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    ANIMA MUNDI 2008

    O Festival Internacional de Animação do Brasil realizará em São Paulo de 23 à 27 de julho, o Anima Mundi Expo 2008.

    Uma feira dedicada a apresentação, por empresas e instituições, de produtos e serviços voltados para o segmento da animação.

    Em área de aproximadamente 2000 m² especialmente construída no Memorial da América Latina, circula pelo Anima Mundi Expo um público estimado em 50.000 pessoas que participa do Festival.

     


    The Aroma of Tea (Holanda, 2006, cor, 3'20")

    de Michael Dudok de Wit

    ANIMA MUNDI 2006

     

    Abaixo, um texto sobre o filme, escrito para o Cinequanon.art.br, na ocasião do Anima Mundi 2006:

    The Aroma of Tea (Holanda, 2006, cor, 3'20") de Michael Dudok de Wit

    O filme mais ousado deste Anima Mundi só poderia ser obra de Dudok de Wit, autor dos geniais e premiadíssimos "O Monge e o Peixe" (1994) - "The monk and the fish" animação em aquarela [ assista aqui ] e "Pai e Filha" (2000) - "Father and Daughter" animação em aquarela [ assista aqui ]. Em "O Aroma do Chá" ele mantém sua característica de sincronizar a música - do compositor barroco Arcangelo Corelli - com as imagens, mas desta vez forçando um tanto mais no minimalismo narrativo e estético, resultando num filme hipnótico e altamente contemplativo. O tempo para apreciação de cada cenário é respeitado como em raras vezes (lembro aqui de Abbas Kiarostami). Na verdade, são pinturas feitas com chá, daí a origem do título. Belíssimas telas, diga-se de passagem -- no mesmo naipe das aquarelas de "O Monge e o Peixe" e de "Pai e Filha". Em tempos de glorificação das elaboradas animações em 3D, Dudok de Wit pega a contra-mão e, optando pela simplicidade, chega próximo do que seria uma "animação 1D". É um filme tão singular que foi programado fora de competição (em 2006).

    (Por Fábio Yamaji)

     

    Citoplasmas en Medio Ácido

     

    Citoplasmas en Medio Ácido é uma engraçada animação Stop Motion feita com massinha. Este premiado curta-metragem espanhol mostra um aluno com dificuldade de concentração numa tediosa aula. Provavelmente todos que sofrem de déficit de atenção irão se identificar com a personagem. Citoplasmas está na lista dos 100 melhores curtas espanhóis do portal Terra Espanha e ficou em segundo lugar do "Melhor primeira obra" do 14º Anima Mundi (2006). Atentem para as referências cubistas no final do curta.



    Escrito por artebrasilis às 10h01
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    ORQUÍDEA DO DIA

    ~ imagem artebrasilis - 25/07/2008 ~

    Para saber mais sobre orquídeas >>> clique AQUI

     

    Óleo sobre tela - Ana L.C.Guidi



    Escrito por artebrasilis às 08h36
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    LIÇÕES SOBRE A VIDA E O TEMPO...

    A Lição Final - Randy Pausch

     

     

    ...O que você faria se tivesse seis meses de vida pela frente? Vítima de um câncer no pâncreas, o professor Randy Pausch preferiu ensinar seus alunos e filhos a perseguirem seus sonhos de infância. Conheça os segredos por trás de sua mensagem, vista por milhões de pessoas na internet e transformada no best seller “A Lição Final”, e saiba como a medicina e a filosofia começam a trabalhar juntas para nos ajudar a lidar melhor com nosso destino inevitável... REVISTA GALILEU - LEIA REPORTAGEM INTEGRAL - AQUI

     

    NOTÍCIAS ATUALIZADAS CLIQUE AQUI



    Escrito por artebrasilis às 13h54
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    SÃO TOMÉ DAS LETRAS, A CIDADE MÍSTICA

    PEDRAS COM MATERIAL ORGÂNICO FOSSILIZADO

    (IMAGEM: ARTEBRASILIS)

     

    São Tomé das Letras-MG é considerada um local sagrado. Os moradores do lugar garantem que estão constantemente em companhia de seres extra-terrestres. Todos os cultos e credos convivem em São Tomé. É gratificante conversar com os moradores com suas histórias extraordinárias. Mas quem sabe se são verdadeiras mesmo? A explicação para tanto misticismo é porque a cidade foi construída em cima de uma rocha de quartzito que armazena energia cósmica e telúrica. São Tomé é considerada uma das sete cidades sagradas do mundo.

    A cidade é simples e rústica. Tem pouco mais de 5000 habitantes. Como a região fica em cima de uma grande formação rochosa é tudo feito a base de pedra. Desde as ruas, casas e igrejas. O clima é frio, devido a altura. Mesmo no verão é conveniente levar vários
    agasalhos para a noite.

    Um dos principais atrativos é a subida até a pirâmide, no lado alto da cidade. Trata-se de uma construção sobre uma rocha. Ninguém sabe ao certo quem construiu. Dizem até que foi feita para pouso de óvnis. Mesmo que você não acredite muito nessas histórias, vale a pena mesmo que seja pela vista: um espetáculo, principalmente no por-do-sol.

    Outra vista fantástica da região é no Cruzeiro, uma grande cruz no topo de uma montanha, de onde se tem uma visão panorâmica de toda a região.

    Durante o dia, uma boa opção é curtir as cachoeiras, como a bela VALE DAS BORBOLETAS que recebeu este nome devido a centenas de borboletas coloridas passearem por lá, principalmente durante a primavera. Outra bela cachoeira, a da EUBIOSE fica pertinho, a cerca de 3km na
    estrada de Caxambú. Saindo um pouco da luz do dia, vale explorar a Gruta de São Tomé, onde diz a lenda, o próprio santo teria escrito algumas palavras.

    A cidade possui poucos restaurantes, (fora das estação alguns não abrem à noite). Um boa opção é Restaurante das Magas, num ambiente com salões dentro de uma casa de pedra. (35/237-1240) São Tomé é a cidade das lendas, dos misticismos, das pedras e paisagens infinitas onde um povo alegre e simples nos faz esquecer de qualquer problema do dia-a-dia.

    Um pouco de História

    João Antão, escravo da Fazenda Campo Alegre, resolveu fugir e se esconder em lugar seguro após descoberto um caso que tinha com a irmã de seu senhor. Abrigou-se então em uma gruta no alto da serra, alimentando-se de frutos e raízes, caça e pesca. Certo dia, apareceu ao escravo um senhor de vestes brancas, que lhe escreveu um bilhete, dizendo-lhe que entregando ao seu amo, este o perdoaria. Ao ler o bilhete o fazendeiro lhe ordenou que o levasse até a gruta. Lá chegando encontraram em seu interior uma imagem de São Thomé, entalhada em madeira. Por ser de profunda religiosidade, João Francisco Junqueira levou a imagem para a sua casa. Esta, por sua vez, sumiu e reapareceu na gruta; e assim por várias vezes. Acreditando ser um milagre, o fazendeiro mandou erguer uma capela onde mais tarde (1785) foi construída a Igreja Matriz. O senhor de vestes brancas acredita-se que era o próprio São Thomé.

    ORIGEM DO NOME: Na gruta onde foi encontrada a estátua de São Thomé existem pinturas rupestres, daí a origem do nome da cidade São Tomé das Letras.

    [ CRÉDITOS DA IMAGEM ]

    Deitada sobre uma imensa reserva de quartzito, em rochas metamórficas do período pré-cambriano, São Thomé vista de longe parece uma miragem, uma montanha nevada que se distingue das demais. Isso se deve às extrações do quartzito, que descascam a montanha e deixam à mostra a rocha esbranquiçada.

    Todos os anos toneladas e mais toneladas da pedra - usada em revestimentos, beiradas de piscinas etc - partem para todos os recantos do mundo, de tal forma que ela já ficou conhecida nacionalmente como “pedra de São Thomé”. O material é tão farto que serve para calçamento de ruas, passeios, no artesanato e até caracteriza uma arquitetura típica, que tanto fascinou os primeiros visitantes. A igreja Nossa Senhora do Rosário (séc. XVIII), mais conhecida como “igreja de pedra”, representa muito bem o exotismo da cidade. Infelizmente a alvenaria tem tomado conta das construções, por ser mais barata e menos úmida que as casas de pedra, o que não deixa de ser uma pena. Mais de 70% dos 5700 habitantes trabalham direta ou indiretamente com a extração do quartzito.

