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    O CASO DA MALA SEM ALÇA

    Reproduzindo aqui artigo inédito enviado por Eduardo Seixas, a ser publicado no jornal Zona Sul Notícias.

    Tenho acompanhando os relatos da degradação ambiental, através do amigo ambientalista, criador e morador de uma região antes preservada, hoje ameaçada pelo dito "progresso urbano".

    Excelente matéria de indignação !

    (artigo protegido pela lei dos direitos autorais. Reprodução permitida apenas com permissão do autor)


     

    O CASO DA MALA SEM ALÇA

       

      Quando o assunto é viagem, sempre deparamos com o problema de transporte e,
    para isso, sempre tínhamos aquela velha mala que nos socorria nessa hora. Mas
    bons vendedores é que não faltam por estas bandas e, de repente, nos impuseram
    e nos convenceram de que uma nova mala era necessária, uma mala bem maior, mais
    moderna, bonita e que traria a solução de vários problemas.

      Bom. Isso foi na hora de vender a mala. Agora que já entregaram, notamos que
    realmente ela é grande, só  não esperávamos ter que destruir parte de nossa
    casa para que ela ali se aninhasse. Também notamos que essa mala veio sem alça,
    ou seja, ficamos com um trambolhão dentro de casa, pagamos uma fortuna e não
    poderemos usá-la.

      Até parece com o caso de um tal de Rodoanel, cuja  idéia foi vendida como a
    panacéia milagrosa para o trânsito da Capital, e hoje se aloja e se alastra por
    uma área de mananciais, antes intocável, mas agora negociável, como toda área
    onde os interesses prevalecem sobre aquilo que realmente interessa, ou pelo
    menos, deveria interessar. É o caso da qualidade de vida dada em troca
    dessa "mala". Do ambiente natural antes sagrado e hoje sacrificado. Dos
    habitantes humanos e silvestres desalojados. Da troca do ar puro pela poluição,
    além de outras mazelas que só quem mora e convive diariamente às bordas da obra
    do Rodoanel está conhecendo: rachadura em residências, falta de energia e
    telefone constantes, além da deteriorização das pequenas vias de acesso. Por
    mais boa vontade e paciência com que moradores e empreiteiros tentem contornar
    e minimizar o impacto, ele existe e é contínuo.

      É como transitar com um elefante por dentro de uma loja de cristais...

      O que realmente achamos injusto, uma vez passados todos esses sacrifícios e
    percalços, é que essa "mala" não tenha uma alça que nos permita o acesso e
    usufruto. Da nossa parte demos tudo o que tínhamos de melhor e valioso e, em
    contrapartida, não nos querem permitir o benefício futuro. É como alguém
    invadir a sua casa, montar um restaurante e, na hora de comer, você não pode.
    Nem pagando.

      Existe uma argumentação de que o controle demográfico, as invasões e outros
    fatores que degradariam a região se instalariam se aqui houvesse essa alça de
    acesso. Essa argumentação peca em dois aspectos: primeiro nunca tivemos antes
    Rodoanel ou alças de acesso e a região sempre sofreu adensamento demográfico e
    invasões descontroladamente. Segundo, até por uma questão de justiça para com
    Parelheiros, haveria uma compensação, talvez até como um "pedágio ecológico",
    onde a renda poderia ser investida em fiscalização, reflorestamento e
    recuperação de áreas.

      O que não podemos aceitar é que  o Estado continue incompetente para
    fiscalizar o meio ambiente, e por isso, nos penalize com uma "mala sem alça",
    verdadeira caixa de Pandora, ofuscando com isso os nossos direitos de
    partícipes do progresso e do desenvolvimento sustentável.

      Se tivemos maturidade para receber o Rodoanel é porque estaremos maduros
    também para dele usufruirmos. Somos 100% Parelheiros e aqui  faremos a nossa
    parte!

       

      Eduardo Augusto Seixas


      Presidente da ACERCSP
    www.acercsp.org

     

     imagem meramente ilustrativa [link]

     

    VEJA TAMBÉM:

    1) Vídeo criado pela agência DM9DDB para o WWF-Brasil. O objetivo da campanha é conscientizar a população quanto ao fato de que pequenas ações isoladas, tanto positivas como negativas, podem dar início a um efeito cascata de proporções planetárias. Criação de Rodolfo Sampaio, Julio Andery e Arício

     
    2) F/Nazca cria filme para a Lei de Preservação da Mata Atlântica

    (Fundação SOS Mata Atlântica).



    Escrito por artebrasilis às 09h42
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    CHEIRO DE MATO

    Em resposta ao amigo Eduardo Santos - comentário do post ["Árvore Quadrada"]- recordei a música de Fátima Guedes...

    "Não faço nada
    Que perturbe a doida a louca passarada"

     

     

     

    Fátima Guedes

    Cheiro de Mato

    Ai, ai o mato, o cheiro,o céu
    O rouxinol no meio do Brasil
    O Uirapuru canta prá mim
    E eu sou feliz
    Só por poder ser
    Só por ser de manhã, manhã, manhã
    Manhã, manhã
    Nessa clareira o Sol
    Se despe feito brincadeira
    Envolve quente a todo ser vivente

    Taperebá
    Canela, tapinhoã, nã nã nã nã
    Não faço nada
    Que perturbe a doida a louca passarada
    Ou iniba qualquer planta dormideira
    Ou assuste as guaribas na aroeira
    Em contra-ponto com pardais urbanos
    Tão felizes soltos dentro dos meus planos
    Mais boquiabertos que os meus vinte anos
    Indóceis e livres como eu


    Fátima Guedes

    Fátima Guedes

    Fátima Guedes nasceu no Rio de Janeiro RJ em 06 de maio de 1958. Criada entre a Zona Norte e o subúrbio carioca, iniciou carreira como compositora em 1973. Em 1976, sua musica Passional venceu o Festival de Musica da Faculdade Hélio Alonso. Autora de trilhas sonoras para teatro, compôs Onze fitas, para a peça O dia da caça, de José Louzeiro. Sua musica Bicho medo foi gravada por Wanderléia, e Meninas da cidade interpretada no show Transversal do tempo, por Elis Regina.

    Participou, em 1980, do Festival da Nova Musica Popular Brasileira, com Mais uma boca. Lançou seu primeiro disco, Fátima Guedes, em 1979, com as composições Onze fitas, Meninas da cidade e Passional. Em 1980 lançou outro disco, também com o nome Fátima Guedes, contendo Cheiro de mato e Mais de uma boca, também suas.

    Em 1981 lançou Lápis de cor, com a composição Arco-íris, e chamou a atenção de toda a critica musical. Em 1983 saiu Muito prazer, em que se destaca Absinto; e, em 1985, Sétima arte, com a composição de mesmo nome. Seu CD segunte, Pra bom entendedor, conta com composições suas (Minha senhora e Mãos de jardineiro) e da dupla Guinga e Aldir Blanc. Tem musicas gravadas por Elis Regina (Onze fitas), Nana Caymmi (Chora brasileira), Zizi Possi, Joanna e Simone (Condenados).

    Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
    Art Editora e PubliFolha


    Saiba mais sobre "pardais" > AQUI



    Escrito por artebrasilis às 09h07
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    IMAGEM DO DIA - ÁRVORE QUADRADA

     

    "ÁRVORE QUADRADA"

    IMAGEM: OLHAR DIGITAL ARTEBRASILIS - 08/08/08


    A topiária, a arte de esculpir arbustos, árvores e plantas com formas diversas, é muito antiga. Há quem diga que remonta ao antigo Egipto, embora tenham sido os romanos que a instituíram, difundiram e batizaram com o seu costume de criar pequenas paisagens ou lugares com arbustos (topos em latim significa "lugar"). Esta prática é hoje adotada em jardins de todo o mundo de modo mais ou menos criativo, mas o mais comum é verem-se sebes, formas geométricas, pessoas e animais [LINK]


     E SE A MODA PEGA...

     [créditos imagem]

      E MAIS UMA CRIAÇÃO DO EZÊ (GALINHA)

    http://ezedezenho.blogspot.com/



    Escrito por artebrasilis às 17h33
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    IMAGEM DO DIA - NEBLINA

    NEBLINA NEBLINA NEBLINA NEBLINA

    IMAGEM: OLHAR DIGITAL ~ ARTEBRASILIS ~ 07/08/08 (HÁ 17 HORAS ATRÁS)



    Escrito por artebrasilis às 23h52
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    O EFEITO BORBOLETA

     (VÍDEO CLIPE DO FILME - VEJA SINOPSE NO FINAL)

     

    Efeito borboleta 

    Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.

