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    AZUR E ASMAR - UMA ANIMAÇÃO INTELIGENTE !

    Linda animação para adultos e crianças, com uma mensagem de paz e tolerância.

    SINOPSE

     "As Aventuras de Azur e Asmar" é magia pura. O diretor de animação Michel Ocelot (LEIA MAIS AQUI) , cujo "Kiriku e a Feiticeira" foi um sucesso enorme de bilheteria e de crítica na França em 1998, agora criou uma história oriental equivalente a contos como "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa".

    Ele conferiu a seu misto instigante de fantasia e aventura um ponto de vista contemporâneo, ao enfatizar a importância da fraternidade e da compreensão entre raças e religiões de ambos os lados da linha que divide Oriente e Ocidente.

    Ocelot afirma que não faz filmes para crianças, porque, como ele observa com toda razão, as crianças não se interessam por filmes feitos estritamente para elas. Fiel a esse princípio, "Azur e Asmar" funde um design de arte altamente sofisticado com uma história de magia e inocência infantis que vai atrair pessoas de qualquer idade que tenham a mente aberta.

    Na Europa medieval, uma ama de leite árabe, Jenane (dublada por Hiam Abbass), cria dois "filhos" num castelo feudal. Um deles é seu filho de sangue, Asmar, um garoto de olhos e cabelos escuros, e o outro é o loiro Azur, filho do senhor do castelo.

    O severo pai de Azur separa os dois garotos antes de chegarem à adolescência, expulsando Asmar e sua mãe e deixando-os entregues à própria sorte.

    Já adulto, Azur (Cyril Mourali) nunca se esqueceu das histórias que Jenane lhe contava sobre sua terra natal e a bela Fada dos Djinns, que é mantida em cativeiro e precisa ser resgatada por um príncipe. Ele embarca num navio para chegar a essa terra, mas um naufrágio o leva a um lugar cujos habitantes o rejeitam por causa de seus olhos azuis, vistos como sinal de maldição.

    Fazendo-se passar por cego, Azur pede que um ladrão, Crapoux (Patrick Timsit), o guie até a cidade, onde ele reconhece a voz de Jenane vinda de uma mansão. Ela agora virou uma comerciante rica e recebe com amor o filho há tanto tempo perdido. Mas Asmar, que virou um cavaleiro intrépido, rejeita seu irmão de criação.

    Sempre rivais, os dois irmãos partem para libertar a Fada dos Djinns. Jenane, que continua a evitar o favoritismo, financia cada um deles igualmente. Suas viagens os levam a enfrentar bandidos e traficantes de escravos. Azur e Asmar acabam salvando a vida um do outro mais de uma vez até que, juntos, penetram no Salão das Luzes, onde a fada aguarda a chegada do seu verdadeiro amor.

    Sem ser baseada em qualquer conto árabe em particular, a história criada por Ocelot funde imagens e histórias clássicas da Pérsia e do norte da África. Combinando animação em 2D e 3D, ele evoca a arquitetura oriental -- com seus mosaicos, jardins formais e a repetição de motivos e simetria -- com personagens brilhantemente coloridos.

    As perseguições e lutas são excitantes e frequentemente são mostradas em perfil. Vários seres fantásticos têm participações chaves, como o Leão Escarlate, com garras azuis, e o Saimourh, uma espécie de pavão voador que transporta pessoas por distâncias imensas.

    Ocelot não coloca legendas nos diálogos em árabe, deixando o espectador ocidental com um senso de deslocamento e incompreensão. O destaque dado às barreiras culturais e linguísticas entre pessoas de crenças diferentes insere a história num contexto muito moderno. Mas o filme transmite sua mensagem sobre a importância da empatia e da compaixão com o mais leve dos toques.

    FONTE DO TEXTO AQUI

    DOIS PAÍSES, DUAS LÍNGUAS, DUAS RELIGIÕES...