    Na busca de uma explicação para o fascínio de São Thomé, a composição geológica, de uma forma ou de outra, é uma constante. É ela a responsável pelos encantos naturais da região: cachoeiras, grutas, inscrições e a energia que alimenta os esotéricos. Segundo Daniela Aggio, da Fundação Harmonia, o quartzito está disposto em camadas com a mesma inclinação. “Essas placas se alternam (positiva e negativamente) como as de uma bateria, gerando um campo magnético”.

    As cachoeiras são um capítulo à parte. Agradam a todos os gostos e necessidades, de um simples banho a uma bela fotografia. São mais de 30, das quais se destacam a Véu da Noiva, Paraíso, Shangri-lá, Eubiose, Flávio, Vale das Borboletas, Gêmeas, da Lua etc. Quem tiver disposição pode ir até o Pico do Gavião e suas formações rochosas. O acesso é difícil e a visita restrita, uma vez que o local é área de exercícios militares.

    São Thomé encanta por sua beleza e exotismo. Representa um rincão perdido no mapa, que vem sendo invadido desde que os primeiros forasteiros chegaram, na década de 70. Vieram esotéricos, hippies, ecoturistas e muitas outras pessoas. Todos em busca de um sonho especial e movidos, quem sabe, por uma crença: de que em São Thomé mito e realidade se misturam a todo momento.



    LEIA MAIS EM:

     

     

     CLIQUE NA IMAGEM


    Dica de leitura:

    O Candeeiro de São Thomé das Letras

    Marcos André Ferreira Barbosa

    Movido por uma crise existencial, o protagonista Elias Maldonado é levado a divorciar-se e fechar sua empresa. Compra então um equipamento de camping e decide seguir o roteiro das sete cidades consideradas sagradas no estado de Minas Gerais.
    Redescobre assim, como era vital mergulhar em seu mundo subjetivo, entrando em contato com sua natureza energética ao deparar-se com uma atmosfera de misticismo e religiosidade vigente: cachoeiras, montanhas, noites estreladas e silêncio meditativo.
    Entre as sete cidades sagradas está São Thomé das Letras, onde encontra romance, aventura e sabedoria esotérica.



    Escrito por artebrasilis às 12h39
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    UM ENCONTRO MARCANTE !

    Animação: Pato Donald e Zé Carioca em seu primeiro encontro.


    :::::::::::::UM ACHADO !:::::::::::::

    *

    ENVIADO PELO AMIGO SERGIO MILANI, DO GRUPO MISTURA-FINA (YAHOO)

    *

    Filme no qual o Pato Donald é apresentado ao recém criado Zé Carioca e às atrações da Cidade Maravilhosa.
     
     
    Nota: Esse show foi criado na década de 50, sem o uso dos recursos tecnológicos hoje disponíveis.

     
    CURIOSIDADES...

    Zé Carioca teria sido criado pelo próprio Walt Disney dentro do Copacabana Palace Hotel. O desenhista disse que amou tanto o Rio de Janeiro, que tinha que deixar um presente para os cariocas. Hoje o Zé Carioca é mais do que um personagem ou mascote carioca, é um elo entre a Walt Disney World e o Brasil.

    Em sua passagem pelo Brasil, uma das coisas que chamou a atenção de Walt Disney foi o inesgotável repertório de piadas de papagaio que circulavam pela rua. Daí a inspiração para a criação do personagem como um papagaio antropomórfico, que deveria representar o estereótipo do brasileiro (em especial o do Rio de Janeiro, cartão postal do Brasil até hoje).

    No Brasil

    No Brasil, o Zé Carioca chegou aos quadrinhos em 1950, aparecendo na capa do primeiro número da revista do Pato Donald, pelas mãos do artista argentino Luis Destuet. Em 1961, já mais bem estruturado em seu "universo" próprio, ganha uma publicação própria, com a numeração iniciando no 479 e aproveitando os números ímpares da seqüência do Pato Donald, que permanecia com os números parese daí em diante.

    Foi nos quadrinhos brasileiros que sua personalidade mais característica foi sendo gradualmente construída: malandro (alérgico a trabalho), boa gente, caloteiro até a última pena (mantém a forma fazendo os "400 metros rasos fugindo de cobradores"), com a criatividade do brasileiro para seguir levando a vida. Dentre as muitas coisas tidas como preferências nacionais o Zé Carioca só não faz menção (sem, portanto, descartar) à cachaça, que esteve presente em sua estréia cinematográfica; por outro lado estão presentes a feijoada, a jaca (fruto típico nacional), o amor pela sua terra (marcante no bairrismo carioca), praia e, em especial, samba e futebol. Mas isso levou tempo.

    Quando Zé Carioca estreou nos quadrinhos do Brasil, o volume de histórias disponível não era suficiente para manter o título em banca. A Editora Abril para não cancelar a revista, passou a adaptar histórias do Mickey e do Pato Donald, com os desenhistas da Abril colocando Zé Carioca no lugar desses personagens. Por conseqüência, apareceram histórias onde Zé Carioca contracena com personagens fora do seu universo, mantidos da história original, como Pateta, parceiro de Mickey. Também por conta disso, surgiram Zico e Zeca, sobrinhos do Zé, e criados para ocuparem o lugar de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Outra conseqüência foram as freqüentes mudanças na personalidade de Zé Carioca, que se adaptava à história original de onde era copiada.

    A produção no Brasil de histórias para o Universo Disney envolvia outros personagens. A primeira história produzida no Brasil com o Zé recebeu o nome de "Zé Carioca, o rei do Carnaval". Ao contrário das tiras americanas, no início da série brasileira não havia diferenças entre a cidade em que o Zé morava e Patópolis, aparecendo com freqüência os demais coadjuvantes das histórias do Donald, como seus sobrinhos, Tio Patinhas, Professor Pardal e o Gastão. É com o Gastão, aliás, que apareceu uma das mais famosas histórias dessa série, justamente presente na citada edição 479: o sortudo personagem era goleiro de um time de futebol que jogava contra o do Zé Carioca. Mesmo com Zé sendo um craque, ele não conseguia vencer o Gastão, que sempre fazia algum milagre para impedir o gol dos adversários. No Brasil, aliás, Gastão seria sempre "o sortudo", enquanto nas histórias de Carl Barks ele aparecia mais vezes como falastrão e preguiçoso e avesso ao trabalho, ou seja, bem parecido com a personalidade que Zé Carioca acabou adotando.

    Finalmente a partir de 1972, a Editora Abril conseguiu estruturar um estúdio próprio destinado a produzir histórias para suprir o crescente número de publicações Disney que circulavam no país com enorme sucesso. O Zé Carioca começou a aparecer regularmente em sua revista, acompanhado de uma nova série de personagens coadjuvantes e vivendo situações ambientadas nas paisagens do Brasil, que o consolidaria como um personagem tipicamente brasileiro.

    Entre as décadas de 70 e 90 ocorreu o auge da produção para o personagem no Brasil, com revistas contendo só histórias do personagem, e com aumento do número de páginas. Nessa época o Zé teve seu visual reformulado aos poucos, saindo do paletó, gravata, chapéu e charuto (vício que seria abolido de vez de suas histórias, com licença para republicações de histórias clássicas) para boné, chapéu, camisas estampadas (a mudança também se configurou nos demais personagens). Essas mudanças eram reflexo de um acompanhamento da sociedade e suas mudanças de comportamento. O personagem se atualizou. Deixou de ter a alta sociedade norte americana da década de quarenta como referencia para acompanhar a moda jovem da década de 80 e 90.

    Por causa da queda de vendas configurada em todo o comércio de quadrinhos a partir do final da década de 90, com especial ênfase no setor infantil, a Abril praticamente fechou suas redações da área Disney, demitindo artistas consagrados, passando a republicações e lançando apenas alguns especiais (como o aclamado "Zé Carioca no Descobrimento do Brasil", em virtude dos 500 anos da chegada de Cabral), deixando milhares de fãs órfãos pelo Brasil.