     

     Teoria do Caos

    O Efeito Borboleta faz parte da Teoria do Caos, a qual encontra aplicações em qualquer área das ciências: exatas (engenharia, física, etc), médicas (medicina, veterinária, etc), biológicas (biologia, zoologia, botânica, etc) ou humanas (psicologia, sociologia, etc), na arte ou religião, entre outras aplicações, seja em áreas convencionais e não convencionais. Assim, o Efeito Borboleta encontra também espaço em qualquer sistema natural, ou seja, em qualquer sistema que seja dinâmico, complexo e adaptativo. Existe um filme com o nome "The Butterfly Effect" (Efeito Borboleta) fazendo referência a esta teoria.

    Dinamismo do efeito borboleta

    Esse tipo de efeito quando restrito a uma ou duas variáveis, fixando-se as demais, tende a ser simples e aí, somente nesta situação não natural ou limítrofe, é que as leis da ciência clássica podem demonstrar a previsibilidade de um sistema fechado. Neste caso aumenta a rigidez sistêmica e o Efeito Borboleta pode ser mapeado de forma bastante simples. Alguns estudiosos afirmam que deixa de existir, porém, é sabido que a resultante de determinado cálculo quando passa a ser dado numérico de outro (e assim por diante), influi em seu resultado, portanto, atua o Efeito Borboleta. Isto foi descoberto (quase por acaso) por Edward Lorenz quando estava trabalhando com previsões meteorológicas no MIT e verificou a influência ocasionada em sistemas dinâmicos quando são feitas alterações muito pequenas nos dados iniciais inseridos em computadores numéricos programados para fazerem cálculos em série.

    Descrição de ocorrência do efeito borboleta

    Em 19 de fevereiro de 1998, computadores do sistema de previsão de tempestades tropicais dos Estados Unidos diagnosticaram a formação de uma tempestade tropical sobre Louisiana em três dias. Sobre o Oceano Pacífico um meteorologista daquela agência descobriu que havia uma pequena diferença nas medições executadas, e que estas poderiam prever uma pequena diferença no deslocamento das massas de ar. A diferença foi detectada através de uma movimentação do ar em maior velocidade na região do Alasca. Em função das diferenças, houve uma realimentação de dados nos computadores, estes refazendo os cálculos previram que a formação da tempestade tropical em Lousiana não ocorreria, mas haveria sim a formação de um tornado de proporções gigantescas em Orlando, na Flórida, o que realmente ocorreu em 22 de fevereiro de 1998.

     

    Somatória do erro e incerteza dos sistemas rígidos

    Na ciência clássica, em geral se transformam os sistemas abertos, ou seja, os sistemas dinâmicos, complexos e adaptativos, em sistemas fechados para poder aplicar as leis conhecidas que privilegiam as linearidades em detrimento das não-linearidades. Isto ocorre para facilitar e simplificar a análise de dados. Mas, ao se tomar uma decisão mínima, considerada muitas vezes insignificante, tomada com plena espontaneidade, nos sistemas dinâmicos abertos, poderemos gerar uma transformação inesperada num futuro incerto.

    Por isto, neste tipo de sistema, quando restrito a uma ou duas variáveis fixando-se as demais, e somente nessa situação chamada limítrofe, o sistema se torna fechado, e o Efeito Borboleta aparentemente não atua, causando assim a impressão de um sistema estático. (WIKIPÉDIA)


    Teoria do Caos

    lorenz_4.gifQuando os gregos queriam se referir a um vazio abissal, usavam a palavra cháos. Caos nem sempre é uma coisa ruim. No sentido de pura desordem, realmente, pouco se pode dizer a seu favor. Mas o que o matemático James Yorke estava querendo dizer quando tomou este termo emprestado em 1975, era desordem ordenada - um padrão de organização existindo por trás da aparente casualidade. E isso é uma coisa muito boa.

    lorenz_edward.jpgA “teoria do caos” - o estudo dessa desordem organizada - entrou em voga somente nos anos 80, mas suas sementes foram lançadas em 1960, quando um meteorologista do M.I.T, Edward Lorenz desenvolveu modelos computacionais dos padrões do tempo. Como todo mundo sabe, é muito difícil fazer uma previsão de tempo a longo prazo, ainda que possamos isolar muitos dos fatores que causam as mudanças. Lorenz, como outros, pensava que tudo o que era preciso para uma melhor previsão era um modelo mais abrangente. Então, escreveu um programa baseado em doze equações simples que em linhas gerais modelava os principais fatores que influenciam o tempo.

    Lorenz descobriu algo surpreendente: pequenas mudanças ou pequenos erros em um par de variáveis produziam efeitos tremendamente desproporcionais. Para um período de uns dois dias, elas mal faziam diferença; mas extrapolando-se para um mês ou mais, as mudanças produziam padrões completamente diferentes. Lorenz chamou sua descoberta de “efeito borboleta”, tirado do título de artigo que ele publicou em 1979:

    “Previsibilidade: pode o bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadear um tornado no Texas?”

    Em outras palavras: fatores insignificantes, distantes, podem eventualmente produzir resultados catastróficos imprevisíveis? Lorenz se permitiu uma pequena hipérbole porque queria dramatizar seu ponto de vista. Virtualmente todos os físicos antes dos anos 70 fixaram-se nos chamados processos “lineares” - processos em que pequenas mudanças produziam resultados proporcionalmente pequenos. Mas um grande número de fenômenos - não só na meteorologia e na física, como também na biologia, ecologia, economia, e assim por diante - não obedeciam leis lineares nem seguiam fórmulas lineares. Processos “não lineares” são aqueles em que as equações envolvem taxas variáveis de mudança, e não taxas fixas, em que as mudanças são multiplicadas, em vez de adicionadas, e pequenos desvios podem ter vastos efeitos.

    LEIA CONTINUIDADE DESTA MATÉRIA CLICANDO AQUI


     

     

    O FILME: Efeito Borboleta

    Direção:
    Eric Bress, J. Mackye Gruber
    Ano: 2004 
    País: Estados Unidos
    Gênero:
    Drama, Fantasia, Ficção científica, Thriller
    Duração: 113 min. / cor
    Título Original: The Butterfly Effect 
    Elenco:
     
    Sinopse:
    Evan é um jovem que luta para esquecer fatos de sua infância. Para tanto ele decide realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de alterar seu próprio passado. Porém ao tentar consertar seus antigos problemas ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro. 

    VEJA TAMBÉM EFEITO BORBOLETA 2 => INFORMAÇÕES AQUI



    Escrito por artebrasilis às 20h59
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    A SEDE DE CULTURA CONTINUA...

    TENHO SEDE

    *

    Ana de Oliveira é pesquisadora de música e autora do www.tropicalia.com.br , a maior fonte online de informação sobre o tema, com cerca de setecentas páginas de conteúdo, em português e inglês. Nesta entrevista ela fala da relação entre a Política Gil e o tropicalismo e aponta os avanços da gestão de Gil à frente do Ministério.

    Prestes a lançar um livro de entrevistas com Gilberto Gil, Ana dedica-se ao seu documentário longa-metragem “Tropicália ou Panis et Circencis”. O projeto foi aprovado na última seleção pública da Petrobrás está em fase de preparação. Acompanhe a íntegra da entrevista, concedida por e-mail:

    Leonardo Brant - Você enxerga uma coerência entre o movimento tropicalista e a atual política cultural do Brasil, conduzida por Gilberto Gil? Quais os pontos mais importantes dessa convergência?

    Ana de Oliveira - O tropicalismo foi um movimento perigoso: ameaçou e acabou por desbancar os puritanismos estético-ideológicos que permeavam o discurso e a prática da cultura brasileira, numa época em que a contraposição entre arte alienada e arte politizada estava no centro crucial do debate sobre cultura e nacionalismo.

    Em sua complexidade conceitual, o tropicalismo assimilou matrizes criativas distintas – desde o considerado desprezível ao mais sofisticado estilo – e estabeleceu um diálogo profícuo entre cultura de massa, mercado, tecnologia, modernidade e tradição, superando velhas dicotomias éticas e estéticas.

    Sabe-se que essa gestão do Ministério da Cultura empenhou-se na criação de canais de interlocução com âmbitos e manifestações culturais as mais diversas, sem prerrogativas ou discriminação entre o popular e o erudito, o regional e o urbano, o local e o global. Se muito foi feito para promover o acesso equitativo às novas tecnologias digitais, tanto se fez pela construção de uma política específica para a preservação da capoeira, por exemplo.

    Em última instância – e em poucas palavras – entendo que o impulso tropicalista para a convocação geral (de parceiros, de pensamentos, de estilos, de gênios díspares) e esse amor pela dessemelhança, pela multiculturalidade, sejam pontos sensíveis dessa convergência.