    Escrito por artebrasilis às 18h50
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    LENINE - DO IT



    Escrito por artebrasilis às 18h57
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    VOCÊ TRABALHA EM EQUIPE ?

    veja quando isto não acontece...

    mas em compensação...nestes dois vídeos...

    a união faz a força !



    Escrito por artebrasilis às 20h31
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    FESTIVAL MUNDIAL DA PAZ

    http://www.festivalmundialdapaz.org.br



    Escrito por artebrasilis às 17h59
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    TARDE DE OUTONO E BILAC

    TARDE DE OUTONO - OLHAR DIGITAL ARTE BRASILIS

    ( VISTA PARCIAL AV. WASHINGTON LUIS - SP )


    Em uma Tarde de Outono

    Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
    Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
    Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
    Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...

    Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
    Visitaste este mar inabitado e morto,
    Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
    Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?

    A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
    A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
    Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

    E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
    E contemplo o lugar por onde te sumiste,
    Banhado no clarão nascente do arrebol...

    Olavo Bilac, "Poesias"

    Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.

    Filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de Delfina Belmira dos Guimarães Bilac, após o término da educação, iniciou o curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que não chegou a concluir. Tentou, então, a Faculdade de Direito de São Paulo que também não concluiu.

    De volta ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se à literatura. Começou a trabalhar no jornal A Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio. Neste jornal, conseguiu ser indicado correspondente em Paris no ano de 1890. De volta no ano seguinte, iniciou o romance O esqueleto, em colaboração com Pardal Mallet, que foi publicado no jornal Gazeta de Notícias em forma de folhetins e sob o pseudônimo de Vítor Leal.

    Publicou diversas crônicas literárias no jornal A Notícia e colaborou com outros tantos jornais como A Semana, Cosmos, A Cigarra, A Bruxa e A Rua. Na qualidade de jornalista, foi grande incentivador do serviço militar obrigatório e da criação do Tiro de Guerra.

    É como poeta, contudo, que Bilac se imortalizou. Foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros pela revista Fon-Fon em 1907. Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a maior liderança e expressão do parnasianismo no Brasil, constituindo a chamada Tríade Parnasiana. A publicação de Poesias, em 1888 rendeu-lhe a consagração.

     



    Escrito por artebrasilis às 17h26
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    TEMPO VERSUS PRIORIDADES

    O TEMA É

    A (MÁ) ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO...

    E TAMBÉM...PRIORIDADE...EQUILÍBRIO...VALORES...

    COMUNICAÇÃO...DISPONIBILIDADE...OPÇÕES DO DIA-A-DIA...

    ...CONHEÇA OS "LADRÕES DO TEMPO"...

    E APRENDA A DIVIDIR O TEMPO, CONFORME AFINIDADES !

     

    Mario Persona fala da importância de se administrar o tempo para conseguir mais qualidade de vida e melhor equilíbrio na relação vida-trabalho.

     

    ...

    Trailer de "O NÁUFRAGO" (CAST AWAY) - com Tom Hanks



    Escrito por artebrasilis às 20h19
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    TV BARBANTE - MÁRIO PERSONA

     Mário Persona fala sobre criatividade e carreira e dá dicas de como desenvolver a criatividade para ganhar vantagem competitiva no mercado de trabalho.

     Entrevista com Mario Persona sobre a importância da comunicação para o sucesso da empresa e da carreira profissional.

     

    Qual o papel da ética no sucesso de um profissional atualmente? A falta de ética atrapalha seu crescimento?

    Tá todo mundo atrás de uma solução milagrosa para a crise. Quer uma idéia?

     

    PARA VER MAIS VÍDEOS DE MÁRIO PERSONA...

    CLIQUE:

     

    CONHEÇA O SITE:

     



    Escrito por artebrasilis às 18h25
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    IDIOMA: COLCHA DE RETALHOS

    Um vídeo com a tradução das palavras estrangeiras dessa música que está dentre as mais conhecidas de crítica ao estrangeirismo no cotidiano do Brasileiro.

     

    CAMÕES, GO HOME !