    A última história inédita brasileira foi publicada em dezembro de 2001 intitulada "Só com Magia", do roteirista Rafles Ramos. Depois disso alguma produção esporádica foram feitas para publicações especiais. Existem histórias inéditas do personagem nos arquivos da Editora Abril. FONTE WIKIPÉDIA



    Escrito por artebrasilis às 22h05
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    MITO DA CAVERNA EM QUADRINHOS

    O mito da caverna, também chamada de Alegoria da caverna, é uma parábola escrita pelo filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.



    Escrito por artebrasilis às 12h52
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    ARTE COM SPRAY

    ARTE COM SPRAY

    INCRÍVEL HABILIDADE.

    O VÍDEO DURA 8'55'', MAS O ARTISTA SURPREENDE EM RITMO E CRIATIVIDADE.

    O SITE (INGLÊS) > AQUI



    Escrito por artebrasilis às 11h46
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    PROPRIEDADES DA LINHAÇA

    FLOR DE LINHAÇA

    [CRÉDITOS IMAGEM - BLOG GIZANDO]

     

    Os poderes do Óleo de Linhaça [link com a matéria]

    Os alimentos são os veículos dos nutrientes que fornecem ao organismo a matéria-prima para o seu equilíbrio e funcionamento. Existe uma classe de nutrientes que possuem ações especiais sobre as células, tecidos e órgãos, que são os nutracêuticos. Eles agem estimulando a função destas estruturas, muito semelhante a uma ação “farmacológica”. Ainda com relação aos alimentos, diz-se que de uma maneira ideal deve-se comer “sol”, isto é, ingerir os nutrientes provenientes da fotossíntese, ou seja, comer as plantas que realizaram a fotossíntese, ou então, comer a carne do animal que ingeriu estas plantas com todos os seus nutrientes, isto porque o organismo, ao longo de sua evolução, se adaptou a estas condições.
    Os óleos vegetais atendem muito bem a estas recomendações. A linhaça é uma planta linum usiotatissimum, que é utilizada quase na sua totalidade. Do caule retira-se as fibras para fazer o linho, tecido nobre usado para confeccionar roupas. Das sementes, por sua vez, extrai-se o óleo, que é utilizado nas indústrias de tintas e resinas. Contudo, além destas aplicações, o óleo de linhaça é usado como um nutracêutico, por ser rico em ácidos linolêicos, conhecidos como Ômega 3. As sementes da linhaça são utilizadas como complemento alimentar, sendo adicionadas a massas, pães, bolos e cereais. As sementes podem ser usadas, ainda, como laxativas.
    O óleo de linhaça é extraído de suas sementes por compressão a frio, fato que preserva suas propriedades nutritivas. Os gregos e romanos fazem uso da linhaça como alimento. Thomaz Alves Edson disse: Teu alimento, teu remédio”. Claro que não pode ser tomado ao “pé da letra” porque os remédios medicamentosos são de suma importância para a saúde e para salvar vidas. No entanto, a alimentação adequada pode prevenir e até mesmo curar determinadas doenças.
    O óleo de linhaça é rico, como se disse, em Ômega 3 e fitoestrógeno. O Ômega 3 promove uma ação protetora para o coração e vasos sangüíneos. Estudos demonstram que o óleo de linhaça reduz o colesterol total e o mau colesterol, conferindo uma proteção cardiovascular. Age ainda como antiinflamatório ao lupus-eritematoso e como antialérgico. O óleo de linhaça possui substâncias parecidas como os estrogênios (hormônios femininos) somente que de ação mais atenuada, melhorando a absorção de cálcio, prevenindo, por exemplo, a osteoporose.
    Paradoxalmente, estes fitoestrógenos parecem ter, também uma ação antiestrogênica, fato este que deve conferir uma ação contra os tumores dependentes do estrogênio, prevenindo sobretudo o câncer de mama, através de uma ação nutracêutica direta nos receptores dos órgãos alvos. O óleo de linhaça, como já referido, exerce ação protetora sobre o sistema cardiovascular pela ação do Ômega 3 e, também, pelo fitoestrógeno que faz parte da sua composição, melhorando a elasticidade das artérias, e desta forma a irrigação sangüínea.
    O óleo de linhaça possui ademais ação antioxidante contra os radicais livres, que quando em excesso, provocam doenças crônico degenerativas e envelhecimento precoce. Como se vê, trata-se de importante aliado na suplementação alimentar, ajudando a promover o equilíbrio orgânico. Como pode-se observar, o óleo de linhaça é um importante nutracêutico, que quando bem indicado, pode ser de grande valia para a sua saúde.

    Dr.Celso Fernandes Batello - Mestre em Homeopatia e Nutrologia

     

     sementes de linhaça



    Escrito por artebrasilis às 11h34
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    PSICOLOGIA TRANSPESSOAL - SAIBA O QUE É

    A Psicologia Transpessoal

    [LINK COM O ARTIGO]

     

    A psicologia ocidental originou-se na Grécia por volta do ano 500 a.C. dentro da Filosofia, onde alguns filósofos iniciaram cogitações sobre a psique humana. Destacam-se Sócrates, Platão e Aristóleles como grandes filósofos que criaram a base da filosofia ocidental. Mas foi no século XIX, no período de 1832 a 1860 na Universidade de Leipzig, Alemanha, que a psicologia surgiu como ciência separada da filosofia, através do estabelecimento de métodos e princípios teóricos aplicáveis ao estudo e de grande utilidade no estudo e tratamento de diversos aspectos da vida e da sociedade humana.

     

    A teoria psicológica tem caráter interdisciplinar por sua íntima conexão com as ciências biológicas e sociais e por recorrer, cada vez mais, a metodologias estatísticas, matemáticas e informáticas. Não existe, contudo, uma só teoria psicológica, mas sim uma multiplicidade de enfoques, correntes, escolas, paradigmas e metodologias concorrentes, muitas das quais apresentam profundas divergências entre si.

     

    Historicamente vemos, em termos gerais, a existência de quatro acepções na Psicologia Moderna: o Behaviorismo, a Psicanálise, a Psicologia Humanista e, por fim, a Psicologia Transpessoal. A Psicologia Transpessoal vem sendo encarada como a "quarta força" em psicologia.

     

    O Behaviorismo (John Broadus Watson – 1.878-1.958), ou Psicologia Comportamental, foi inspirado na escola pavloviana da Reflexologia (Ivan Petrovich Pavlov – 1.849-1.936). Essas escolas deixaram de lado a noção de consciência e introspecção para estudar o comportamento humano unicamente em termos de estímulos do ambiente e respostas físico-químicas, a conexão estímulo/reação e o reflexo condicionado. A Psicologia Comportamental de Karl Spencer Lashley (1.890-1.958), de Edwin Ray Guthrie (1.886-1.959) e de Burrhus Frederic Skinner (1.904-1.990), segundo a qual a conduta humana é composta por reações simples, como os reflexos, sejam eles condicionados ou evolutivos, é derivada também da mesma linha de pensamento. Ou seja, o comportamento humano seria uma reação do indivíduo ao ambiente em que vive.

     

    Embora verdadeiro em essência, é limitado em explicar o ser humano como um todo, pois explica apenas a porção mecanizada do ser humano, explica apenas um dos níveis de energia presente no mesmo:

     

     

    “A ‘caixa-preta’, como às vezes a mente é referida, ... vinga-se perturbadora e implacavelmente do seu desqualificador, fugindo de seus esquemas e tabelas. ... Os neobehavioristas estão cada vez mais tolerantes... levando mais em consideração o que denominam ‘conduta privada’” .

     

    Roberto Crema

    psicólogo transpessoal,

    no livro Análise Transacional centrada na pessoa... e mais além - pág 20

     

     

    Enquanto a escola predominante afirmava que o ambiente externo era quem determinava quem o indivíduo iria ser, a escola psicanalítica, criada por Sigmund Freud (1.856-1.939), via o homem como um ser de instintos e a sociedade como sinônima de repressão, causando no desenvolvimento humano uma necessidade de se renunciar aos instintos como forma de ser aceito, gerando infelicidade e neurose. Criou o conceito de que o ambiente interno do Ser, através do inconsciente com seus instintos e pulsões, era o determinante da conduta do Ser.

     

    Assim, a Psicanálise vê o inconsciente como um sistema caótico de tensões, originadas desde a mais tenra infância, às quais se deveria trazer à consciência com o intuito de reestruturar a personalidade e de entender a sua infelicidade, e não de buscar a própria felicidade. O estudo psicanalítico focaliza prioritariamente a patologia e o extremo sofrimento diante da própria impotência e da limitação humana.