    LB - Gilberto Gil deixa o Ministério com sua carreira em alta e cheio de problemas administrativos em sua pasta. Em sua opinião, qual é o legado do Gilberto Gil político?

    AO - O legado mais evidente – consensual, inclusive – é a visibilidade que a cultura brasileira e o próprio ministério alcançaram dentro e fora do país, com grande proveito para as relações internacionais do Brasil.

    O Ministério da Cultura foi convertido num organismo vivo, capaz de gerar interação e sinergia com os diversos segmentos da produção cultural. Ainda que essa capacidade não tenha sido explorada em sua total potência e que os resultados não satisfaçam as exigências de todos, um campo propício – e inédito – foi aberto para futuros desdobramentos e construções.

    Os Pontos de Cultura  [* SAIBA MAIS *]  promovem a diversidade das expressões em todos os cantos do país e já chegam ao exterior (existem Pontos em comunidades de brasileiros nos Estados Unidos, na França e na Alemanha), incentivando a atividade criativa em favelas, universidades, aldeias indígenas, comunidades quilombolas etc. Por encorajar o protagonismo local com o fortalecimento das iniciativas já existentes e promover a articulação de redes colaborativas, são importantes instrumentos para que a fruição cultural chegue aos espaços menos privilegiados. Na minha opinião, os Pontos de Cultura são a mais eficaz e inteligente invenção de que se tem notícia em política cultural no Brasil.

    Destacaria outros aspectos positivos da liderança de Gil como a descentralização de ações e de recursos, a formulação dos critérios de patrocínio junto às estatais, com a criação de editais de fomento mais democráticos e abrangentes, e os claros avanços em direção a uma política de inclusão e acesso aos meios.

    LB - O último trabalho artístico de Gil, Banda Larga Cordel, faz uma clara fusão entre o Gil político com o Gil artista. Em sua opinião, ele continuará sua obra política pela arte, ou deve ocupar espaços abertos pela atividade de gestor público?

    AO - Gil demonstra um forte senso de cidadania (acho mesmo que foi isso que o levou a assumir o cargo de ministro), é bem possível que ele queira e possa continuar contribuindo sistematicamente em sua condição de agente internacional da cultura brasileira. Participando de fóruns culturais, certamente vai enriquecer o debate com posições assertivas, sobretudo nas áreas relacionadas à propriedade intelectual e à cultura digital que tanto o entusiasmam.

    LB - O tropicalismo continua o mesmo, ou foi ressignificado com a passagem de Gil pelo Ministério da Cultura?

    AO - A identidade tropicalista de Gilberto Gil – algo que ele próprio fez questão de enfatizar de cara - sempre esteve em pauta desde que fora convidado a assumir o ministério e, uma vez empossado, a controvérsia tropicalista parece ter ganho mais ânimo entre os críticos. E não é sem razão. A chegada de um tropicalista ao centro do poder suscitou a exigência de coerência entre a atuação do ministro e o movimento que ele criou originalmente.

    Eu diria que, em boa medida, Gil pôde exercer institucionalmente a mesma capacidade visionária que, em 1967, o levou a perceber que a modernidade que exalava do pop cosmopolita dos Beatles, pulsava também no regionalismo agreste da Banda de Pífaros de Caruaru, e que a MPB precisava tomar novos rumos, desprovincializar-se, modernizar-se – essa percepção foi fundamental para o surgimento do que veio a se chamar tropicalismo. Hoje, ele conclama todos a aprofundar o debate sobre o direito autoral e argumenta que “ou a sociedade brasileira discute profundamente a questão da propriedade intelectual ou daqui a dez anos estamos fora do bonde da história”.

    O tropicalismo continua ocupando uma posição central nas discussões sobre a cultura brasileira, e a atuação de  Gil em um cargo da República deve ter ensejado a atribuição de novos significados a esse movimento que segue despertando amores e ódios febris.

    No que diz respeito à questão cultural, ocorre-me pensar que embora pareça improvável que algum dia venhamos a nos livrar da incitação antropofágica que o tropicalismo provocou/provoca (foi um movimento perigosamente radical, sua intervenção foi profunda), seria interessante rever o modo como encarava a cultura e a música. Antes se pensava a história da música brasileira como algo linear, baseada na famigerada “linha evolutiva” da MPB, mas os tempos são outros e já não temos só uma linha. O que temos agora mais se assemelha a um vórtice, onde várias linhas se expandem em espirais. Muitos ritmos de muitas cores se expressando de muitas formas por muitos meios e para muitos fins. A coisa espatifou geral! “O mundo explode”,” o sol responde” e “o vento espalha”.

     

    CARICATURA GILBERTO GIL

    DIVULGANDO O TRABALHO DO ARTISTA PLÁSTICO E ILUSTRADOR EZÊ

    http://ezedezenho.blogspot.com

     

     

    LINK RELACIONADO => GIL DEIXA MINISTÉRIO 'AQUELE ABRAÇO!" [CLIQUE AQUI]



    Escrito por artebrasilis às 19h57
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    FESTIVAL DAS ESTRELAS

    O Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas) é provavelmente a festa japonesa tradicional mais famosa no Brasil. Em São Paulo, o festival acontece todo ano no bairro da Liberdade .... No Tanabata Matsuri as pessoas escrevem seus desejos em tiras de papel colorido, cada cor representando alguma coisa. Amarram-se esses papéis em feixes de bambu, pois acredita-se que assim os desejos tornar-se-ão realidade. (dizem também que quanto mais alto se amarram os papéis, mais chances há de o desejo se realizar.) Há até uma canção que se toca no Tanabata.


    pedidos pendurados nos bambus

     

     

     

    A Lenda que deu origem à comemoração

    Uma lenda japonesa conta a origem do festival Tanabata:
    Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime a "Princesa Tecelã".
    Certo dia Tenkou o "Senhor Celestial", pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu o "Pastor do Gado" (também nomeado Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela.
    Os dois se apaixonaram fulminantemente. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.
    Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.
    A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.
    Na mitologia japonesa, este casal é representado por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).
     

    A celebração

    O festival que celebra esta história de amor teve início na Corte Imperial do Japão há cerca de 1.150 anos, e lá tornou-se feriado nacional em 1603.
    Atualmente o Tanabata é uma das maiores festas populares do Japão. É realizado em diversas cidades, o mais tradicional é o de Miyagui, que se realiza em agosto, aproveitando as férias de verão das escolas japonesas.
     
    Decoração do Tanabata
    Decoração do Tanabata
     
     
    No Brasil
     
    No Brasil o primeiro festival Tanabata foi realizado na cidade de Assaí no Estado do Paraná no ano de 1978.
     
     
    O Festival das Estrelas
     
    Com o nome de "Festival das Estrelas", o Tanabata Matsuri é realizado na cidade de São Paulo, na Praça da Liberdade, no mês de julho, desde 1979.
    Esta é a principal comemoração anual do bairro, incluída no Calendário Turístico do Estado e do Município de São Paulo:
    • as ruas a praça são decoradas com grandes ramos de bambu ornamentados por enfeites de papel colorido que simbolizam as estrelas;
    • tanzaku, pequenos pedaços de papel onde as pessoas colocam seus pedidos, são pendurados nesses bambus;
    • são realizadas também apresentações de tambores Taikô, danças folclóricas e shows de cantores.

     

     

    Veja também >> Taiko - o tambor ancestral da cultura nipônica >> AQUI



    Escrito por artebrasilis às 21h43
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    JARDIM DE BORBOLETAS

     

    MATÉRIA DEDICADA A PAOLA PATASSINI

    (E SUA PREDILEÇÃO POR BORBOLETAS !!!)

    *

    ARTEBRASILIS - 06/08/08 - "BORBOLETA-ADESIVO"

    (NOTA: BORBOLETAS REAIS SÃO FOTOS RARAS...POR ENQUANTO...SÓ DE PAPEL...)

     

     

     


     

    Fazendo um Jardim de Borboletas

    Antes de criar um jardim de borboletas, você precisa saber um pouco sobre a biologia da borboleta, inclusive como elas sobrevivem e se reproduzem.

    caterpillar
    Photo by Jeff Foott, Discovery Communications, LLC
    Em preparação para sua transformação em borboletas, lagartas devoradoras comem muitas plantas hospedeiras

    Quando planejar um jardim de borboletas, lembre-se de que nem sempre as borboletas são tão atrativas. Elas passam um período fundamental de suas vidas como lagartas. O estágio da lagarta, ou larva, funciona como o período de crescimento. Pode demorar três anos em climas mais frios ou apenas 12 dias em climas mais quentes. As lagartas comem constantemente, mudando de pele por quatro ou cinco vezes já que continuamente crescem. Alimentando-se principalmente de folhas, as lagartas aumentam em mil vezes seu tamanho inicial por volta do fim do período de larva.