    Um vídeo de Mario Persona



    Escrito por artebrasilis às 18h04
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    ARTE URBANA

    MAIS UMA CAPTURA DO OLHAR DIGITAL ARTE BRASILIS



    Escrito por artebrasilis às 10h06
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    CÃO CARROCEIRO

    Carrocinha não, mas carroceiros sim

     

    Por Ayrton Mugnaini Jr./ Especial para o Yahoo! Brasil (em 12/05/09)

    Repare: todos nós conhecemos alguém cuja companhia nos agrada a ponto de querermos prolongá-la tanto quanto possível. Pode ser filho recém-nascido ou de qualquer idade, avó ou tia do interior, namorado novo, amante nova, etc. E, sem dúvida, um gato ou cão daqueles para quem "estimação" é pouco. Só num espaço ilimitado como a Internet dá para se começar a descrever todo o prazer e alegria de se ter um cão como companhia a todo instante, ou pelo menos em todos os instantes possíveis, e não apenas no recesso do lar.

    Quantos profissionais têm o privilégio de poder contar com seus cães em pleno ambiente de trabalho, inclusive até ajudando na inspiração ou na labuta? Os músicos estão entre eles, a julgar por uma frase do nunca demais lembrado Bob Dylan: "As melhores canções são compostas na varanda, quando o sol bate e um cachorro dorme." Dos artistas plásticos quase nem seria necessário falar, como o pintor inglês Francis Barraud, que um belo dia, quando

    link foto

    resolveu retratar um cãozinho que procurava saber de onde vinha a música que tocava em uma gravação, acabou criando um dos mais famosos logotipos do mundo, o da "Voz do Dono". E nem precisamos viajar tão longe na geografia, no tempo ou para ateliês e varandas; aqui mesmo no Brasil, ao nosso lado, em plena rua, temos aqueles heróis pioneiros da ecologia, da reciclagem e da economia informal que são os carroceiros, muitos dos quais fazendo questão de repartir o que têm, seja muito ou nem tanto, com seus cães.

    Mestres em recolher papel, latas e qualquer material aparentemente inútil e ocupador de espaço, os carroceiros (que, segundo a revista Trip, só na cidade de São Paulo são cerca de 200 mil) trazem às ruas um tom ao mesmo tempo antigo e moderno, como uma versão ocidental dos condutores de riquixás, de aparência talvez menos sofisticada, porém sem dúvida igualmente pitoresca e humana em meio a tantos veículos de motores e aparelhos sonoros barulhentos e mais faladores de celular mais barulhentos ainda. (Sim, estamos falando dos carroceiros modernos que puxam eles mesmos suas carroças, aliás, esperamos brevemente a extinção da prática de tração animal.) E esta humanidade dos carroceiros revela-se ainda mais humana quando inclui a companhia de seus fiéis amigos caninos.

    Um dentre tantos carroceiros da Paulicéia, no não tão desvairado bairro da Mooca, é Jânio Laurindo Libório, de 37 anos. Libório é carroceiro profissional - inclusive com registro na Prefeitura - há oito anos. Ao sair para recolher material nos quarteirões entre as míticas ruas da Mooca e Paes de Barros, ele não dispensa a presença de Puppy e Magrão - ou, melhor, são eles que não o dispensam. "Sair com eles é divertido, e eles tomam conta da minha carroça." Mas sem truculência, com fineza digna de policiais ingleses: "Eles são dóceis, não mexem com ninguém." Podemos acrescentar que são bons atletas: "Eles não gostam de subir na carroça." Puppy e Magrão ajudam Libório há quase três anos, e um dos seus antecessores foi o saudoso Totó, cuja perdição, lembra Libório foi uma paixão ainda maior que carroças: as motocicletas. "Ele gostava tanto de correr atrás de motos que um dia sumiu..."