     

    Mas, novamente, essa é uma visão verdadeira embora limitada do homem. O homem não está destinado a ser vítima de seus instintos nem todos os seus problemas tiveram origem na infância. Vendo isso, vários discípulos de Freud, sem negar a importância da psicanálise, viram que era necessária uma ampliação dos horizontes para que fosse possível se explicar lacunas na teoria psicanalítica. E assim surgiram Adler, Jung, Reich, etc., com teorias que explicaram outros aspectos psico-energéticos do ser humano.

     

    Surgiu então, na década de 1950, com Carl Ransom Rogers (1.902-1.987) e Abraham H. Maslow (1.908-1.970) com sua Psicologia Humanista: a terceira revolução da Psicologia Moderna. O Humanismo representou uma reação crítica ante ao mecanicismo behaviorista e pavloviano, que viam o homem como uma máquina, colocando de lado os aspectos afetivos e emocionais, e uma oposição ao pessimismo freudiano, não necessariamente os negando, mas enfocando o potencial criativo e de saúde humano, sua vocação à vida. A visão do Ser Humano no humanismo é a de um ser criativo, com capacidades de auto-reflexão, decisões, escolhas e valores. Abraham Maslow é considerado fundador desse movimento. Uma das funções da forma humanista de se analisar a psicologia é resgatar o sentido da vida próprio da condição humana. Maslow afirmava que o homem seria um Ser com poderes e capacidades inibidas que adoecia não somente por ter aspectos patológicos, mas, muitas vezes, por bloquear elementos saudáveis. Reconhece a existência de capacidades latentes de auto-regulação e autodesenvolvimento no ser humano que o podem levar ao desenvolvimento pleno com vistas à auto-realização.

     

    Porém, o próprio Maslow  afirmou:

     

    "Considero a Psicologia Humanista, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Psicologia, ainda "mais elevada", transpessoal, transumana, centrada mais no cosmos do que nas necessidades e interesses humanos, indo além do humanismo, da identidade, da individuação... Necessitamos de algo "maior do que somos", que seja respeitado por nós próprios e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico..."

     

    Vitor Frankl, Stanislav Grof, James Fadiman e Antony Sutich uniram-se a Maslow e oficializaram, em 1968, a Psicologia Transpessoal, enfocando o estudo da consciência e o reconhecimento dos significados das dimensões espirituais da psique. Essa quarta força surge do encontro da Psicologia com a ciência moderna e com as tradições de sabedoria, estudando pos estados ampliados de consciência, aos quais a sabedoria milenar denomina supra ou superconsciência. A Psicologia Transpessoal adicionou, ainda, uma outra dimensão importante, que é espiritualidade, reconhecendo-a como um aspecto importante e legítimo da psique humana. Esta abordagem traz uma radical diferença da psicologia acadêmica, que destituiu a espiritualidade de alguma forma e de algum nível de sofisticação e a caracteriza como superstição, pensamento mágico primitivo, imaturidade emocional ou patologia. Um outro importante aspecto da Psicologia Transpessoal é que ela estuda o espectro inteiro da experiência humana, incluindo os estados incomuns de consciência, particularmente, várias formas de experiências místicas.

     

    A Psicologia Transpessoal foi profundamente influenciada pelas experiências e observações dos estudos de estados incomuns de consciência, tais como aqueles que ocorrem durante práticas xamânicas, ritos aborígenes de passagem, os mistérios antigos de morte e renascimento, sessões psicodélicas e várias formas de práticas espirituais (incluindo diferentes escolas de yoga, Budismo, Taoísmo, Sufismo, misticismo Cristão, etc.).

     

    Stanilav Grof cunhou o termo "transpessoal", após quatro décadas de exploração sistemática do potencial terapêutico, transformativo e evolucionário dos estados incomuns de consciência. Ficou aproximadamente a metade deste tempo conduzindo terapia com substâncias psicodélicas, primeiro na Tchecoeslováquia, no Instituto de Pesquisa Psiquiátrica, em Praga, e depois nos Estados Unidos, no Maryland Psychiatric Research Center, em Baltimore.

     

    Passou então, desde 1975, a trabalhar com respiração holotrópica, um poderoso método de terapia e auto-exploração, que desenvolveu juntamente com sua esposa Christina Grof. Através dos anos, também apoiou muitas pessoas passando por crises psico-espirituais ou "emergências espirituais", como eles chamavam. O denominador comum destas três situações é que elas envolviam estados incomuns de consciência ou, mais especificamente, uma importante subcategoria delas, que denominei holotrópico. Em terapia psicodélica, estes estados são induzidos pela administração de substâncias ou plantas, que alteram a mente. No trabalho com a respiração holotrópica, a consciência é mudada pela combinação de respiração mais rápida e profunda, música evocativa e liberação de energia, através de trabalho corporal. Em emergências espirituais, os estados holotrópicos ocorrem espontaneamente, no cotidiano e sua causa é usualmente desconhecida. Segundo Grof (In Fadiman, J. & Frager, R. - Teorias da Personalidade, Editora Harbra, São Paulo, 1986, pág 168)

     

    "No estado de consciência 'normal' ou usual, o indivíduo se experimenta existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela extensão, fisicamente determinada, de seus órgãos de percepção externa; tanto a percepção interna quanto a percepção do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e do tempo. Em experiências psicodélicas de cunho transpessoais, uma ou várias destas limitações parecem ser transcendidas. Em alguns casos, o sujeito experiência um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger outros indivíduos e elementos do mundo externo. Em outros casos, ele continua experienciando sua própria identidade, mas numa percepção de tempo diferente, num lugar diferente ou em um diferente contexto. Ainda em outros casos, o indivíduo pode experienciar uma completa perda de sua própria identidade egóica e uma total identificação com a consciência de uma 'outra' entidade. Finalmente, numa categoria bastante ampla destas experiências psicodélicas transpessoais, a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com a sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências do mundo tridimensional".

    [CRÉDITOS IMAGEM]

     



    Escrito por artebrasilis às 10h38
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    A VIAGEM DE ARIEL OU UM CONTO DE NATAL

    ATRAVÉS DA SENSIBILIDADE DA AMIGA MÔNICA, CONHECI SUA IRMÃ, CATARINA. DESTE ELO DE IDENTIDADE, DE IDÉIAS, PROFISSÃO E BLOGS, SURGIRAM PLANOS DE PARCERIA. TUDO MUITO RÁPIDO, CONVIDOU-ME PARA APRESENTAR UM CONTO EM SEU BLOG "EDUCAR". VASCULHEI MEUS GUARDADOS E "PESQUEI" UM ANTIGO CONTO DE NATAL. DAÍ COMEÇOU O TRABALHO DA ARTISTA...CATARINA ENTROU NO CONTO E DEU COR AOS PERSONAGENS. QUE COISA BOA. CONVIDO O AMIGO LEITOR PARA EMBARCAR NESTA FANTASIA...E VISITAR OUTROS CONTOS E TEXTOS DO BLOG DE CATARINA. EMOÇÕES COMO ESTA NÃO TEM PREÇO...


    A Viagem de Ariel ou Um Conto de Natal

    22 Julho 2008 por Catarina Landim - BLOG EDUCAR

    Texto de Vera Guidi

    Ilustração de Catarina Landim 

    [ ACESSE O PORTFÓLIO DE CATARINA AQUI ]

     

     Blog Educar: A viagem de Ariel ou Um conto de Natal

    Quem conhece o Ariel ?

    Ariel - pra quem não sabe - é um menino super-legal, que tem a maior curiosidade sobre as coisas do mundo!

    Seu coração é puro, cheio de amor. Amor de criança, que agradece todos os dias pela sua vida, pelas pessoas que ama, pelo seu corpinho de menino. De olhos bem espertos, que não param de espiar.

    Mas o que Ariel mais gosta é de pensar!

    Os adultos vivem dizendo: — Ôh, menino, você tá no mundo-da-lua ?

    É que o Ariel, nessas horas, está pensando…pensando…Acreditam que ele pode viajar com o pensamento?

    Certo dia, ele andava meio quieto, tristinho. Ninguém notou, já era no finzinho da tarde, quase noite. Os adultos estavam ocupados com seus afazeres, correndo pra lá e pra cá.