    Embora as lagartas possam comer com impulsividade, normalmente elas são meticulosas. Algumas espécies só comem um tipo de planta. Essas plantas preferidas são chamadas plantas hospedeiras e você precisa se certificar de que tem um estoque delas no seu jardim. As plantas hospedeiras típicas são o trevos, a urtigas (em inglês) e o endro (em inglês).

    As borboletas colocam ovos apenas onde as lagartas (forma larval) tenham assegurada uma fonte abundante de alimento quando saírem dos ovos. As fêmeas normalmente voam de planta em planta, farejando com suas antenas e experimentando com suas patas até acharem o ponto certo. Se as fêmeas não conseguem achar a planta apropriada, elas não reproduzirão, portanto é importante colocar plantas hospedeiras em seu jardim de borboletas.

    Butterfly on aster
    Garry Gay/Getty Images
    Ásteres são boas para jardins de borboletas

    Logo depois de a lagarta se transformar em borboleta, ela voa em busca de um parceiro. Da mesma forma que a fase de lagarta é primordial para o crescimento, a fase da borboleta adulta é primordial para a reprodução.

    As borboletas consomem principalmente o néctar para obterem energia para voar. Elas encontram seu alimento em plantas em floração chamadas plantas de néctar. As plantas de néctar preferidas tendem a ser flores brilhantes e coloridas onde o néctar é facilmente acessível. Flores de pétala única com tubos curtos e coroas planas são uma aposta segura; phlox (em inglês), verbena (em inglês) e flores na família das margaridas ou das ásteres (em inglês) normalmente são boas escolhas. Para terem sucesso, os jardins de borboletas devem incorporar uma variedade tanto de plantas hospedeiras quanto de plantas de néctar.

    Além de fornecer as necessidades de energia dos diferentes estágios da vida da borboleta, os jardins de borboletas também precisam levar em conta os diferentes perigos que os insetos podem enfrentar, como um enxame de formigas de fogo.

    Como fazer um jardim de borboletas

    Você quer criar seu próprio jardim de borboletas !
    Sua primeira tarefa é descobrir quais são as borboletas comuns a sua região. Uma maneira de fazer isso é simplesmente observar os arredores por vários dias, registrando que tipos de borboletas você vê e identificando-os por meio de um guia de identificação. Lá você deve investigar os tipos de plantas hospedeiras e plantas de néctar que atrairão e sustentarão aquelas espécies de lagartas e borboletas, respectivamente. Você pode encontrar muitas informações sobre regiões e plantas que diferentes lagartas e borboletas preferem em sites da Web como
    thebutterflysite.com (em inglês) ou em um guia como o Claire Hagen Dole's "The Butterfly Gardener's Guide". Tente selecionar plantas nativas e lembre-se de ter algumas plantas para cada período de cultivo.

    Com gelo?

    Borboletas às vezes comem mais que néctar de flores. Elas podem se alimentar de frutas maduras, seiva de árvore e até mesmo de carniça e estrume. Você pode criar néctar feito em casa seguindo um processo conhecido como açucarar, que produz algo que, à primeira vista, parece uma mistura servida em um bar. O açucarar envolve a combinação de uma lata de cerveja, 450 g de açúcar, meia xícara de melado escuro e algumas frutas bem maduras (e talvez um pouquinho de rum) batidos em um liquidificador (deixe a mistura engrossar até uma consistência que possa ser espalhada). Depois de deixar a mistura fermentar por um dia, espalhe-a em troncos de árvores ou postes, ou coloque em uma vasilha em superfície plana e depois espere as borboletas chegarem.

    Demarcar

    Sua segunda tarefa é decidir onde você quer plantar o seu jardim, tendo em mente que precisa ser um ponto
    ensolarado. Você deve também prestar atenção se a área desejada está sujeita a ventos tempestuosos ou à chuva forte. Se estiver, coloque algum tipo de barreira, como um muro ou alguns arbustos, de forma que as futuras residentes possam buscar uma trégua das intempéries.

    Plantar

    Uma vez que você saiba o que vai plantar e onde vai plantar, começa a verdadeira diversão. Como em toda jardinagem, o
    solo (em inglês) é importante, portanto você pode querer considerar a correção do seu solo (ou incorporar algum solo novo ao seu para melhorá-lo). Além disso, assegure-se de que está plantando em uma área com drenagem adequada para que não se formem enormes poças quando chover, o que poderia ameaçar as plantas, bem como as borboletas e as lagartas. Você pode comprar suas plantas em um viveiro local, conseguir mudas com um amigo ou vizinho ou procurar por espécies selvagens que cresçam em terrenos abandonados. Enquanto você planta, tenha em mente que flores (em inglês) agrupadas são mais atrativas para as borboletas e que é melhor plantar em camadas agrupadas por altura.

    Uma vez que seu jardim esteja plantado, é só uma questão de manutenção. Continue lendo para assegurar que o seu jardim de borboletas resista ao teste do tempo.

    Manutenção do jardim de borboletas

    Como qualquer jardim, seu jardim de borboletas exigirá manutenção, mas com poucas considerações especiais. Primeiro, lembre-se que borboletas são sensíveis a pesticidas de qualquer tipo, portanto você terá que recusar quaisquer visitantes indesejados por meios naturais. Isso significa deixar pesticidas da natureza, como aranhas e vespas, fazerem o trabalho por você, ou usar produtos naturais, como sabões inseticidas ou óleos à base de plantas. Lembre-se também de não se entusiasmar muito arrancando ervas daninhas, porque muitas delas realmente servem como o alimento favorito das lagartas. Se geadas ou secas fortes matarem alguma de suas plantas, esteja pronto para substituir com outras plantadas em vasos, se necessário.

    Os arbustos de borboleta incomodam?
    Floração da butterfly bush
    Roger Whiteway/iStockphoto.com
    Floração do arbusto de borboleta

    Plantas do gênero Buddleia, comumente conhecidas como arbustos de borboleta (em inglês), são escolhas populares em jardins de borboletas por uma razão óbvia: elas são imãs para borboletas. Esse arbusto colorido é especialmente resistente. Ele tolera poluição e solo abaixo do ideal, além de crescer muito rapidamente. É semi-perene em climas mais quentes e normalmente atinge alturas de 1,8 a 3,7 metros e larguras de 1,2 a 4,6 metros. Suas flores de 0,30 a 0,61-metro lilases podem facilmente suportar até as maiores borboletas. Não obstante, muitos grupos de jardinagem colocaram na lista negra as plantas não nativas como uma espécie invasiva, citando sua reputação como uma erva daninha que ocupa espaços e que normalmente cresce às custas de espécies nativas menos robustas [fonte: Dole (em inglês)].

    Se você quiser resolver as etapas do plantio todas de uma vez, você pode criar um jardim de borboletas usando somente plantas de vasos (em inglês). Visite o viveiro local, compre plantas nativas de vasos para as espécies de borboletas da sua região, coloque-as em um ponto ensolarado com acesso a abrigo e você terá um jardim de borboletas.

    Como você vê, os jardins de borboletas não são muito complicados, e são extremamente compensadores. Logo depois de plantar você começará a ver borboletas com mais freqüência - borboletas podem detectar alimento a quilômetros de distância. Uma vez que elas saibam que podem contar com o seu jardim para lhes fornecer uma fonte de néctar e um lugar para colocar seus ovos, elas provavelmente ficarão por perto. Muitas borboletas passam suas vidas inteiras em uma mesma área, assim você pode assistir uma borboleta completar seu ciclo inteiro de vida no seu próprio quintal.

    Para mais informações interessantes sobre jardins de borboletas e bons recursos para a sua criação, visite os links do site indicado.

    EXTRAÍDO DE => COMOTUDOFUNCIONA => CLIQUE AQUI E ACOMPANHE A MATÉRIA COMPLETA

     

    => leia também - "Efeito Borboleta" => CLIQUE AQUI



    Escrito por artebrasilis às 19h00
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    DEPOIS DO TEMPORAL...

    FOTOS SEM RETOQUES, DEPOIS DO TEMPORAL (SÃO PAULO)

    :::

    (CÉU SOBRE O AEROPORTO DE CONGONHAS)

    :::

    CAPTURA ::: ARTEBRASILIS - 05/08/08 :::

    :::

    (REPRODUÇÃO PERMITIDA, CITANDO-SE A FONTE E AUTORIA)


     

     FÚRIA DA NATUREZA: TEMPORAL EM TOKIO (REGISTRO DE 1'06'')



    Escrito por artebrasilis às 21h39
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    COPAS DE ÁRVORES

    IMAGEM ARTEBRASILIS - 04/08/08

    IMAGEM ARTEBRASILIS - 01/08/08

     

    RESISTINDO BRAVAMENTE À SECURA DO AR DE SAMPA ! AÍ ESTÃO (ACIMA) DUAS IMPONENTES ESPÉCIES.


