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    MULHERES-MÃES ~ POR CECÍLIA BORELLI



    Escrito por artebrasilis às 18h44
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    JARDIM DAS ESCULTURAS

    De autoria da artista Louise Bourgeois, uma gigantesca aranha de bronze, com cerca de 200 quilos e mais de 3 metros de altura, está exposta numa redoma de vidro construída para abrigá-la, ao lado do MAM - Museu Museu de Arte Moderna , de onde pode ser observada por quem passa pela Marquise do Ibirapuera (SP - Capital). 

    Imagens - Artebrasilis - 06/05/08 

     Jardim de Esculturas, com paisagismo de Roberto Burle Marx, é uma exposição permanente de esculturas concebidas para o espaço público.
    Ocupa uma área de 6 mil metros quadrados, onde se distribuem 30 obras da arte tridimensional brasileira.
    A maior parte delas pertence à coleção do museu.
    Localiza-se em frente à sede do MAM, entre os pavilhões da Bienal e da Oca, no Parque do Ibirapuera.


     ArteBrasilis - 06/05/08 - Escultura MAM ("Ciranda de Pedra" ?)



    Escrito por artebrasilis às 18h38
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    QUANDO VIDAS SE TORNAM FORMA...



    “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil / Japão
    11 Abr a 22 Jun


    O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a grande exposição de arte contemporânea brasileira e japonesa “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil / Japão”, sob curadoria de Yuko Hasegawa, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (MOT). A mostra marca as comemorações do MAM-SP por ocasião do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (iniciadas em 2007 com a mostra “Semear”, de Rinko Kawauchi) e abrange aspectos da arquitetura, da arte, da moda e do design em cerca de 140 obras (de 21 artistas brasileiros e 18 japoneses) que usam a tecnologia e o cotidiano e guardam relações entre si, mesmo vindas de culturas tão diferentes quanto a brasileira e a japonesa.

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    REGISTRO FOTOGRÁFICO:

     



    Escrito por artebrasilis às 18h02
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    MERCADO MUNICIPAL PAULISTANO

    As cores e sabores do Mercadão

    O Mercado Municipal Paulistano, ou simplesmente Mercadão, como é carinhosamente chamado por todos, é referência nacional em assunto de gastronomia. Por seus corredores coloridos por frutas, verduras, conservas, e especiarias, se encontram os mais diversos produtos e ingredientes, do mais simples ao mais raro.

    Ao entrar no Mercadão, o sentimento é de nostalgia. De saudades da época em que sentar em volta da mesa junto de amigos e familiares era rotina. As receitas eram feitas vagarosamente e saboreadas sem pressa. Felizmente, dentro desse espaço gastronômico, é possível encontrar atendimento atencioso e ingredientes de primeira qualidade.

    O mercado municipal de São Paulo é dividido em ruas batizadas com letras e números. Ao longo de seus vários corredores, 291 boxes vendem de tudo: de frutas do Amazonas como rambutã e cupuaçu a frutas secas do oriente como damasco e figo, de bacalhau norueguês a ovas de esturjão do Mar Cáspio, de queijos vindos da Serra do Canastra e da Serra da Estrela, de azeitonas gregas a presuntos espanhóis. Diariamente, aproximadamente 14 mil pessoas movimentam 350 toneladas de alimentos. Cada um atrás de aromas, sabores e cores que apeteçam a vida.

    O Mercado Municipal Paulistano

    O Mercado Municipal Paulistano foi projetado em estilo eclético pelo arquiteto Francisco Ramos de Azevedo. Sua inauguração, prevista para o início dos anos 30, foi adiada por causa da Revolução Constitucionalista de 1932. Utilizado como quartel-general das tropas paulistas, o local serviu de abrigo para armas e munições. Relata-se que os soldados treinavam a pontaria nos próprios vitrais do mercado.

    Em 25 de janeiro de 1933, aniversário da cidade, o mercado foi finalmente inaugurado. Suas características incluem fachadas sóbrias, com colunas internas e externas, e iluminação natural proveniente de clarabóias e telhas de vidro. Os vitrais que completam o conjunto ficaram a cargo do artista russo Conrado Sorgenicht Filho, e têm como temática o cotidiano dos trabalhadores rurais nos tempos áureos do café.

