Em visita ao Brasil, criador da biodança aponta alguns mitos sobre o método
AMARÍLIS LAGE da Folha de S.Paulo
Tudo começou com uma festa. O psicólogo chileno Rolando Toro, então com quase 50 anos, marcou a data, escolheu as músicas e, no horário combinado, preparou-se para receber os convidados: pacientes do hospital psiquiátrico em que trabalhava.
"Eu via os pacientes muito tristes, porque lhes tiravam a intimidade, a possibilidade de amar, de viver com autonomia. E decidi fazer uma festa para alegrá-los", lembra Toro. O resultado, diz, foi além do esperado. "Descobri coisas fundamentais que mudavam o comportamento do enfermo. Que a dança e o encontro de pessoas era altamente curativo."
Nascia a biodança, um método que busca o desenvolvimento de cinco áreas- vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcedência- por meio de atividades orais e de exercícios físicos.
Toro, hoje com 84 anos, afirma à reportagem da Folha que não criou a biodança, mas sim a descobriu. "Era algo que existia antes de mim. Eu apenas vi." Ainda assim, o termo biodança é registrado por ele em mais de 40 países "em outros, está em processo de tramitação, por meio da International Biocentric Foundation, que Toro preside.
"Houve uma expansão surpreendente em países europeus, africanos e asiáticos", relata o psicólogo, que chegou ao Brasil na semana passada para uma temporada de palestras e de certificação de novos profissionais, incluindo professores que vieram da África.
Nesse processo de expansão, aumentaram também concepções que Toro considera equivocadas sobre o conceito da biodança -entre as mais comuns, está a supervalorização da sexualidade nas sessões.
Sexualidade e afetividade
Segundo Toro, a sexualidade é apenas uma das cinco áreas abordadas, mas chama atenção devido à repressão que existe em torno do tema. "A hipocrisia de nossa civilização é altíssima devido à religião. Caluniaram a sexualidade por séculos. Neste momento, a humanidade vive uma crise sexual devido à repressão", avalia.
Apesar disso, os exercícios relacionados à sexualidade não são os que geram mais resistência nos alunos, observa o psicólogo, abordando outro mito relacionado à biodança.
"A categoria mais difícil é a da afetividade. As pessoas se buscam por interesses, o relacionamento entre pais e filhos é ruim, entre professores e alunos também. A capacidade de fazer amigos quase não existe. As pessoas se tornam solitárias. Pensam que 'eu sou eu, você é você, e ninguém tem que satisfazer as expectativas de ninguém'. Eu vou na direção oposta: se nos encontramos, é maravilhoso; se não nos encontramos, é uma tragédia. Há uma proposta altamente individualizada e distanciadora. É preciso transgredir e olhar nos olhos", diz Toro.
Bons e maus alunos
Mulheres teriam uma maior facilidade nesse processo? Mais uma vez, o psicólogo diz que não. "As diferenças são de pessoa para pessoa -cada uma tem uma linha mais desenvolvida. Umas são mais afetivas, mas não têm muita criatividade. Sou partidário apenas de que as mulheres tenham o mesmo direito de se manifestar que os homens."
O que Toro tem identificado é que alguns povos, como certas comunidades mexicanas, são culturalmente mais fechados ao contato físico que a biodança promove. Ainda assim, diz, o método também pode ser praticado nesses locais. "Dei aulas para um grupo de japoneses e, na terceira, eles estavam saltando e se abraçando. Afinal, todo mundo gosta de abraçar."
Mundo real
Outro problema comum, para o psicólogo, é a expectativa, por parte de alguns alunos, de transpor rapidamente as vivências da biodança para o seu dia-a-dia. Esse processo, diz Toro, precisa ser gradual.
"A biodança é um 'ambiente enriquecido', onde as pessoas recebem muitos abraços, por exemplo. Mas quem a praticar num local não enriquecido fracassa. Certo aluno saiu da sessão e quis abraçar as pessoas na rua -claro que elas se assustaram e pediram socorro", diverte-se Toro.