    Características importantes para uma boa integração das árvores com o meio ambiente urbano
     
     
    Características biológicas

      Cada espécie de árvore possui características biológicas específicas e a si inerentes. Normalmente essas características são usadas para identificar e diferenciar umas das outras. Características importantes para a arborização urbana:

    Copas de árvores

      Os tipos de copas são importantes para os diferentes climas. Em climas tropicais, convém utilizar árvores com copas densas e perenifólias (que não soltam folhas), bem como convém verificar a forma da copa. Nos climas temperados ou frios recomenda-se utilizar espécies com copas mais ralas podendo ser caducifólias (que soltam as folhas) ou semi-caducifólias. Em localidades onde o inverno incide com muito rigor, recomenda-se espécies caducifólias, pois o excessivo sombreamento torna o ambiente ainda mais frio e úmido. A dimensão da copa das árvores deve ser sempre compatível com o espaço físico existente, procurando conciliar também os diferentes tipos de copas com as redes de energia elétrica.

    Troncos e ramos

      Os troncos e ramos devem ser isentos de espinhos ou outra característica que represente risco à saúde da população. Devem ser resistentes aos ventos e, também, suportar o peso dos ramos sem lascar ou tombar.

     

    Folhagem

      A folhagem das árvores que caem durante o outono e o inverno devem ser coletadas e usadas como adubo orgânico. O excesso de folhas causa o entupimento de calhas e bueiros. Neste caso, as árvores devem ser de espécies que tenham folhas menores.

     

    Flores e frutos

      Com relação à flores e frutos, as espécies que produzem flores grandes e espessas ou frutos carnosos e excessivamente grandes, devem ser evitados em áreas urbanas. Trazem riscos de acidente nas calçadas, tornando-as escorregadias e com sujeira excessiva.

     

    Sistema radicular

      O sistema radicular deve ser muito bem observado na arborização. As raízes superficiais tendem a danificar o calçamento e a canalização. O ideal são espécies com raiz pivotante, ou seja, raiz que busca profundidade no solo. Algumas espécies conseguem aprofundar mais facilmente suas raízes, mesmo em solos mais compactos. Outras lançam suas raízes para onde o solo oferece menor resistência. É necessário tornar algumas medidas prévias no plantio para evitar o afloramento de raízes.

     

    Resistência e rusticidade

      Árvores em áreas urbanas não devem apresentar doenças e pragas. Espécies mais resistentes aos ataques de pragas e doenças são as mais adequadas. O uso de remédios (fungicidas e inseticidas) no meio urbano, pode acarretar problemas sérios de saúde à população e ao meio ambiente.

      A rusticidade apesar de não ser considerada uma característica biológica, é um importante fator para a arborização urbana. Essa característica define a capacidade de adaptação aos solos compactados e modificados, considerando-se aspectos químicos e físicos do solo onde ela vai ser plantada. As espécies escolhidas devem ser suficientemente fortes para suportar as condições do ambiente urbano, onde a disputa entre uma árvore e as diferentes estruturas e equipamentos urbanos por um espaço é intensa, além das limitações de ordens diversas impostas pelo próprio homem.

      É preciso tomar alguns cuidados no viveiro e no desenvolvimento de mudas através de tratamentos fitossanitários no solo.

     

    Mudas

      Para melhorar a resistência das árvores deve-se acompanhar o viveiro de produção desde a germinação das mudas até o seu crescimento. Antes do plantio, as mudas recebem uma estaca de madeira ou bambu, chamada de tutor, que deve ser amarrada ao tronco em três locais (ex: aos 50, 100 e 150 cm). O tutor garante o crescimento reto e evita o tombamento da muda. Como proteção adicional, pode ser feito um gradil de madeira em volta da muda para evitar outros danos.

      Uma boa arborização deve conter árvores com padrões mínimos, cujas características biológicas estão a seguir recomendadas. Esses padrões permitem que as árvores tenham um desenvolvimento melhor em relação às adversidades do meio em que são plantadas. O tronco deve ser retilíneo com altura mínima de 1,80 metro, livre de ramos. O sistema radicular deve estar em embalagem adequada ao seu tamanho, tais como: sacos plásticos de 25 x 30 cm, latas, tonéis ou bombonas plásticas a partir de 18 litros. Antes de plantar a árvore, sempre retirar a embalagem. Ao atingir 1,80 metro de altura, os ramos da copa devem estar dispostos de forma arquitetônica, de modo equilibrado e sem interferência mecânica que permita uma previsão de crescimento e de direção.

     

    Características físicas
    As características físicas servem de referências às condições dos espaços urbanos. No planejamento da arborização é importante a observação da geografia e da topografia de ruas e avenidas, praças e parques.

    Ruas e calçadas

      A estrutura urbana apresenta ruas e calçadas de diferentes tipos. Quando a rua for suficientemente larga pode receber um canteiro verde central ou uma faixa com grama na calçada (Figura 11). Isso permite utilizar árvores de raízes superficiais. Os eventuais danos ficam restritos apenas à faixa gramada. Essa característica permite que haja maior absorção e penetração da água da chuva e por conseqüência maior respiração do solo.

      Na maioria das cidades a parte mais central tem calçadas inteiramente fechadas e sem essa faixa verde. Esse aspecto fechado de calçada ocasiona uma série de problemas nas árvores, tais como perda de vigor, aparecimento de cupins nas raízes e troncos, doenças degenerativas e envelhecimento precoce (Figura 12).

     

    Largura das ruas e calçadas

      Com relação à largura das ruas e calçadas deve-se considerar alguns pontos importantes. A rua estreita é aquela que tem até 8 metros de largura. Para este caso recomenda-se espécie de pequeno porte, podendo ser plantada apenas em um lado da calçada ou alternadamente com espaçamento de plantio recomendado de 15 metros entre as árvores. A partir de cada esquina ou cruzamento de ruas, o plantio de árvores deve ser feito numa distância mínima de 10 metros de recuo.

      Alguns autores falam em calçada ecológica, o que é muito importante do ponto de vista da absorção de água e respiração do solo. Acredita-se que seja realmente um diferencial. Porém deve haver preocupação com a erosão que essa faixa pode causar. O conteúdo desse canteiro deve ser gramado porque conforme a topografia, ele pode provocar entupimento de galerias pluviais ou assoreamento de fundos de vale.

     

    Porte das árvores

      O porte das árvores, apesar de ser uma característica biológica, está definido aqui porque deve, necessariamente, estar em sintonia com o espaço físico disponível. Para espécies de menor porte recomenda-se o plantio em ruas estreitas e sob a fiação da rede de energia elétrica. As espécies de portes mediano e grande são indicadas para as ruas largas ou avenidas que tenham um canteiro central. Desta forma, evita-se o contato da árvore com a fiação e conseqüentemente a interrupção no fornecimento de energia.

     

    Árvores de pequeno porte

      São aquelas cuja altura permite o plantio sob a rede de energia elétrica. Deve ser observada a altura livre de ramos para a passagem de pedestres. Na fase adulta ela pode atingir de 4 a 6 metros de altura total, sendo que sua copa fica em torno de 2,5 metros aproximadamente. Esse tipo de árvore é apropriado para plantio em calçadas estreitas (<2,0m), onde existe a presença de fiação elétrica e ausência de recuo predial.

     

     LEIA A CONTINUIDADE DESTA MÁTÉRIA NO MANUAL DE ARBORIZAÇÃO

    === > AQUI <===



    Escrito por artebrasilis às 18h25
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    PROPAGANDA INTELIGENTE !

    ( Propaganda Metalsinter )

    Renovação

    Durante nossa vida, aprendemos a valorizar
    coisas que não são fundamentais:
    Materialismo, modismos, poder, status e coisas
    desse tipo são o que importam na nossa sociedade.
    Por isso queremos convocá-lo
    para uma revolução:
    Vamos renovar a espécie humana!
    Investir na alma.
    Resgatar não só a natureza, mas o natural.
    Vamos vender mais paz.
    Não filtrar as nossas emoções, coalescer a inveja.
    Contabilizar boas relações,
    reciclar as relações ruins.
    Reatar velhas amizades.
    Equipe o prazer,
    trabalhe a perseverança,
    vença o cansaço.
    Faça a diferença sem precisar de propaganda.
    Resolva tudo sem alarde.
    Use o marketing da sinceridade.
    Cobre profissionalismo de todos,
    inclusive daqueles que você elegeu.
    Vamos maximizar a energia,
    preservar os recursos,
    tratar a água - pois ela é nossa fonte de vida.
    E como o ar também é meio de vida,
    vamos ser transparentes.
    Renove o estoque de sorrisos,
    Canalize os bons pensamentos,
    use o marketing do amor.
    Abrace mais,
    beije seus amores,
    relembre o quanto os ama.
    E, com a mesma força, diga não
    ao racismo, à intolerância, à discriminação.
    Seja saudável, inclusive nas atitudes.
    Dê bons exemplos.
    Diga a verdade, principalmente às crianças
    – para que cresçam sabendo acreditar.
    Crie seus filhos como cidadãos do mundo.
    Cultive Deus.
    Viva na razão da emoção,
    lutando pela felicidade plena,
    por um futuro melhor.
    E agradeça sempre por estar nesse mundo.