    Em 2004, o mercado passou por uma reforma para recuperar sua fachada e seus vitrais. O local ganhou ainda novas instalações como um mezanino com restaurantes, sala de eventos, além de fraldário e vestiário.

    Boxes para todos os gostos

    Num dos boxes do mercado, um freguês inspeciona com o olhar as diferentes tonalidades de vermelho de uma melancia. Assentada sobre um punhado de gelo, uma fatia da fruta é finalmente escolhida. Um outro senhor prefere degustar a doçura de um abacaxi amarelo ouro. Mais adiante, vê-se uma barraca de frutas com fotos de Tony Ramos. O local, que vende frutas exóticas como physalis e mangostão, foi inaugurado com o nome de Barraca 13 de Maio. Porém, após aparecer na novela A Próxima Vítima, na qual Tony Ramos interpretava o feirante Juca, passou a ser conhecida como a Barraca do Juca.

    Na banca de queijos Cruzília, uma senhora com um carrinho de feira repleto de ervas e hortaliças conversa com um feirante. Ela precisa de um pedaço de parmesão e outro de gruyère. Outro estabelecimento também especializado em queijos, e tradicionalíssimo no mercado, é o Levi Queijos, onde se encontra queijos de todo o mundo. Agora se o cliente necessitar de ricota caseira, deve procurá-la no Queijos Roni.

    No Porco Feliz, vê-se gente escolhendo carnes exóticas. Dentre os animais disponíveis (alguns podem necessitar a encomenda), há avestruz, cabrito, capivara, ema, jacaré, javali, e até tartaruga. Outro item bastante procurado é o leitãozinho.

    O Empório Chiapetta é uma das maiores bancas do mercado. Fundada por um jovem imigrante italiano, é também uma das mais antigas. Em suas instalações se encontra um leque imenso de frutas secas e cristalizadas, castanhas diversas, azeitonas e azeites importados, além do bom atendimento.

    No Rei do Bacalhau e no Empório Raga, o produto mais procurado é o nobre peixe pescado em águas norueguesas e usado em receitas portuguesas. Há lombos de bacalhau com quatro dedos de espessura, com ou sem pele, desfiados ou em lascas.

    Na Casa Irmãos Borges, a especialidade é o tomate seco; no Frederico Ervas, o destaque são as diversas especiarias, dentre as quais a baunilha em favas e o açafrão em pistilos; e na Santa Teresa Jamoneria, Seu Francisco, um espanhol, oferece presuntos de primeira qualidade importados de seu país, como o Pata Negra, além de saborosas morcillas.

    O famoso pastel de bacalhau

    Saborear o pastel de bacalhau do Mercadão é hoje um dos principais programas turísticos de São Paulo. Ícone da gastronomia, o mais disputado pastel é servido no Hocca Bar. Ao chegar ao local, o turista irá conhecer outro símbolo da capital: as imensas filas e a longa espera.

    O Hocca Bar foi fundado pelos imigrantes portugueses Horácio Gabriel e Maria de Deus Ferreira em 1952. Porém, o pastel de bacalhau só entrou no cardápio recentemente. O recheio, que antes era servido dentro de uma fogazza, só passou a ser servido dentro da massa de pastel em 1993. A partir daí a iguaria se tornou um sucesso. Feito com 150 gramas de bacalhau do Porto desfiado, temperado com cebola, salsinha e bastante azeite, o recheio é coberto por uma massa fininha antes de ser frita em óleo bem quente. Ao morder o pastel, se percebe que a maciez, o aroma e o sabor do bacalhau casam perfeitamente com a crocância da massa levemente salgada. Sobre a mesa do bar, há uma lata de azeite que deve ser usada para deixá-lo ainda mais saboroso.

    O gigantesco sanduíche de mortadela

    O outro símbolo gastronômico do Mercadão é o sanduíche de mortadela do Bar do Mané.

    O Bar do Mané foi fundado em 1933 por dois padeiros portugueses: os primos Jeremias Cardoso Loureiro e Alberto Cardoso Loureiro. No final dos anos 70, o filho de Jeremias, Manoel, o Mané que dá nome ao bar, passou a comandá-lo. Hoje administrado pela terceira geração da família (com a quarta já aprendendo o ofício), o Bar do Mané vende cerca de 800 a 900 sanduíches de mortadela por dia dentro do mercado.