    Totó é minoria entre os cachorros de carroceiros, e talvez possa ser comparado a certos homens que não podem ver rabos-de-saia ou às marias-gasolina da vida. E Puppy e Magrão aparentemente estão sendo criados por Libório com mais experiência, a julgar pela recente declaração do cantor e apresentador de televisão Ronnie Von à Contigo: "O cachorro tem um amor incondicional, ele gosta de você e ponto final. A gente vê cães acompanhando carroceiros. Pois se você aparecer num Rolls-Royce, ele vai preferir ficar com o carroceiro."

    E, já que antes de falar sobre carroceiros falamos sobre a relação dos cães com músicos e pintores, lembremos também que há poucos anos, em 2007, os carroceiros foram inspiração para uma exposição de arte justamente intitulada Carroceiros, promovida pela ARPA (Apreciação, Reflexão e Produção Artística), ONG paulistana dedicada ao ensino gratuito das artes, terapias artísticas e defesa e preservação do meio ambiente. Uma das obras desta exposição, do artista plástico paulistano Max Bueno, é resumida pelo jornalista e professor de Artes Visuais Oscar d'Ambrosio, curador da mostra, como oferecendo uma "delicada solução imagética ao retratar os cães que geralmente acompanham os carroceiros". (Vale a pena visitar a página da ARPA, pode ir até lá que eu espero: clique aqui para ver o site.)

    O assunto é tão longo quanto interessante. Para terminar, lembremos que carroceiros não são privilégio de paulistanos. Por exemplo, em Belo Horizonte, desde 2000, todo primeiro domingo de setembro está oficializado como o Dia do Carroceiro. Sem dúvida, um detalhe "bão demais da conta, uai"! E um Dia do Cão de Carroceiro também não me parece má idéia.



    Escrito por artebrasilis às 18h15
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    CINEMA NA FLORESTA

    CLIQUE AQUI E ACOMPANHE O DIÁRIO DE VIAGEM

     

    VEJA O TRAILER:

    Trailer do documentário Pele Verde. Moradores da floresta com câmeras a mão, mostrando como vivem e os desafios de se adaptar aos novos rumos do planeta. O documentário é dividido em 10 episódios

     

     

    PRIMEIRO EPISÓDIO (4'21'')

     

    creditos imagem aqui

    *

    VEJA TODOS OS VÍDEOS EM:

    http://www.youtube.com/profile?user=peleverdedoc&view=videos



    Escrito por artebrasilis às 20h01
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    DIA TÁ TENSO ? VÍDEOS PARA RELAXAMENTO



    Escrito por artebrasilis às 18h07
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    ENTREVISTA COM BORIS CASOY - 2ª PARTE

    CONTINUAÇÃO DA - Entrevista com Boris Casoy ( TV Band  )

     

    >>> PRIMEIRA PARTE - AQUI <<<

    < >

     

    (ARQUIVO TV)

     

    AME – Tendo sentido na própria pele as dificuldades de um portador de deficiência, como você vê a relação da sociedade hoje com quem possui deficiência?

     

    Boris – A visão que a sociedade tem hoje do deficiente é muito melhor do que antes. Havia dois fatores antes: a exclusão aliada a um sentimento de pena. Ou havia piedade ou pena, ou eram as duas coisas. Eu acho que hoje existe basicamente na sociedade um sentido de, primeiro, integração e, depois, criação de oportunidades. Eu me lembro quando começaram a surgir as primeiras associações voltadas para o deficiente. Já era um menino crescido, tinha 11 ou 12 anos, e me lembro disso. Eram grandes novidades no Brasil. Veio a vacinação, a maneira de encarar a doença e os deficientes mudou muito, até porque o esporte tornou os deficientes charmosos. Hoje um menino que usa bengala, alguém que sofreu um acidente de moto, hoje posa como alguém que quebrou uma perna. Quem tem deficiência nos dentes, por exemplo, hoje, já não é incômodo, pois as crianças têm até prazer em usar aparelho para corrigir a dentição. Os aparelhos de correção são bonitos, tem um certo charme, pode parecer uma bobagem, mas esse conjunto de coisas alterou comportamentos. Hoje não vejo tanta piedade, vejo muito mais que as deficiências ganharam os meios de comunicação, há campanhas em todo o Brasil. Toda mobilização comunitária que foi acontecendo, toda cidadania que vai se aperfeiçoando tem propiciado uma visão diferente. Se bem que ainda ache que pouco se concretiza em São Paulo, em termos de calçada rebaixada, escadaria que possibilite um acesso mais fácil, mas isso vai se amalgamando, vai se tornando uma conquista. Um conceito que eu sempre procuro inocular nas pessoas é o deficiente não precisa de piedade, e sim de oportunidade. Há associações que conseguem fazer que deficientes alcancem o máximo de seu rendimento.