    Escrito por artebrasilis às 17h35
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    CIDADES EDUCADORAS

    Educar crianças, jovens e adultos

    O X Congresso das Cidades Educadoras possibilitou a troca de experiências e resultados de cerca de 340 municípios do mundo inteiro, incluindo alguns brasileiros, preocupados com a educação continuada ao longo da vida. O próximo acontecerá em 2010, no México

    Por Bianca Santana
    Planeta Sustentável - 26/05/2008

    Há cada vez mais oportunidades de formação, entretenimento e desenvolvimento pessoal, em cidades grandes e pequenas de todo o mundo. Lançamentos de livros, aulas de yoga,  acesso gratuito à Internet, participação em rádios comunitárias e festivais de cinema se multiplicam em Guadalajara, Changwon, São Paulo, e nos pequenos povoados do México, da Coréia e do Brasil.

    É uma tendência emergente, que muitas vezes se manifesta em iniciativas individuais e de pequenos grupos, de maneira não muito organizada. Mas é também política pública de governos locais, preocupados com a educação de pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida.

    As cidades engajadas no aprendizado de seus habitantes, dentro e fora das escolas, se reuniram pela primeira vez em 1990, em Barcelona, na Espanha. Lá, acordaram a Carta de Princípios das Cidades Educadoras, que pode ser lida na íntegra, aqui. Todas as cidades que aderiram aos princípios e concordaram em seguir as diretrizes são consideradas educadoras.

    Dezoito anos depois, em São Paulo, acontece o X Congresso das Cidades Educadoras , para continuar a troca de experiências e a partilha de possibilidades e resultados entre 340 municípios de todo o mundo.

    Ivandro Tupanamirim, do Instituto de Tradições Indígenas de São Paulo; Eun-Hee Jung, reponsável pelo Centro de Aprendizagem ao Longo da Vida, da cidade de Changwon, na Coréia do Sul; e Luis Felipe Nuño, diretor de Turismo da cidade de Guadalajara, no México, mostram entusiasmos semelhantes ao falar da riqueza do encontro entre visões de mundo tão diferentes e as novas idéias educadoras que levam ao final do encontro.

    Durante três dias, de 24 a 26 de abril, foram realizadas no Anhembi, conferências, sessões plenárias, workshops, fóruns, exposição em estandes, além das visitas a experiências educativas na cidade de São Paulo. Pouco se viu de exposições burocráticas acompanhadas sem muita atenção por engravatados. Pelo contrário. A maioria de mulheres, com lenços coloridos, bolsas grandes e cortes de cabelo dos mais diferentes, contagiou os homens, e os poucos que vestiam terno.

    As exposições dos palestrantes eram acompanhadas com atenção, comentários positivos e negativos entre colegas na platéia e intervenções públicas. Um espaço vivo de produção de conhecimento que, na aparência, comprovava um dos eixos do encontro: "Identidade, Diversidade e Cidadania". No conteúdo, os outros dois eixos mostravam força: "A cidade como espaço de aprendizagem" e " Inclusão,  Eqüidade e Direitos". Nos pequenos relatos produzidos pela assessoria de imprensa do evento, é possível degustar alguns drops do Congresso.

    "ESTAMOS NO MUNDO COM ELES"
    Ivandro Tupanamirim fala português perfeitamente, mas o sotaque sugere outra língua materna. É que na infância só falava guarani, língua de sua aldeia, no Jaraguá, no perímetro urbano de São Paulo. "Imagina uma criança que não fala português chegando a uma escola onde o professor não consegue se comunicar com ela", diz Ivandro. "Sabemos que a educação é importante pra criança indígena, mas não há educação desse jeito."

    Ivandro apresentou as experiências dos Centros de Educação e Cultura Indígena, os Ceci, fruto da parceria de lideranças indígenas com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

    Os Ceci têm metodologia própria, com calendários definidos pelas comunidades. As atividades não acontecem só entre as quatro paredes da sala de aula, elas são vivenciadas, observadas e experimentadas em todo o espaço da aldeia. Os educadores, que também recebem formação continuada, são membros da comunidade.

    A valorização da tradição e da cultura guarani é o principal objetivo dos Centros. Depois de apresentar o básico das experiências das aldeias Jaraguá "Ytu e Tekoa Pyau, Tenondé Porá e Krukutu" (ambas em Parelheiros), Ivandro mostrou alguns dos artesanatos produzidos pelas crianças, e o resultado de trabalhos de pintura e colagem realizados com elas. Diante da empolgação de quem o ouvia, Ivandro disse estar muito feliz, porque a questão indígena não está sendo esquecida. "É muito bom ver que estamos no mundo com eles."

    SUCESSO ESTATÍSTICO
    Com cerca de 500 mil habitantes, a cidade de Changwon, na Coréia do Sul, tem o maior programa de "lifelong learning" do país, e um dos maiores do mundo. Em 1995, os legisladores locais criaram uma lei para regulamentar a chamada educação continuada ao longo da vida, estabelecendo 130 instituições responsáveis por essa tarefa, junto com as 99 escolas da cidade. Hoje, 98,99% da população aprova as iniciativas da cidade educadora e 84,5% manifesta desejo por formação.

    São 326 programas de esportes, 72 de alfabetização de adultos, 442 de formação artística e musical, 38 de tecnologias da informação e da comunicação, 85 de línguas estrangeiras. Além das especificidades de cada currículo, todos eles abordam a imigração.

    Por ser uma cidade rica e industrial, há muitos norte-americanos, japoneses e chineses vivendo em Changwon. O preconceito contra estrangeiros é combatido nas diversas atividades.

    Uma maior integração dos imigrantes à cultura local e o exercício dos direitos dos estrangeiros são conquistas indiretas dos projetos de "lifelong learning" da cidade. Mas, segundo o governo municipal, a comunicação com os cidadãos tornou-se mais efetiva, problemas familiares e conflitos de gênero diminuíram e o desempenho escolar de crianças e jovens melhorou.

    ANTROPOFAGIA
    Para Eun-Hee Jung, reponsável pelo Centro de Aprendizagem ao Longo da Vida de Cangwon, além do investimento do Estado, a interação entre as diferentes instituições de ensino, o governo e a população da cidade é a chave do sucesso dos programas. A rede de aprendizado municipal é construída por redes ativas de educadores, centros de informação de aprendizagem, instituições de ensino e o contato com experiências internacionais.

    Afirmação defendida por David de Ugarte, economista, sócio-fundador da Sociedad de las Indias Electrónicas, em Madrid, Espanha, tanto em seu livro "O poder das redes", quanto na palestra que proferiu no Congresso, a última antes do encerramento. "Só quem tem estrutura de rede pode aprender: desde o cérebro humano aos ecossistemas, organismos e partes de organismos", disse David. "O que todo o conhecimento novo sobre redes sociais tem a oferecer pra quem quer reproduzir características de cidades educadoras?", provocou.

    No livro, publicado este ano no Brasil, pela EdiPUC-RS, David defende que as redes de transmissão da informação têm se transformado e se ampliado com as mudanças tecnológicas. "Tudo isso implica pensar nas relações sociais, na dialética da interlocução com os outros, de uma maneira completamente nova, uma maneira na qual há um número indeterminado de agentes ativos, de posições, de identidades. Viver e comunicar em rede supõe previamente aceitar e viver na diversidade".

    É na diversidade promovida pela rede que, na palestra, ele aposta. "Os animais imaginários do nacionalismo, do etnocentrismo, da 'nossa língua em perigo', das 'nossas tradições em perigo' são os grandes inimigos do interagir das pessoas. E a democracia é exatamente esse interagir", disse. "Para a cidade-rede aprender e ser uma cidade educadora, é preciso ocupar as ruas com as pessoas e praticar antropofagia contra esses animais imaginários."

    O XI Congresso Internacional das Cidades Educadoras acontecerá em Guadalajara, no México, em 2010. Luis Felipe Nuño, diretor de Turismo da cidade, comemora: "Será o segundo encontro em um país do sul. Simbolicamente, nos dá força para continuar a luta contra a baixa qualidade da educação, o analfabetismo e a pobreza." Que assim seja. 