    E o Ariel estava com a cabeça quente, sentado no jardim. Pensando, sismando, como costuma fazer.

    No seu pensamento havia uma interrogação enorme. Numa concentração sem tamanho!Sua expressão estava séria, a testa enrugada. Como pode um menino pequeno estar tão sério?

    Será que criança só brinca? Ou será que criança também percebe o que se passa ao seu redor?

    E olhava para o céu, pensando, pensando.

    O que será que ia na sua cabecinha, heim? Faz de conta que a gente pudesse ler os seus pensamentos, como num papel escrito…

    Então daria pra saber que o Ariel estava assim porque andou ouvindo comentários e notícias da televisão…

    Nossa! Só se fala em guerras, os povos estão brigando…

    Os adultos nem percebem, acham que criança não entende. Ele anda escutando tudo, sim. 

    Sabem…

    É final de ano, e o Ariel sempre gostou de comemorar o Natal!

    Das histórias, das cores, da música, do rosto alegre das pessoas.

    Mais importante que presentes são os abraços que se recebe neste dia…  Ele acha que nesta época o coração das pessoas fica meio “amolecido” de Fraternidade.

    Pena que não ficam assim no resto do ano… Que pena…

    Em sua cabecinha de menino, ele acha que não vai ter esse clima de amor, neste ano…

    Ele até anda brincando menos com seu cãozinho Tigre. Mas o Tigre, que é um amigo fiel, apesar de estranhar o seu silêncio, está respeitando o seu momento quieto.

    Será que o Ariel entende mesmo o que acontece no mundo dos adultos?

    Assim, quietinho, Ariel foi espiando a noite chegar e eis que viu uma luzinha perto de seu ombro.

    Será que era um vaga-lume? Só que a luzinha foi aumentando de tamanho, meio azulada, brilhando forte. Nossa – pensou – que será essa luz ?

    Piscou forte, uma, duas vezes, e se transformou numa silhueta feminina, toda clara.

    Não deu medo, pois era uma figura muito bonita…

    Exclamou: — Você é uma fada, como as das histórias!

    A linda moça lhe disse: — Ariel, não sou uma fada, mas uma amiga sua e de seus pensamentos. É verdade que eles estão lhe deixando triste, ultimamente?

    — É sim, disse o menino, você sabe o que se diz por aí? Que ninguém entende ninguém, neste mundo só de guerras…

    — Eu sei, o desenrolar dos acontecimentos… É com o que se preocupa, não?

    — Sim, acho que me enganei sobre as pessoas do mundo.

    Sorrindo, a amiga perguntou:

    — Gostaria de fazer uma breve viagem comigo? Preciso lhe mostrar algumas coisas deste mundo…

    Me dê as suas mãozinhas, feche seus olhos e prometa que não terá nenhum tipo de medo. Ariel sentiu uma forte energia que envolvia seu pequeno corpinho, que decolava rapidamente para o alto, como num foguete de brinquedo do parque de diversões. Não abriu os olhos, até a amiga dizer que sim. Confiava que tudo ia acabar bem.

    — Veja agora, Ariel, onde viemos parar.

    Estavam agora em um belíssimo recanto, de relva verdinha, milhares de flores iluminadas pelo Sol, rodeados da mais encantadora Natureza. Pequenos animaizinhos corriam livremente, borboletas e passarinhos pousavam em suas mãos, ombros, cabeças, saudando sua chegada.

    — Que lugar lindo!

    — É um de meus preferidos. Sentemos debaixo daquela árvore. Tenho um livro para lhe mostrar. Vai gostar…

    Acomodados, a amiga pegou um grande volume, de rica encadernação e disse:

    — Ariel, este é um livro diferente, como verá. Na medida que o folhearmos não só verá as gravuras, mas sentirá as sensações nelas contidas. E sabe de uma coisa…é apenas um volume de uma coleção infinita…

    — Como se chama? perguntou apressado e curioso.— É o LIVRO DAS BOAS AÇÕES.

    E começaram a vê-lo, vagarosamente. A bela amiga lia em voz suave, cada capítulo era uma história. As página continham as mais belas imagens que Ariel jamais vira. E, como mágica, podia sentir as alegrias, as emoções contidas em cada gesto, ali representados com a maior precisão. Em seu rosto de menino brotavam lágrimas emocionadas, como dois riozinhos. Seu coraçãozinho, aquecido, iluminava-se. Uma aura intensa de amor envolvia-o da cabeça aos pés. Sorria o tempo todo, surpreso a cada instante.

    — É incrível! – dizia.

    E assim, passou-se o tempo. Um tempo que o relógio nem sentiu.

    A bela “fada”, como Ariel disse, encerrou dizendo:

    — Leve para sempre as lições destas lembranças reais. Irá buscá-las aos poucos, de dentro de si, em momentos de sua vida.

    “A Terra, sim, meu filho, passa por dias difíceis, conseqüentes de atos difíceis de toda a História da Humanidade.”

    “Mas a vida é muito mais…há milhares de tesouros escondidos, em todos os cantos do planeta. Tesouros que não são de moedas, mas de ações…”

    “O BEM nem sempre aparece claramente aos nossos olhos. Veja como podemos atravessar a escuridão apenas com nossa pequena tocha de AMOR. Não desista de amar. Espalhe seu AMOR, sem receio.”

    “Faça como os jardineiros. Plante sementes num pequeno jardim e siga adiante. Plante e confie. Pois os pássaros, o vento, os insetos, servidores do Equilíbrio, as espalharão em solos férteis.”

    Ariel fechou os olhos e imaginou um lindo jardim. Pensou que nunca esqueceria tão valioso ensinamento. 

    Quando abriu-os novamente, o cãozinho Tigre estava a olhá-lo fixo, pronto para latir, com seu olhar meigo, abanando o rabinho, feliz pela sua felicidade. Será que ele também vira a sua amiga?

    E por falar nisso, onde estaria ela, a sua “fada”?

    Ariel ainda a pressentia por ali.

    No peito, a certeza de um dia poderia viver novamente outra incrível aventura.

    Sentia algo diferente, maior do que o seu corpinho de menino pudesse carregar. Sentia um AMOR imenso pelas pessoas. Vontade de abraçar a todos e ajudar o próximo. Essa vontade, sabia, iria durar até ele ficar bem velhinho…

    Trazia consigo as imagens bem gravadas, mas não conseguia distinguí-las claramente… Apenas vinham à mente os sorrisos, a paz, a felicidade de servir, a sensação da gratidão, e muitos sentimentos mais…

    “ Ah, são estes os meus tesouros ! ”

    - Ei, amiga, esqueci de perguntar o seu nome. Antes de ir embora, me diga, por favor…

    Bem de longe, ainda pôde ouvir a suavidade de sua voz a dizer: 

    — Meu nome é ESPERANÇA!


    (CONTEÚDO SOB PROTEÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS: REPRODUÇÃO PERMITIDA PARA FINS EDUCATIVOS, CITANDO-SE AUTORIA DE TEXTO E ILUSTRAÇÃO, BEM COMO A FONTE DE ORIGEM)

     



    Escrito por artebrasilis às 08h58
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    N I N A - IMAGEM DO DIA

    ...ENQUANTO ISSO...NO QUINTAL DA CASA...

    "-NÃO, NINA...AÍ NÃO... VOCÊ NÃO CABE NESTA CAIXA !!!"

    21/07/2008



    Escrito por artebrasilis às 17h30
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    CONHEÇA O BLOG MÃO NA RODA

    O blog Mão na Roda, hospedado no Globo Online, trata-se de "um guia de sobrevivência de um cadeirante"

    ACESSE AQUI

    Nele, Bianca, Eduardo e Gabriella escrevem, voluntariamente, sobre o cotidiano de pessoas com deficiência, dão dicas de locais acessíveis, contam “causos” e levantam algumas questões para reflexão e discussão sobre o tema acessibilidade e inclusão. Tudo sempre de maneira leve e divertida.

    Perfil dos autores

    • Eduardo Camara
      Cadeirante, carioca, 32 anos de idade e 9 de cadeira. 
    • Gabriella Zubelli
      Arquiteta e urbanista, especialista em acessibilidade. Mestranda UFRJ - PROURB
    • Bianca Marotta
      Andante, há pouco tempo namorando um cadeirante e aprendendo a ver o mundo com um novo olhar.