    O famoso sanduíche surgiu de uma brincadeira dos funcionários com um cliente chato. Antigamente, os recheios mais pedidos eram o de copa e o de salame. O de mortadela era pouco preterido por causa de sua pouca quantidade. Um cliente fiel que costumava pedi-lo sempre reclamava do recheio minguante. Até que um dos funcionários exagerou na dose de mortadela, colocando-a no pão em exagero. O cliente assustou, mas comeu o sanduíche com gosto, saboreando cada mordida de seu lanche. A partir daí não teve jeito; todos os sanduíches passaram a ser enormes.

    O sanduíche de mortadela do Bar do Mané é delicioso exatamente por ser tão simples: aproximadamente 200 gramas de mortadela fatiada bem fininhas, dobradas ao meio, e postas dentro de um pão francês fresquinho e crocante. Há ainda a opção de colocar algumas folhas de alface e rodelas de tomate. Uma dica: fuja de invencionices como o recheio feito de mortadela quente, passada na chapa, que só serve para alterar o seu já delicioso sabor.

    Mercado Municipal Paulistano

    Endereço: Rua Cantareira, 306 – Centro – Tel: (11) 3228-0673
    Barraca do Juca: Rua H, box 24
    Queijos Cruzília: Rua E, box 16
    Levi Queijos: Rua D, box 9 – (11) 3228-1196
    Queijos Roni: Rua D. box 2
    Porco Feliz: Rua E, box 26
    Empório Chiapetta: Rua G. box 8 – Rua H. box 11
    Rei do Bacalhau: Rua D, box 12 – Rua H, box 32
    Empório Raga: Rua G, box 11
    Casa Irmãos Borges: Rua A, box 11 e 15 – Rua B, box 3
    Frederico Ervas: Rua F, box 12.
    Santa Teresa Jamoneria: Rua F, box 19.
    Hocca Bar: Rua G, box 7 – Mezanino.
    Bar do Mané: Rua E. box 14

    FONTE: http://www.brasilsabor.com.br/por/roteiros/artigo/176

    LINK RELACIONADO: http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/viagem_gastronomica_brasil_sabor



    Escrito por artebrasilis às 18h29
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    A CRÍTICA NOS MUROS

    Imagem do dia - Pomba no muro - capturada em 05/05/08 - SP - CAPITAL

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    VOCÊ SABIA ?

     BANKSY

    Banksy é o anônimo mais famoso que existe. Seu nome solicitado ao Google gera mais de um milhão de páginas. Bansky ficou anonimamente famoso com a sua streetart, com os seus graffiti inicialmente pintados em Bristol na Inglaterra, mas depois em várias outras cidades do mundo. Os locais por ele escolhido são os mais diversificados. Tanto pode ser um muro em um local abandonado, como uma parede de uma loja em uma rua bem movimentada de uma metrópole; pode ser Berlin, em um monumento russo, ou na Faixa de Gaza. Além de seus graffiti, museus famosos como o Louvre, Tate Modern, New Yorker Museum of Modern Art, Metropolitan Museum of Art, o Brooklyn Museum, entre outros foram palcos nos quais Banksy expôs, sem autorização, suas pinturas iconoclásticas. Banksy também escreveu livros, anonimamente, nos quais ele apresenta com comentários fotos de seus graffiti e de suas próprias pinturas: Banging your head against a brick wall, Existencilism, Cut it out e Wall and Piece, esse último um resumo dos outros três. Banksy deve estar anonimamente muito rico. Contam-se às dezenas as celebridades que tem comprado as suas obras. O quadro reproduzido abaixo teria sido comprado por Angelina Jolie por 226.000 dólares. Ele mostra quatro pessoas de uma família almoçando embaixo de um guarda sol em cima de uma esteira quadriculada sendo observada por 15 africanos famintos. O mercado de arte não ficou evidentemente imune ao fenômeno. No início do ano passado a famosa Sotheby de Londres vendeu um quadro de Banksy por 80.000 euros. Alguns graffiti de Banksy valem mais do que as próprias casas nas quais eles foram pintados. Sua técnica é a do estêncil que ele prepara cuidadosamente em casa e na rua basta o tempo para fixá-lo, ou fixá-los se vários, e utilizar o spray. Pouco se sabe sobre a vida de Banksy. Nasceu em Bristol em 1974 ou 1975. Seu verdadeiro nome pode ser Robert Banks. Não há fotos dele. Ele mantém um site na internet: http://www.banksy.co.uk/