     

    AME – Profissionalmente, em algum momento, houve alguma dificuldade em função de sua deficiência?

     

    Boris – Não, profissionalmente, não. Claro, eu não escolhi ser atleta. Claro que tenho limitações físicas, posso ser um atleta amador, com relativa qualidade, mas profissionalmente não, não tive nenhuma dificuldade. Há várias pessoas portadoras de deficiência que trabalham comigo e também não acho que elas sofrem piedade nem exclusão. A gente até brinca com as deficiências. Não vejo nenhum tipo de discriminação nem essa coisa da piedade. Eu acho que a piedade é um sentimento discutível. A piedade acaba sendo um instrumento de rebaixamento de quem é alvo dessa piedade, de colocação num nível de incapacidade, de incompetência. A piedade é um instrumento de exclusão. Eu acho que isso está desaparecendo. Está se formando um conceito diferente. Profissionalmente eu nunca me senti tratado diferente, discriminado.

     

    AME – E qual é sua opinião sobre a pessoa portadora de deficiência no mercado de trabalho?

     

    Boris – Existe uma legislação e acho que não tem sido cumprida, mas eu não vejo discriminação. Há pessoas com deficiência que são extremamente competentes. Talvez haja um certo preconceito em relação a determinadas deficiências, como a visual, por exemplo. Mas outros tipos de deficiências físicas, auditivas, por exemplo, as pessoas são tratadas normalmente. Acho que há também uma certa barreira em relação ao deficiente mental, pelas limitações, mas essas pessoas fazem muito bem suas tarefas, dentro de seus limites. As pessoas deficientes se vêm com um grande desafio pela frente e são extremamente competentes e dedicadas. Isso, porque o trabalho é prazeroso, como desafio e como exercício de vida. Essas pessoas são entusiasmadas, aplicadas no trabalho, são altamente confiáveis, até porque são curtidas, peneiradas pelo sofrimento, embora muitas vezes não aparentem, pois têm um comportamento alegre. Quem admite deficientes em sua empresa, não está fazendo generosidade nenhuma, está fazendo muito bem para sua empresa, pois quando eles têm chance são bons profissionais.

      

    AME – Você tornou conhecida a exclamação isto é uma vergonha. Na área da deficiência, o que você considera hoje uma vergonha?

     

    Boris – Eu não queria rotular dessa forma. Não sou um estudioso da área, sou apenas um observador. Não tenho me aprofundado, talvez até por uma falha minha em verificar o que falta. Não tenho uma visão de que algo nessa área seja uma vergonha. Eu tenho uma visão otimista neste campo. Acho que as coisas têm melhorado, com todas as dificuldades. As pessoas têm se unido. Há 20 anos, eu não imaginava que haveria uma competição entre portadores de deficiência, como as Paraolimpíadas. Nunca! São coisas que provocam uma fileira de bons acontecimentos, vão conquistando cidadania.

     

    AME - Qual é sua mensagem para os portadores de deficiência que ainda não alcançaram esse seu otimismo?