    Colaboradores

    • Cris Costa
    • Nickolas Marcon

    Locais Avaliados

    • Bares e Restaurantes
    • Cinemas
    • Pontos turísticos
    • Shows, Festas e Diversão Noturna
    • Outros Estabelecimentos

     

     

    FAÇA DOWNLOAD DA CARTILHA DE ACESSIBILIDADE

    "CIDADE CIDADÃ" (PDF) > AQUI

    Realização:
    Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES
    Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH


    VEJA TAMBÉM:  Entrevista com dois dos autores do blog Mão na Roda para o Programa Especial da TVE Brasil (13 de fevereiro de 2008).



    Escrito por artebrasilis às 16h08
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    A VALIOSA VIDA DE FELIPE QUARTERO

    Felipe Quartero

     

    Em suas palestras ele utiliza o próprio exemplo para motivar as pessoas a valorizarem a vida

    Revista Sentidos - Reportagem: Claudia Gisele
    Inserida em: 21/5/2007
    Felipe Quartero, 26 anos (matéria de 2007), se dedica a uma tarefa que ele próprio se propôs: mostrar que a vida é valiosa. Pode parecer simples, pois todos sabem que a própria vida tem valor - pelos menos na teoria. Conhecendo a história de Felipe é que se tem dimensão do que ele quer ensinar. Apesar de ser única, ela pode ser contada de duas formas. Pode ser a história triste de um garoto que aos cinco anos precisou começar a acostumar-se com a idéia de aos poucos ir perdendo os movimentos do corpo. E pode ser a história vitoriosa de alguém que soube transformar a doença em um desafio, soube driblar dificuldades para viver intensamente o que considera seu bem mais precioso: a vida.

    Por ter Distrofia Muscular de Duchene [CLIQUE NO TÍTULO PARA SABER MAIS SOBRE A DISTROFIA] uma doença neuromuscular degenerativa e progressiva, Felipe aprendeu conviver com a perda crescente de movimentos do corpo. Com objetivo de fazer com que a própria experiência estimule positivamente outras pessoas é que desenvolve o projeto Valiosa Vida, que inclui exposição de conteúdo em um site e palestras motivacionais. Sua base de trabalho é em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo. Lá, ele também atua como professor de informática e tem uma rotina agitada, que inclui dança, teatro e produção de textos. Felipe também escreve poesias, o que não poderia ser diferente. Afinal, seu propósito de vida por si só é um poema.

    No Valiosa Vida você ministra palestras em empresas e universidades. Como tem sido esta experiência?
    A idéia do Projeto Valiosa Vida é levar as palestras para todos os locais e públicos, pois o tema é a vida, algo que interessa a todas, sem distinção. Já falei para empregados de uma empresa, alunos de diferentes cursos superiores e em algumas instituições. Tem sido uma experiência muito rica para mim, que tenho me conhecido cada vez mais, e também para quem assiste as palestras. A reação das pessoas costuma ser positiva. Muitos relatam que passaram a ver a vida com outros olhos. Minha principal intenção é proporcionar um momento de reflexão sobre o valor que elas têm dado para suas vidas e transmitir uma mensagem de que tudo é possível quando nos damos conta de que as verdadeiras limitações estão dentro de nós.

    Quando resolveu iniciar esse projeto e o que o motivou a dividir suas histórias com outras pessoas?
    Iniciei esse projeto em 2003, quando ministrei minhas duas primeiras palestras. Mas tudo começou muito antes disso. Minha deficiência física desperta muita curiosidade e as pessoas sempre quiseram entender o que eu tenho. Eu sempre gostei de explicar para elas. Afinal é um assunto que faz parte de minha vida, que diz muito sobre quem sou. As pessoas me faziam perguntas, mas tinham receio que me chateasse. Mas na verdade eu sempre gostei que as perguntas fossem feitas, pois me davam a oportunidade de falar a meu respeito. Portanto, desde pequeno dividi minhas histórias com os outros de forma bem natural, parece que meu caminho como palestrante já vinha sendo traçado.
    A primeira vez que pensei em fazer palestras foi em 2001, incentivado pela Márcia, minha psicóloga na época. Eu tinha muita vontade, mas não me sentia preparado. O tempo passou e a vontade permaneceu. Até que em 2003, um outro psicólogo, o Fabiano Puhlmann, ao saber de meu interesse pelas palestras, me lançou em dois eventos que tratavam de assuntos relacionados às pessoas com deficiência. Foi a realização de um grande desejo e a descoberta de uma vocação. Aprendi muito com tudo que aconteceu em minha vida até aqui e julgo ser um desperdício imenso guardar toda essa riqueza só para mim.

    Como é sua rotina de trabalho? Onde leciona?
    Antes de responder essa pergunta farei um breve histórico de minha trajetória profissional. Comecei a trabalhar quando cursava o 3º ano de Ciências da Computação, em 2001. Fiz estágio no departamento de informática da própria universidade. Depois de formado, em 2003, passei a trabalhar em casa desenvolvendo software para uma empresa e dando aula particular de informática. Depois passei só a dar aulas e fazer algumas palestras. Entre 2004 e 2006 dava aulas de informática em casa e na Instituição Beneficente Nosso Lar (IBNL). Atualmente, dou aulas apenas em casa. Meu tempo é divido entre as aulas, palestras, administração de meu site e o livro que estou escrevendo.

    Comente sobre a experiência na faculdade de Ciências da Computação? Teve problemas de acesso, por exemplo?
    Ingressei na faculdade em 1999 e me formei em 2002. Tenho saudades da época da faculdade, do ambiente acadêmico, do relacionamento com alunos e professores de diferentes cursos, dos amigos e confraternizações. Sim, tive algumas dificuldades com acesso, mas também tive soluções. Havia muita coisa na universidade que não era acessível. Faltavam guias rebaixadas nas entradas de alguns edifícios e era preciso enfrentar escadas para se chegar aos dois principais auditórios. Mas, por outro lado, sempre tive o respaldo da universidade. Construíram rampas, providenciaram uma mesa adequada as minhas necessidades e as salas onde eu estudava eram acessíveis. Enviei uma carta a reitoria solicitando o rebaixamento de guias, a instalação de rampas e elevadores por todo o campus. A maioria das solicitações foram atendidas e, atualmente, a Universidade Metodista de São Paulo(UMESP) é muito mais acessível. Ainda há o que melhorar, mas o importante é que lá existe a preocupação com essa questão. Há todo um movimento nesse sentido. Existe um fórum sobre o assunto em atividade e até foi criado um departamento para cuidar da acessibilidade, em todos seus aspectos, na universidade.

    Você é muito bem resolvido em relação a sua deficiência. Sempre foi assim?
    Bem resolvido sim, mas não totalmente. Desde pequeno tive de lidar com perdas, pois aos poucos ia deixando de fazer as coisas da forma como fazia anteriormente. Fui aprendendo a me adaptar às mudanças de meu corpo. Com o passar dos anos a distrofia foi avançando e fui vivendo minha vida. A doença me acompanhou desde de o início, portanto, sempre foi natural para mim. Mas essa naturalidade não significa que tudo tenha sido sempre fácil. Muitas vezes foi duro encarar a realidade e ainda há momentos em que é difícil.
    Foi, continua sendo e sempre será um processo de aprendizado pessoal. Muito foi resolvido, mas ainda há muito por resolver.

    Quais são seus planos pro futuro?
    Os planos são muitos. Quero continuar a fazer palestras, terminar de escrever e publicar minha autobiografia e publicar um livro de poesias. Além disso, faço parte de um grupo de dança e estou me iniciando no teatro.
    [ link com a matéria ]
     

     

     

    CONHEÇA O SITE DE FELIPE QUARTERO

     

    Esse é um espaço de valorização à vida, nossa maior preciosidade. Aqui o trabalho se dá através de várias frentes, para saber mais acesse Sobre o Valiosa Vida, ou comece a navegar pelo site.

     

    Aproveite sua estada e lembre-se: a vida é mais que importante, é Valiosa. Portanto preserve-a em todas as suas formas!!!

     

    Volte sempre que desejar, será um imenso prazer recebê-lo!

     

    Felipe Simões Quartero

    Criador do Valiosa Vida

     

    Conteúdo do site:

     

    Palestras que contribuem para sensibilizar e proporcionar reflexões existenciais, trazendo renovação de valores e forças, desmistificando a crença num mundo ameaçador e limitante, estimulando a motivação

    para um melhor desenvolvimento pessoal e profissional.  

