melhor momento para entrar nesse filão, as gravadoras até hoje pagam o preço pela demora em abraçar o digital. Laurentino acredita que as editoras de livros estão cometendo o mesmo erro. “Não é mais possível nos comunicarmos por uma única mídia, precisamos ser multimídia”, diz.

    E como as editoras podem ser multimídias? Inúmeras são as possibilidades: de audiobooks e marketing na web a e-books e sites que complementam a experiência do leitor do livro de papel.

    Um bom exemplo desse último caso é o site do livro
    Vale Tudo, sobre Tim Maia, do escritor e produtor musical Nelson Motta. Lá é possível ouvir, nas versões originais, todas as músicas citadas na biografia, vídeos e um álbum de fotos do cantor desde bebê. Tem também uma seção, Tim e Eu, onde as pessoas contam as suas experiências com o cantor. “O site dá vida e brilho ao trabalho”, diz Motta. “Com ele o livro se torna muito mais interessante, acaba sendo uma ‘obra aberta’, sem hora para terminar”, conclui.

    Para o escritor Fernando Morais - autor de Olga, Chatô - O Rei do Brasil e O Mago - a principal vantagem da web é o contato com o público. “Antes o autor não tinha um feedback do leitor”, diz
    Morais. “A internet aproximou as pessoas.”

    Outro exemplo é a editora inglesa Penguin, que se uniu à empresa Six to Start, de games de realidade alternativa (ARG), para criar o projeto
    We Tell Stories. A iniciativa, apontada por muitos sites e blogs como inovadora, busca recontar seis clássicos da literatura, entre eles As Mil e uma Noites, usando recursos digitais e da internet. O objetivo é ir além do formato tradicional do livro de papel.

    Além do papel

    Mas o livro de papel vai acabar? A pergunta inevitável parece meio velha, ou pelo menos um lugar-comum. Já as respostas, embora tenham sido na maioria negativas, podem surpreender: “Se me contassem há dez anos tudo o que temos hoje, eu não acreditaria. É impossível prever o que o futuro nos reserva”, disse ao JT o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro.

    Já seu colega entre os imortais, o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, é bem mais cético em relação a eventuais novidades. “O livro de papel continua inabalável em sua força e difusão, em nada incomodado pelas novas tecnologias”, disse.

    O escritor paquistanês Mohsin Hamid, que participou do projeto pioneiro de literatura na web We Tell Stories, também defende o formato tradicional: “Ele é uma tecnologia perfeita. Barato, durável, fácil de usar e não precisa de bateria.”

    Mesmo o blogueiro Alessandro Martins, do site
    Livros e Afins, entusiasta dos e-books (livros eletrônicos), reconhece que o papel segue imbatível: “Ainda me parece ser a melhor forma de transportar e consumir literatura.”

    Um novo tipo de leitor?

    O escritor Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, lembra que vivemos em uma sociedade onde os hábitos e costumes estão em constante transformação. “As crianças se adaptam muito bem à tela do computador. Não me surpreenderia se, em breve, elas lessem livros inteiros no monitor”, observa.

    Isso sem falar na possibilidade de consumir e-books em PDAs, celulares, videogames portáteis e, mais do que isso, em dispositivos específicos.

    Embora a maioria das editoras brasileiras mais importantes não ofereça e-books, eles já começam a ganhar espaço. Atualmente, no Brasil, 7% das pessoas que costumam ler livros baixam obras gratuitamente da internet. O dado é da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope.

    “Apesar de pequeno, esse percentual é surpreendente”, diz Galeno Amorin, diretor do Observatório do Livro e da Leitura e coordenador da pesquisa. “Está em formação um novo tipo de leitor”, analisa.

    Leitores de gerações diferentes como Nelson Corrêa, de 49 anos, e Carlos Alberto Correa Filho, de 27 anos, concordam. “Costumo ler cerca de 15 livros por ano no Palm”, diz o primeiro. “Gosto da praticidade de carregar mais de um livro comigo e poder variar a leitura entre eles”, conta o segundo.


    BIENAL DO LIVRO SÃO PAULO - 2008

    " MAR DE GENTE "

    CAPTURA DE IMAGENS - ARTEBRASILIS - EM 23/08/08



    Escrito por artebrasilis às 17h25
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    ÁRVORE DE POMPOM

    "Árvore de Pompom"

    Captura de imagem: Arte Brasilis - 25/08/08

    colaboração: Ana Paula (mão)



    Escrito por artebrasilis às 17h08
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