     

    Boris – Eu sou um otimista. A melhor mensagem que eu posso transmitir é a de esperança, mas não aquela esperança chorosa, desesperançada. É uma esperança real e alegre. Uma esperança incentivadora para as pessoas não se tornarem passivas, continuarem procurando se superar. Nessa comunidade, eu não poderia esquecer uma participação extremamente importante das mães e pais do deficiente, que têm uma tarefa de enfrentar a situação de maneira heróica, esperançosa e alegre. Sempre nas campanhas de vacinações eu tenho contado sobre minha deficiência, sempre digo que pai e mãe que não levam o filho para vacinar são criminosos. Parece apavorante, mas é para apavorar mesmo. Pais que negligenciam e não levam os filhos para vacinar são criminosos, mesmo! Agora, quem foi atingido tem que procurar reagir da melhor maneira possível, não se deprimir, não se estressar, mas elevar o máximo possível seu entusiasmo. Os pais devem transformar seus filhos em seres humanos prestantes, com amor e incentivo.

      

    AME – E sua irmã gêmea, como vive hoje?

     

    Boris – Minha irmã é secretária, tem netos e está muito bem, igual a mim. Na minha impressão, acho que a pólio a atingiu mais, como mulher. Ela foi mais atingida, embora as deficiências sejam parecidas, porque na adolescência eu usava calça comprida e ela, com vestido, exibia muito mais as marcas da pólio do que eu. Mas ela casou-se e é feliz. Se ela não fosse deficiente, ela teria uma vida muito parecida com a que tem hoje.

     

     

    Fonte da Entrevista segue link.  http://www.ame-sp.org.br

     


     VÍDEOS ADICIONAIS:

    " ISTO É UMA VERGONHA ! "

     

    ROLANDO BOLDRIN

    *

    CAMPANHA ANTI DROGAS COM BORIS CASOY



    Escrito por artebrasilis às 16h54
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    ENTREVISTA COM BORIS CASOY - 1ª PARTE

    30/4/2009 - Entrevista com Boris Casoy ( TV Band  )

     

     

    “A deficiência deixa marcas profundas” (Boris Casoy)

     

     

    Um dos âncoras de telejornalismo de maior credibilidade da televisão brasileira, Boris Casoy 59 anos, autor do célebre bordão isto é uma vergonha, teve poliomielite ao completar um ano de vida

     

    A doença deixou seqüelas físicas, mas a marca maior foi a psicológica, gerada pela discriminacão na infância. Ao Jornal da AME, fala com exclusividade sobre como aprendeu a lidar com a deficiência. Confira:

     

     

    AME – Fale-nos sobre sua deficiência.

     

     

    Boris Casoy – Eu tive poliomielite com um ano de idade, logo após meu aniversário. É uma história peculiar, porque eu tenho uma irmã gêmea e nós dois pegamos a doença juntos. Isso foi em 1942, e, na época não havia nenhum tipo de vacina. Minha irmã foi acometida de uma febre muito leve e minha mãe não separou os dois nenês. Minha irmã ficou paralisada e cinco dias depois eu fui acometido pela doença. Ambos ficamos com seqüelas.

     

     

     AME – Como foi sua infância?

     

     

     

    Boris – Minha infância foi difícil. Eu praticamente não andava. Minha perna direita não se sustentava: usava um aparelho que servia de estrutura. Praticamente, tinha apenas a perna esquerda. Era vítima da incompreensão das demais crianças, recebia apelidos como mula-manca e era colocado para fora nas brincadeiras, pois não podia correr. Eu era o que chamavam de café com leite: não valia. No pegador, as crianças às vezes se deixavam ser pegas; percebia que havia tarefas facilitadas para mim, tanto pela professora, como pelos colegas. Em 1945, 46, Psicologia não era uma coisa tão difundida, não havia uma determinada orientação pedagógica para tratar com cuidado, de maneira igual, as pessoas com deficiência. A forma como me tratavam, realmente marcava. Havia também aquelas professoras que diziam: coitado desse menino. E quando me queixava para minha mãe, ela, sem poder fazer nada, chorava. E eu me sentia culpado por fazê-la chorar, deixá-la triste. Relutava em levar para ela determinadas queixas, que seriam desabafos das coisas que me aconteciam e que me chocavam. Eu percebia que era um incômodo, estorvo. Muitas vezes essas coisas ficaram caladas em meu pequeno peito infantil. Enfim, uma deficiência como a que tive sei que marca tremendamente. Provavelmente, deva ter marcas dessa deficiência até hoje. Isso foi até os 9 anos, quando minha mãe nos levou, a mim e a minha irmã, para os EUA para fazer uma cirurgia. Eu fiquei com uma perna mais fina do que a outra, mas voltei andando, mancando muito pouco, algo quase imperceptível.