         

    Artigos, textos e poesias que nos convidam a pensar e sentir.  

         

    Conheça um pouco de minha história.   

     

    Vídeo: 

    Maria Clara Migowski, presidente da Associação Carioca de Distrofia Muscular, no Programa Especial da TVE-Brasil abordando a ACADIM e a distrofia muscular progressiva em 19/06/2007

    ACADIM: http://www.acadim.com.br



    Escrito por artebrasilis às 14h40
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    OFICINA DE CRIAÇÃO

    MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO

    (PRANCHAS PARA TEMAS e SEQÜÊNCIA EM POWER POINT)

    ~ PRODUÇÃO: ARTEBRASILIS ~

    REPRODUÇÃO DA IMAGEM PERMITIDA PARA FINS EDUCATIVOS, CITANDO-SE FONTE



    Escrito por artebrasilis às 09h21
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    UM "SPAGHETTI" ANIMADO

    O AMIGO EDUARDO SANTOS INDICOU...

    E DICA DE ARTISTA A GENTE PRESTA A MAIOR ATENÇÃO !!!

    REALMENTE, ESTA ANIMAÇÃO É DE PRIMEIRA, EDUARDO !

    FEZ LEMBRAR OS TEMPOS DE OFICINAS DE ANIMAÇÃO, NA FAAP-SP.

    CHEGUEI A FAZER A TÉCNICA COM MASSINHA E OBJETOS... PARECE FÁCIL...

    MAS NÃO É !

    ADOREI O "SPAGHETTI". MUITO CRIATIVO.

     

    Western Spaghetti

    Animação em stop motion


    Stop motion é um modalidade de animação que utiliza modelos reais em diversos materiais, dentro dos mais comuns, estão a massa de modelar, ou especificamente massinha (em Portugal, plasticina). No cinema o material utilizado tem que ser mais resistente e maleável, visto que os modelos têm que durar meses, pois para cada segundo de filme são necessárias aproximadamente 24 quadros (frames).

    Os modelos são movimentados e fotografados quadro a quadro. Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. Nesta fase podem ser acrescentados efeitos sonoros como fala ou música. Um dos muitos filmes feito com a técnica de stop motion foi O Estranho Mundo de Jack (1993), de Tim Burton. A Fuga das Galinhas, A Noiva Cadáver, Wallace e Gromit são exemplos de filmes em stop motion. São várias as vertentes do cinema criado com esta ideologia, majoritariamente trabalhos de animação, pelo o que os trabalhos ficam com um toque característico distinto. FONTE: WIKIPÉDIA


    Western spaghetti é como são chamados os westerns realizados por diretores italianos. Embora fossem produzidos na Itália, a grande parte dos filmes era rodada na Espanha, na região da Almería, que se parecia com o Velho Oeste Americano. Nessas produções haviam atores das mais diversas nacionalidades: americanos, italianos, espanhóis, alemães, etc. Foram feitos mais de 600 filmes entre 1963 e 1977. Esses filmes eram uma maneira do cinema europeu faturar em cima do sucesso dos westerns americanos, que estavam em baixa em Hollywood na época. Já no fim da década de 1960 os filmes decaíram de popularidade. No Brasil, convencionou-se chamar este estilo de filmes por "Bang-Bang à Italiana", emprestando o nome de uma famosa sessão de filmes da TV Record de São Paulo, exibida até meados dos anos 1980. FONTE: WIKIPÉDIA


    A SUGESTÃO É:

     
    CLIQUE AQUI E ACOMPANHE O PASSO-A-PASSO
     


    Escrito por artebrasilis às 21h52
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    A GATA DA SEMANA

    Para os amigos, a "gata da semana"

    ~ imagem capturada em 17/07/2008 ~

    ~ artebrasilis ~

    (reprodução permitida, citando-se autoria e fonte)

     



    Escrito por artebrasilis às 21h24
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    CONHEÇA A PASTILHA DE BACTÉRIAS

    22/05/2007 - Revista Época | Edição nº 470

    O homem que vende bactérias

    A história do empreendedor brasileiro que exporta micróbios para reciclar lixo

    Por Maria Laura Neves

    [ link com o artigo ]

     

    APOSTA VERDE
    Luiz Chacon, em São Paulo. Ele começou a vender produtos ecológicos para indústrias quando o mercado ainda achava isso uma bobagem

    O empreendedor paulistano Luiz Chacon, de 32 anos, não fez faculdade de Biologia e tem pouca familiaridade com um microscópio. Mas é o fundador de uma das empresas de biotecnologia mais promissoras do país, a SuperBac. No ano passado, ele conseguiu realizar o sonho de qualquer pequeno empresário. Depois de 12 anos em busca de um parceiro para o mercado internacional, fechou contrato com uma multinacional para exportar seus produtos e recebeu capital de um fundo de investimentos. Até 2010, seu faturamento deverá saltar de R$ 5 milhões para R$ 40 milhões por ano. "A SuperBac tem potencial para conquistar o mercado global", diz Paulo Veras, diretor-geral da Endeavor, uma entidade sem fins lucrativos que apóia o empreendedorismo.

    Formado em Administração de Empresas, Chacon fundou a SuperBac com 19 anos, ainda estudante. "A biologia está nos meus genes", diz. Seu avô, Dinoberto Chacon, foi um biólogo renomado do Instituto Butantan, em São Paulo. Seu pai era sócio de uma empresa de biotecnologia ligada a empresas de petróleo. Ele começou a trabalhar lá, aos 16 anos. "Quando percebi que a solução que aplicávamos nas petrolíferas para limpar tubulações de óleo poderia ser usada em outras indústrias, decidi ter minha própria empresa", diz. O primeiro produto da SuperBac, em 1994, foi uma espécie de detergente verde, feito a partir de uma mistura de bactérias que se alimentavam da gordura do cacau e transformavam os resíduos em água e gás carbônico. De lá para cá, Chacon criou mais misturas de bactérias capazes de limpar resíduos químicos, aplicadas em fábricas de cosméticos, oficinas mecânicas e na indústria de papel e celulose.

    Até o ano passado, Chacon não conseguiu produzi-las em escala industrial. Não tinha financiamento para fazer pesquisas que melhorassem sua tecnologia. "Ninguém queria saber de produtos ecologicamente corretos até pouco tempo atrás." Em janeiro do ano passado, ele fechou um contrato de fornecimento de pastilhas de bactérias de uso industrial para uma das maiores empresas de higiene pessoal e limpeza do mundo, a americana Johnson Diversey. A linha para exportação recebeu o nome de Safe Bio Box e deverá chegar a mais de cem países ainda em 2007. Depois do acordo, ele pôde se tornar sócio da maior empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, a Bio Green Planet, onde já produzia suas bactérias. Com o apoio da Bio Green Planet, conseguiu satisfazer os padrões internacionais de durabilidade dos compostos.

    Nos próximos meses, Chacon deverá anunciar quatro novas parcerias com empresas americanas. A diferença dos novos contratos é que os produtos deverão ser vendidos ao consumidor final, e não a clientes corporativos. "Estamos finalizando um contrato com uma rede varejista para fornecer produtos de limpeza biológicos nas gôndolas de supermercados do exterior." Chacon afirma que ainda devem ser lançados um fertilizante para plantação de cana-de-açúcar e um limpa-fossas feito com bactérias. A expansão atraiu investimentos do Banco Sofisa, de R$ 5 milhões. Outros fundos dizem que pretendem apostar na SuperBac.

    "O desafio para Chacon, agora, é conter a empolgação", diz Veras, da Endeavor. "Ele não pára de ter idéias para expansão da empresa." Uma delas é criar uma mistura de bactérias para limpar águas poluídas ou atingidas por vazamento de petróleo. "Todo mundo associa bactérias a doenças", diz Chacon. Para ele, as bactérias se tornaram uma fonte de renda.