     

    Comercial do Instituto Akatu pelo consumo consciente. (Leo Burnett-2007)



    Escrito por artebrasilis às 17h25
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    DESENHOS "DO BEM"

    Desenhos ajudam a preservar

    Descubra todo o poder que os filmes da Disney têm de incentivar os seus filhos a proteger o meio ambiente

    Por Lorena Verli
    [ link PLANETA SUSTENTÁVEL ]

    Há inúmeras maneiras de ensinar seu filho a proteger o meio ambiente: plantando uma árvore, ajudando na reciclagem do lixo ou... assistindo a desenhos animados na televisão.

    Isso mesmo! É o que mostra o pesquisador britânico David Whitley, autor do livro A Idéia de Natureza nos Desenhos da Disney (ainda sem tradução em português). Ele descobriu que os filmes produzidos pela empresa ao longo dos últimos 70 anos têm servido como uma ferramenta muito eficaz na preservação do planeta. “Muitos personagens trazem mensagens importantes sobre a relação que temos com a natureza. Eles contribuíram muito para que as últimas gerações de crianças desenvolvessem uma consciência mais crítica em relação às questões ambientais”, explica o estudioso.

    Você não acredita nisso? Então, dá só uma olhada nos ensinamentos que esses filmes trazem aos pequenos. E, da próxima vez que estiver diante da telinha, ajude o seu filho a pensar sobre a mensagem ambiental que a história traz. A natureza agradece!


    Divulgação{txtalt}
    BRANCA DE NEVE E OS 7 ANÕES (1937)

    A história
    A rainha invejosa quer matar Branca de Neve, custe o que custar. Para se proteger, a moça vai para a floresta e se torna amiga dos anões e dos animais.

    A mensagem
    A relação da personagem com a floresta dá aos espectadores o senso de integridade ecológica. Por outro lado, deixa bem clara a separação que existe entre a natureza e os humanos, representados como seres opressivos e desequilibrados. Branca de Neve é um modelo, que ensina às crianças como elas podem ajudar a proteger a natureza.

    Divulgação{txtalt}
    BAMBI (1942)

    A história
    O filme conta as aventuras de Bambi, o pequeno veado que perde a mãe e tem que se virar sozinho.

    A mensagem
    Bambi ensina às crianças que a intervenção dos seres humanos pode tornar o meio ambiente vulnerável. É o que acontece quando os caçadores matam a mãe de Bambi. A idéia de preservação é tão forte no filme que ele exerceu grande influência sobre toda uma geração de ativistas da década de 60.

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    MOGLI (1967)

    A história
    Mogli é criado por uma pantera. Quando ele completa 10 anos, os animais decidem que ele deve sair da selva para fugir de um tigre.

    A mensagem
    Mogli desperta o desejo de proteger o reino animal e de fazer parte dele. Também mostra às crianças que é preciso usar os recursos ambientais com consciência.

    Divulgação{txtalt}
    A PEQUENA SEREIA (1989)

    A história
    Ariel é uma sereia que deseja partir para o mundo dos humanos. Ela se apaixona pelo príncipe Eric e se transforma em uma mulher.

    A mensagem
    A história mostra que a divisão entre seres humanos e a natureza pode ser superada. Ariel dá aos pequenos a idéia de que nós e a natureza podemos viver em harmonia.

    Divulgação{txtalt}
    POCAHONTAS (1995)

    A história
    Pocahontas, uma índia americana, se apaixona por John Smith, um navegante inglês, e mostra a ele a ligação íntima que seu povo possui com a natureza.

    A mensagem
    A luta de Pocahontas contra os conquistadores britânicos ensina aos pequenos que o mundo natural e os povos indígenas não podem ser destruídos pela civilização.

    Divulgação{txtalt}
    TARZAN (1999)

    A história
    Tarzan é criado por gorilas numa floresta. Ele salva os animais do caçador Clayton e de seu grupo, que surgem com o objetivo de capturar bichos daquela espécie.

    A mensagem
    filme mostra o impacto humano no meio ambiente da pior maneira possível. O personagem Clayton se esforça ao máximo para explorar a natureza com fins de lucro.

    Divulgação{txtalt}
    PROCURANDO NEMO (2003)

    A história
    Nemo é separado do pai superprotetor, que foi capturado e colocado em um aquário, onde se une aos outros peixes para conseguir a liberdade.

    A mensagem
    A proteção exagerada dos pais mostra que a natureza possui aspectos perigosos. Mas a presença do homem é considerada a maior ameaça aos animais. O filme ensina os pequenos a respeitar a liberdade das criaturas e o modo de viver de cada uma delas.
     
     
    Leia no blog do Planeta Sustentável na Superinteressante:
    Era uma vez...


    Escrito por artebrasilis às 17h06
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    DE OLHO NA ARTE !

      ...Desenhar... uma capacidade insuperável !...

     

    ~ olho humano ~

     ~ olho de gato ~



    Escrito por artebrasilis às 19h06
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    SOMBRAS, ARTE MILENAR !

     

    ESSA ANIMAÇÃO É INCRÍVEL ! FEITA PARA UM COMERCIAL

    COM SOMBRAS DAS MÃOS.

     

    JÁ AQUI, A SOMBRA É DO PRÓPRIO CORPO.


     

    Teatro de Sombras Chinesas

    O teatro de sombras chinesas,  uma tradicional arte folclórica chinesa, possui quase dois mil anos de história e marcha pelo caminho para seu renascimento após um vertiginoso declínio e de correr um sério risco de extinção, graças aos esforços para o resgate, preservação e interesse nutrido pelas zonas rurais.

    Conhecidas como um precursor do cinema moderno, as sombras chinesas são peças teatrais dramáticas compostas por figuras feitas de papel, couro de búfalo ou de burro projetadas numa tela branca. O ator manipula as figurinhas por trás da tela enquanto canta o enredo do conto.

    As sombras chinesas - que nasceram durante a dinastia Han (206 a.C a 220 d.C), na província do Shaanxi, no noroeste da China, estenderam-se pelo sul da Ásia, Ásia Central, Ásia Ocidental e África do Norte no século XIII e à Europa no século XVII. O famoso poeta alemão, Goethe, representou uma ópera européia com o formato desta antiga arte chinesa, do que derivou o cinema moderno.

    Suas peças são muito simples: algumas pértigas de bambu, caixas de cenário e poucos atores, que manipulam as figurinhas de sombras e cantam ou tocam instrumentos musicais. Dizem que "uma boca canta a história de mil anos, enquanto duas mãos manipulam milhões de soldados".

    As sombras chinesas, com distintos estilos folclóricos, eram um dos únicos entretenimentos das aldeias chinesas antigamente. No entanto, ela começou a desaparecer gradualmente, devido ao impacto dos modernos meios audiovisuais como a televisão e os filmes.

    Muitos grupos de sombras chinesas se dispersaram e muitos de seus artistas morreram ou mudaram-se para outras profissões. A arte se encontrava à beira da extinção em algumas zonas. Por sorte, ela ainda continua ativa e muito aplaudida entre a população de algumas zonas rurais da China.

    Uma pertiga de bambu, três caixas de cenário e seis atores constituem uma companhia de teatro de sombras chinesas chamada Shanhua.

    A companhia, fundada em 1933 na cidade de Zaozhuang, na província do Shandong, não só representa dramas bem orquestrados em aldeias da província, como também leva a antiga arte a mais de 20 províncias e municípios.

    Segundo Chen Shouke, chefe da companhia, eles se apresentam, anualmente, cerca de cem vezes. Cada apresentação dura de três a seis horas. Algumas vezes uma função dura quase toda uma noite, já que o público entusiasticamente pede "bis".

    Geralmente a companhia permanece em uma aldeia durante sete ou oito dias, algumas vezes até um mês e o número de espectadores alcança os milhares.

    Desafiada pela indiferença entre os jovens, a companhia continua aumentando novos dramas a sua lista de representações.

    A China está solicitando a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a tombar a arte de sombras na lista de patrimônios culturais intangíveis.

     

    [ LINK ]

     

    VEJA TAMBÉM: http://artebrasilis.blog.terra.com.br/teatro_de_sombras



    Escrito por artebrasilis às 18h56
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    MÉTODO DESENVOLVE O POTENCIAL HUMANO

    O amigo José Roig levantou uma interessante questão, quando apresentou matéria em seu blog Letra Viva, sob título "Textos Enigmáticos" [ link ] 

    Um texto com letras trocadas, "legível" graças à capacidade associativa de nosso cérebro.

    Veja abaixo:

    "De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo".

    O colega Roig me fez pesquisar... 