     

     

     Banksy radicaliza a Popart de Andy Warhol ao trocar a iconoclastia naïf deste por uma crítica naïf à chamada sociedade de consumo; é uma arte anticapitalista. Seus graffiti e suas pinturas são intervenções que, de um modo geral, exibem algum tipo de contraste que convidam o público a entender, pela eventual graça ou mesmo quando pretensamente sério, a denúncia desejada pelo artista. O anonimato de Banksy, de saída natural por ser o graffito em locais públicos uma atividade ilegal na Inglaterra e em boa parte do mundo, talvez possa ser mais bem apreciado com a famosa frase de Warhol de 1968: In the future, everyone will be world-famous for 15 minutes. Preocupado com celebridades e famas, ele próprio célebre e famoso, a frase de Warhol expressa o seu entendimento de que a mídia poderia levar qualquer um à fama e ao sucesso. Já nos anos 70 ele próprio se vangloriava de que a sua previsão se realizava. Hoje com a Internet, com os Blogs, Orkut e Youtube a frase de Warhol se trivializa. Todos hoje parecem em busca de fama, em busca de seus quinze minutos; o preço a pagar é qualquer um, não importa se via bigbrothers ou assemelhados. Com Banksy o fenômeno é diferente, nem a mídia o tornou famoso, nem ele é famoso porque é anônimo, o que seria contraditório. Mas ele é anonimamente famoso e isto não é contraditório por conta de sua arte; é ela que o distingue da multidão de grafiteiros. É usual discutir o anonimato de Banksy sob uma paráfrase bem conhecida da frase de Warhol: In the future, everyone will be world-anonymous for 15 minutes. Banksy radicalizaria assim o extremo oposto da radical fugacidade da fama warholiana. Mas os extremos coincidem, a fama e o anonimato generalizados se confundem. O anonimato de Banksy não deixa de ser sua fama, mas a sua arte não vai se submeter a nenhum desses extremos. Não ficará anônima, nem será fugaz.

     

    Para todos nós anônimos talvez valha a frase de Warhol juntamente com a sua paráfrase que ele próprio cunhou, entediado que estava com a fama duradoura da frase original: In the future, everyone will be famous to fifteen people. Famosos por quinze minutos para quinze pessoas é o que valeria para nós. Em nossas vidas há picos de felicidade decorrentes de nossas pequenas façanhas, de nossos pequenos heroísmos e de nossas habilidades que nos tornam por quinze minutos e diante de quinze pessoas exemplos bons de pessoas humanas. E são vários desses pequenos e gloriosos momentos que se instauram indelevelmente em nossas vidas e as fazem felizes. Voltando de uma viagem de ônibus, meus dois filhos, na época com 9 e 12 anos de idade, chegaram a mim, que estava sentado quatro filas na frente deles, pedindo para fazer xixi. Argumentei que não havia banheiro no ônibus e que não iria demorar muito para chegar. Vieram a mim mais uma vez, repeti o argumento e pedi para eles agüentarem mais um pouco. Na terceira vez tinham lágrimas nos olhos. Fui ao motorista, expliquei e ele parou o ônibus para os meninos fazerem xixi. Na volta, sorrindo, falaram alto de modo que todos ouviram: obrigado painho! E cada um me deu um beijo. Quinze pessoas foram testemunhas de que durante quinze minutos eu fui o pai mais feliz do mundo.

     

     

    Escrito por Fernando Raul Neto - http://feraneto.blog.uol.com.br/arch2008-01-27_2008-02-02.html

     

     

     

     

    Banksy. Graffiti artist icon? (VÍDEO)

     

    LINK RELACIONADO: http://artebrasilis.blog.terra.com.br/democracia_da_arte_graffiti

     



    Escrito por artebrasilis às 17h22
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