    Foto: Marcelo Soubia/ÉPOCA



    Escrito por artebrasilis às 15h14
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    SÃO PAULO NOTURNO

     
     
    IMAGEM CAPTURADA - SEM RETOQUES
    - INÍCIO DA NOITE - ÚLTIMA SEXTA, DIA 18/07/08
    DÉCIMO QUARTO ANDAR - EDIFÍCIO NO BAIRRO ITAIM-BIBI, SÃO PAULO, CAPITAL
    - ARTE-BRASILIS - (REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADA A FONTE)
     

    CURIOSIDADES SOBRE O BAIRRO

    O nome Itaim Bibi provém de uma chácara, um general e um apelido. A história do bairro começou em 1896 quando o General José Vieira de Couto Magalhães adquiriu uma extensão de 120 alqueires, que era propriedade de Bento Ribeiro dos Santos Camargo. Essas terras não tinham muito valor, pois eram inundáveis. Sua função era meramente recreativa para caça e pesca e possuía árvores frutíferas (principalmente a jabuticabeira). Embora não tivesse se casado, o general teve um filho, José Couto de Magalhães com uma índia do Pará.

    Em 1898, com a morte do general, seu filho herdou o local, conhecido como Chácara do Itahim. Em 1907, Leopoldo Couto de Magalhães, irmão do general, comprou por 30 contos de réis as terras, fixando residência no lugar.

    Bibi (bebê->bibi) era como as escravas chamavam o filho do médico Leopoldo Couto Magalhães, dono da Chácara Itaí (pedra pequena, na grafia arcaica Itahy). A palavra Bibi viria a acompanhar o nome do bairro, antes chamado Rio das Pedras.

    O menino cresceu e ficou o seu Bibi. A rua Renato Pais de Barros se chamava rua Bibi, em sua homenagem. A rua João Cachoeira, nome de um escravo da família que, dizem, vivia cantando e contando causos por ali. A sede dessa Chácara Itaí, hoje conhecida como Casa Bandeirista do Itaim, localiza-se no início da atual rua Iguatemi. Tombada pelo Patrimônio Histórico foi, porém, destruída pelos seus atuais proprietários. Antes, por vários anos, foi um sanatório (Casa de Saúde Bela Vista), fundado em 1927 pelo médico Brasílio Marcondes Machado, onde doentes mentais ou dependentes químicos de famílias abastadas se tratavam.

    Com o falecimento do Dr. Leopoldo, o local foi dividido entre seus herdeiros. Leopoldo Couto Magalhães Júnior, o Bibi, que era conhecido por possuir um dos primeiros automóveis da região e pelo hábito de usar boné de bico, continuou residindo na casa até a segunda metade da década de 1920.

    O filho de Bibi, Dr. Arnaldo Couto de Magalhães foi o responsável pelo loteamento da chácara. Na década de 20, houve o surgimento de pequenos sítios de um hectare, vendidos a italianos vindos da Bela Vista. Eles produziam verduras e legumes para o abastecimento local e dos bairros vizinhos.

    As terras foram vendidas e revendidas entre a década de 1920 e a década de 1950 e, com a ocupação da várzea próxima ao rio Pinheiros, propiciou atividade a barqueiros, olarias e portos de areia, que forneciam tijolos e telhas para construções. Para diferenciá-lo do Itaim Paulista, os moradores da região passaram a referir o local como os “terrenos do Bibi”. Atualmente a antiga rua do Porto leva o nome de rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior.

    Até a década de 30, a ocupação populacional do Itaim Bibi se restringiu ao quadrilátero formado entre o Rio Pinheiros e as atuais avenidas Nove de Julho, São Gabriel e Juscelino Kubitscheck. Depois dos anos 50, o bairro começou a enfrentar um grande crescimento, causando o desaparecimento de chácaras e sítios.

    O saneamento e canalização do Córrego do Sapateiro, na década de 1970, deram origem à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, o que valorizou o bairro. Esgotadas as áreas disponíveis em outros bairros, as imobiliárias voltaram-se então para o Itaim, fundamentalmente pela ausência de restrições impostas pelo loteamento.

    (...) O núcleo inicial do bairro (residências, quitanda, açougue, padaria, farmácia) se modificou progressivamente. O comércio ampliou-se e deixou de servir somente o bairro, passando a atender também outras áreas. O Itaim Bibi perdeu sua característica de bairro popular.

    Pessoas de diversos bairros são atraídas para o Itaim Bibi por causa do seu variado comércio e alto padrão de seus restaurantes, tudo isso aliado à facilidade de circulação.

     

    SAIBA MAIS SOBRE O BAIRRO: ITAIM ONLINE



    Escrito por artebrasilis às 14h47
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    QUE, COMO, QUANDO E POR QUE ?

      (7'41'')

    Um vídeo da Siamar, uma das mais importantes empresas de treinamento corporativo em todo o mundo, intitulado Visão do Futuro.

    "Apesar de ter sido produzido há décadas, no final do vídeo é contada uma história sobre a Estrela do Mar e que nos faz refletir sobre nossas ações de hoje e seu resultado no futuro."


    (Vídeo em espanhol e tradução logo abaixo)


    (...) Há uma história que eu queria contar a vocês. Ela foi inspirada nas obras de Loren Eiseley. Eiseley era uma pessoa muito especial porque combinava a arte e a ciência. Ele era cientista e poeta. E dessas duas perspectivas ele escreveu obras profundas e atraentes sobre o nosso mundo e o nosso papel nele.

    Era uma vez, um homem muito sábio que costumava ir à praia para escrever. Ele tinha o costume de caminhar pela praia antes de começar a trabalhar. Um dia ele estava passeando pela areia. Ao olhar mais adiante ele viu um vulto humano que se movia como uma bailarino. Ele sorriu ao pensar em alguém que dançasse o dia todo. Então, ele apertou o passo para alcançá-lo. Quando chegou mais perto viu que se tratava de um rapaz, e que o rapaz não estava dançando mas estava se abaixando, pegando algo na areia... e cuidadosamente atirando ao oceano.

    Quando chegou mais perto ele gritou:

    - Bom dia, o que você está fazendo?

    O jovem parou, olhou para ele e respondeu:

    - Jogando estrelas-do-mar no oceano.

    - Eu acho que devia ter perguntado porque está jogando estrelas-do-mar no oceano. O sol está à pino e a maré está baixando.

    - Se eu não as jogar lá elas vão morrer.

    - Mas meu caro, você não percebe que há milhas e milhas de praia e estrelas-do-mar em todas elas? Realmente pensa que pode fazer alguma diferença?.

    O jovem escutou atentamente. Então, se curvou, pegou uma outra estrela-do-mar .... e a jogou no mar para lá da arrebentação e disse:

    - Fez diferença para essa aí.

    Sua resposta surpreendeu o homem; ele ficou confuso, não sabia o que responder. E assim, ele virou às costas e voltou para casa para começar a escrever.

    O dia inteiro, enquanto escrevia, a imagem daquele rapaz ficou em sua mente. Ele tentou ignorá-la, mas a visão persistia.

    Finalmente, ao cair da noite, ele percebeu que, ele, o cientista; ele, o poeta, havia deixado passar a natureza básica e essencial da ação do jovem.

    Foi quando ele percebeu que o que o jovem fazia era uma opção por não apenas ser um observador do seu mundo, mas optara por participar ativamente, agindo e fazendo alguma diferença. Ele ficou envergonhado. E naquela noite foi se deitar preocupado. Ao raiar da manhã acordou sabendo que devia fazer alguma coisa. Então, se levantou, vestiu suas roupas, foi à praia e encontrou o jovem. E junto com ele passou toda a manhã jogando estrelas-do-mar no oceano.

    Percebem o que os atos daquele jovem representam?

    É uma coisa muito especial em cada um de nós. Todos nós fomos dotados da capacidade de fazer alguma diferença, e se pudermos, como aquele rapaz, nos conscientizarmos dessem dom, conquistaremos, através da força de nossos atos o poder de mudar o mundo!

    E este é o meu desafio e o desafio de cada um de vocês!

    Cada um precisa achar a sua estrela-do-mar.

    E se jogarmos nossas estrelas bem e sabiamente, não tenho dúvida de que o século vinte e um será um lugar maravilhoso.

    PARAFRASEANDO O FINAL DESTE VÍDEO

    Um sonho sem ação não passa de um sonho.
    Ação sem sonho é só um passatempo.
    Um sonho com ação pode mudar o mundo.

     

     Sugestão de leitura: o artigo A Espiral da Ética - por Tom Coelho

    http://www.tomcoelho.com.br

    clique aqui



    Escrito por artebrasilis às 09h45
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