     

     

    AME – E a adolescência, como foi?

     

     

    Boris - Após a cirurgia, aos nove anos de idade, começou, então, uma segunda etapa na minha vida, quando entrei na pré-adolescência. Foi uma espécie de ganhar o tempo perdido. Fiquei extremamente ansioso, rebelde, tive uma explosão de energia, vitalidade, vigor, como que tentando fazer tudo o que não tinha feito. Eu sentia que estava fazendo tudo o que não fazia, sentia o gosto das brincadeiras, queria curtir aquilo intensamente. Naquele momento, não gostava de mostrar minha perna, não gostava de me mostrar, as pessoas reparavam, olhavam, mas, fora isso, eu passei a me considerar normal, porque, embora mancando, passei a fazer tudo o que as demais pessoas faziam, inclusive jogar futebol. O problema, pelo menos aparentemente, estava superado. Mas sei que deixa marcas. Na medida em que ouço uma história, vejo o tema numa peça de teatro, ou em filme, ou, ainda, em campanhas de vacinação, tenho uma rememoração muito pesada. Uma doença dessas marca profundamente uma criança. Eu ainda tenho o consolo de ter me saído bem. Com 59 anos, me considero normal, mas essa doença marca muito psicologicamente. 

     

     

    AME – E você conseguiu superar essas marcas?

     

     

    Boris – Eu não sei. Aparentemente sim, mas acho que são marcas indeléveis, não têm solução. Nunca consultei um terapeuta, um especialista. Inclusive, os tratamentos eram altamente traumatizantes, algumas vezes, imobilizantes. Engessavam as crianças, colocavam compressas muito quentes, minha mãe procurava fazer tudo que aparecia. Eram verdadeiras torturas e nos tiravam o tempo de convívio com outras crianças, tempo de brincadeira. Eu vejo um conjunto de coisas. Não são facilmente solucionáveis. Certamente minha alma está marcada, e estou contando aqui somente o que está em minha memória. Por isso quando vejo uma criança deficiente, meu sentimento é de solidariedade porque sei exatamente o que aquela criança sente, porque eu senti na própria carne.

     

     

    AME – E seu lado profissional, como se desenvolveu?

     

    Boris – Eu fiz curso de Direito, até o último ano, mas não cheguei a me formar, pois não fui buscar meu diploma. Acabei optando por atuar na área jornalística. Desde os 15 anos eu trabalho em rádio. Eu uni meu gosto por rádio ao gosto por esporte. Como não podia andar, era um grande ouvinte de rádio, admirava aquele milagre da transmissão da voz. Quando voltei dos EUA, em 1950, estava iniciando a TV Tupi e acabei me interessando muito. Trabalhei também em jornal, fui editor-chefe da Folha de São Paulo, por oito anos. Agora, estou vivendo há 12 anos uma experiência intensa com televisão.

     

     

    AME – Tendo sentido na própria pele as dificuldades de um portador de deficiência, como você vê a relação da sociedade hoje com quem possui deficiência? ...

     

     

    >>> SEGUNDA PARTE - AQUI <<<

    Fonte da Entrevista link  http://www.ame-sp.org.br

     



    Escrito por artebrasilis às 16h47
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    HUMOR BRASILEIRO - OS CAIPIRAS

    Kaquinho & Cumpadi Bráulio TV Brasília

    *

    "Profissões Baianas" - OS CAIPIRAS -

     

    "A Chegada das Chuvas" - OS CAIPIRAS -

    "A volta do gerúndio" - OS CAIPIRAS

    "O mundo da informática" - OS CAIPIRAS -

     



    Escrito por artebrasilis às 20h27
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