Música Outra história engraçada que ele presenciou é relacionada à música nas sessões de biodança -outro mito: as aulas não têm só músicas clássicas e hits "new age".
"Há uma semântica musical que deve se ajustar ao exercício e à vivência que queremos produzir. Não tem que ser a música que eu gosto, mas a que funciona", diz. (...)
( ARQUIVO PESSOAL - SERINGUEIRAS DA AVENIDA VEREADOR JOSÉ DINIZ, SP, CAPITAL )
RESPEITÁVEIS "SENHORAS" !
LINK COM SEQÜÊNCIA DE POCAHONTAS
Pocahontas é um filme de animação de longa-metragem, considerado um clássico, produzido pela Disney em 1995 e é baseado em uma história real. (wikipédia)
TRECHO DA ANIMAÇÃO - A ÍNDIA "OUVE" A VELHA ÁRVORE
O couro vegetal é obtido através do revestimento de tecido de fibras celulósicas com látex de campo ou concentrado, extraído de seringueira (Hevea spp.). A produção do couro vegetal já ocorre atualmente, possibilitando manter os seringueiros da região norte do Brasil em sua atividade com melhor valor agregado ao produto, sendo ainda submetido ao processo de vulcanização associado à defumação. Adicionalmente, dá ao produtor de seringueira possibilidade de agregar valor ao seu produto e cria alternativa de matéria-prima com padrão de qualidade para a indústria da moda que trabalha exclusivamente com couro animal. Entretanto, há pouca informação científica e tecnológica sobre os processos de produção e métodos de avaliação do couro vegetal. http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-02102006-154140/
Couro Vegetal É um material à base de látex natural, extraído das seringueiras nativas da floresta amazônica e confeccionado pelo processo tradicional dos seringueiros em suas moradas na floresta.
Do "Encauchado"ao Couro Vegetal Os seringueiros desde inicio aproveitaram o látex para confeccionar artigos para o próprio uso como a bolsa "capanga", os sapatos de seringa e o saco encauchado: O procedimento do saco encauchado deu origem ao Couro Vegetal, um tecido de algodão banhado em látex, defumado e vulcanizado em estufas especiais.
Maior agregação de valor A produção das lâminas de Couro Vegetal permite uma maior agregação de valor na colocação do seringueiro, comparado com os métodos tradicionais de beneficiamento do látex: Antes o seringueiro ganhou cerca de 1,50R$ por quilo de borracha seca, utilizando 3,3 litros de látex. Hoje ele ganha, R$ 3,00 para cada lâmina de Couro Vegetal, utilizando 1,3 litros de látex por lâmina.
Qualidade e inocuidade ecológica Pesquisas foram feitas no sentido de melhorar a durabilidade e qualidade do Couro Vegetal a fim de atender às exigências do mercado. Hoje o Couro Vegetal é um material de boa qualidade, internacionalmente reconhecido como um produto ecologicamente inócuo. A comercialização dos produtos de Couro Vegetal se tornou um motivo de esperança para a melhoria da vida dos Seringueiros, sua permanência na floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Até uns 15 anos atrás, o couro vegetal era conhecido como um mero subproduto da borracha, que em fins do século XIX e primeira metade do XX tivera lá as suas serventias, restritas às necessidades dos seringueiros do Acre e algumas outras áreas da Amazônia que o utilizavam para o fabrico de rústicos sapatos, bolsas-capanga e outros utensílios. Hoje, o couro vegetal é visto de outra forma, incorporado que está à economia do mundo da moda como matéria-prima para confecção de modernas roupas, bolsas, bonés, sapatos, capas de agendas e acessórios diversos.
Ainda hoje o couro vegetal é produzido pelo processo tradicional dos seringueiros em suas moradas na floresta, porém recebe especiais cuidados até ser transformado em peças de vestuário e acessórios diversos.