    Constatei que esta frase circula na internet (consta em quase 10.000 itens, no Google! O que indica grande interesse do público por esse "enigma")

    Daí...como um assunto puxa outro...também recordei o Método Glenn Doman para alfabetização de crianças

    Gostaria de indicar, aos interessados, uma leitura aprofundada deste método, causador de polêmicas no meio acadêmico. De surpreendente simplicidade. Vale a pena pesquisar.

    Eu mesma já li alguns livros a respeito [ DOMAN, Glenn. "O Que Fazer Pela Criança de Cérebro Lesado". 4ª. ed. Rio de Janeiro, Gráfica Auriverde, 1989 ]  


     Glenn Doman é diplomado pela Universidade da Pensilvânia em Fisioterapia. Dedicou muitos anos de sua vida à pesquisa no campo da criança de cérebro lesado, iniciando um trabalho pioneiro neste campo. Fundou o Institutes for the Achievement of Human Potential (Institutos Para o Desenvolvimento do Potencial Humano), o qual presidiu por mais de 40 anos.
    ( PARA SABER MAIS ACESSE: http://www.gentlerevolution.com )
     
     
    Escreveu livros como:
     

     

    Psiquiatra José Angelo Gaiarsa, fala sobre uma nova maneira de educação


    “Educação precisa de um um novo formato, urgente”


    Do alto de seus mais de 85 anos, o psiquiatra José Angelo Gaiarsa, nascido em Santo André, é entusiasta da disseminação de um método desenvolvido na década de 50, por Glenn Doman, que já é aplicado em centros restritos, e visa formar verdadeiros gênios. Mesmo sendo um psiquiatra renomado - e um dos mais fervorosos discípulos de William Reich [ QUEM FOI ? ] - Gaiarsa se confessa apaixonado pelo tema que quer deixar registrado em um novo livro, ainda sem título definitivo. Dono de uma incrível perspicácia, o médico não se cansa de aprender e quer deixar como legado seus novos conhecimentos para a sociedade, além do que já descreveu em seu último livro, “Meio século de psicoterapia verbal e corporal” (ed. Summus). Cético quanto à Educação oferecida nos moldes atuais, o psiquiatra não tem receio de dizer que a criança hoje é estimulada a ser desatenta e desinteressada de tudo numa sala de aula. “Qual criança tem interesse num professor chato que fica lhe pedindo atenção e só sabe ensinar coisas que ele nunca vai usar?”, indaga.

    No método que pretende ver se propagar pelo País, ele afirma que existem crianças de 6 anos, que falam quatro, cinco línguas, e ainda por cima correm com prazer até cinco quilômetros diários. Isto porque receberam desde o ventre da mãe, os estímulos dirigidos para usar toda a potencialidade de seu cérebro, que muitas vezes chega aos quinze anos, com inúmeros neurônios mortos, pela falta de uso, na forma como se educa as crianças hoje. Numa defesa da volta das mães aos lares, Gaiarsa acredita que esta é a única chance de recuperar parte do que já se perdeu, por seguirmos modelos falidos de desenvolvimento que privilegiam o ensino inútil ao que instintivamente pode ser muito mais eficaz. Embora se considere uma voz clamando no deserto, Gaiarsa espera que a proposta que hoje propaga, se torne parte do sistema educacional no Brasil. “Só assim, poderemos ter uma perspectiva de futuro, ao contrário do que se vê no modelo atual de ensino”, diz.

    Gaiarsa se confessa apaixonado como nunca pelo trabalho desenvolvido nos Estados Unidos, com base no trabalho feito já na década de 50, por Glenn Doman, fundador e presidente dos Institutos para o Desenvolvimento do Potencial da Filadélfia. Ele hoje o chama de um espírito inspirador que norteou o trabalho feito até hoje, com muito sucesso, cuja essência é fornecer estímulos para permitir que as crianças de zero a seis anos consigam progredir mais rapidamente e com qualidade, do que a média mundial. O resultado é que já existem dezenas de milhares de crianças consideradas gênios graças aos métodos de Doman. O método Glenn Doman começou a ser desenvolvido apenas em crianças portadoras de necessidades especiais. Para entender melhor o desempenho das crianças deficientes, a equipe estudou a fundo o desenvolvimento de crianças normais. Eles descobriram que o desenvolvimento infantil sempre passa por determinados estágios. Outra descoberta foi que o crescimento é dividido em duas partes: sensorial (visão, audição e tato) e motor. Foi então estabelecido o Perfil de Desenvolvimento do Instituto Glenn Doman, que indica os estágios de desenvolvimento cerebral entre zero e seis anos. Este perfil possui sete níveis.

    Acompanhe abaixo a entrevista concedida sobre o assunto, por Gaiarsa, a um veículo da mídia:

    Pergunta - Em que consiste o novo formato que irá ser o mote de sua palestra em Rio Preto?
    Gaiarsa - O método Glenn Doman começou a ser desenvolvido apenas em crianças portadoras de necessidades especiais. Quando elas tinham por exemplo, uma deficiência visual, mas ainda restava um pouquinho de visão, eles lampejavam várias vezes ao dia, uma luz nos olhos e mostravam imagens. Aos poucos a criança tinha uma melhora importante e desenvolvia sua capacidade de enxergar. Após observar o desempenho das crianças deficientes, a equipe viu que tinha resultados simpáticos, e então passou a aplicar o mesmo princípio em crianças normais.

    Pergunta - Qual o princípio, afinal?
    Gaiarsa - O de que você pode estimular os sentidos. Mesmo que eles estejam lesionados, podem se desenvolver. Pouco se aplica disto na criança até hoje. Eles descobriram que o desenvolvimento infantil sempre passa por determinados estágios. Outra descoberta foi que o crescimento é dividido em duas partes: sensorial (visão, audição e tato) e motor. E foi assim que eles estabeleceram o Perfil de Desenvolvimento do Instituto Glenn Doman, que indica os estágios de desenvolvimento cerebral entre zero e seis anos. Este perfil possui sete níveis.

    Pergunta- O que significa então, que há uma potencialidade não desenvolvida na criança?
    Gaiarsa - Os bebês, por exemplo, têm memória fotográfica de dar inveja a muito marmanjo. Se bem estimulados, são capazes de reconhecer 99 imagens em 100, aos seis meses. Precisam apenas de um segundo para acessar cada lembrança. Isso porque é nessa idade que o cérebro do ser humano mais se desenvolve - aos seis meses, mede 25 cm; com dois anos, dobra de tamanho; e com 21 anos tem apenas cinco centímetros a mais, medindo 55 cm.

    Pergunta - Então se pode deduzir que a gente já nasce pronto?
    Gaiarsa - Ninguém faz nada. O fato é que 90% do desenvolvimento cerebral ocorrem nos primeiros seis meses de vida. Por isto, se for aproveitado desde os primeiros dias, ao sair da maternidade, o cérebro do bebê já possuirá cerca de 100 bilhões de neurônios e aproximadamente duas mil ligações neuronais.

    Pergunta - Como é possível, estimular a criança desde o berço?
    Gaiarsa - Desde o momento que nasce ela pode começar a dar os primeiros passos. Deixe-a de bruços sobre a barriga da mãe, e ela vai chegar por instinto até o seio da mãe. Se colocada de barriga para cima no berço, ela se sentirá como uma tartaruga de pernas pro ar. Mas deixe-a de bruço, lógico que numa cama firme, com um travesseirinho bem baixo e fino para não sufocar, e em poucos dias ela estará engatinhando. A capacidade é igual para todo mundo. Leva vantagem na formação de redes neurais, quem receber os estímulos adequados nos três primeiros anos de vida.

    Pergunta - No dia-a-dia a criança teria de freqüentar uma escola especial?
    Gaiarsa - A maior professora dessas crianças é a mãe. A proposta é que ela retorne ao lar. E não tenho nada de machista. O fato é que a mulher está pagando muito caro por ter ido para o mercado de trabalho. Ao ficar em casa cuidando de sua criança, sabendo que está fazendo o que melhor pode fazer por ela, ao seguir as orientações do método Doman, ela vai se sentir milhões de vezes mais gratificada.

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    LIVROS DE GAIARSA...CLIQUE AQUI


     

    Veja também (em espanhol)

    "Desde que Shaiel cumplió 1 año de edad comenzamos a mostrarle figuras de animales, alimentos, medios de transporte, elementos de la naturaleza, etc., todos clasificados por categorías, siguiendo el patrón del método de los Bits de Inteligencia de Glenn Doman, y a las pocas semanas ya los reconoce. Esto también le ayuda a desarrollar su vocabulario".


    ...E para saber mais sobre reorganização neurofuncional 

    (método padovan ) > clique aqui



    Escrito por artebrasilis às 17h46
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